quarta-feira, 20 de maio de 2009

... Amor ou paixão?



… Acordei envolta no seu abraço… os nossos corpos nus estavam colados do suor… virei me para ele … abriu os olhos… ficamos um tempo naquele silencio olhando um para o outro… comecei a questionar mentalmente se o que estava acontecer entre nós era amor … paixão… atracção … naquele momento não conseguia ver os limites que separavam aqueles sentimentos… eu só sabia que desejava imenso aquele homem mas não sabia até onde estaria disposta a ir por ele… senti uma vontade enorme de o mimar... beijei o com ternura… lentamente… depois com muito ardor… passei por cima dele e encostei me a ele por traz … colei o meu corpo ao dele e abracei o… beijei o seu pescoço… perto da orelha … percorri as suas costas com a língua … o seu corpo estava salgado… deitei o de barriga para baixo… deitei me por cima dele…. continuei a saborear aquele gosto a sal … encostei o meu sexo às suas nádegas … as minhas unhas deslizaram suavemente pelas suas costas… fui descendo… mordisquei as suas nádegas ele estremeceu… virei o de frente… seu sexo erecto ficou agitado com a proximidade da minha boca… rondei por perto… ele gemeu quando beijei o seu sexo … aconcheguei o com a minha boca … suguei o… lambi o… dar lhe prazer excitava me ... sentia me húmida… o seu sexo não podia estar mais duro… sentei me em cima dele de costas viradas para ele… fiz lo entrar em mim … as suas mãos apoiaram se nas minhas ancas acompanhando o meu baloiçar e dando me sinal para acelerar o movimento… ouvimos um barulho fora do quarto de um objecto de vidro a partir se , não era o momento para nos preocuparmos com barulhos externos… estávamos noutra dimensão… quase a chegar ao êxtase … e não paramos aquela dança que nos levou ao delírio comum e nos fez esquecer rapidamente aquele barulho. Ainda ficamos um pouco abraçados depois ele vestiu o robe abriu os braços dirigi me a ele subi para cima dos seus pés… abracei o por dentro do robe… ele cobriu me com o seu abraço e fomos assim em direcção a casa de banho eu de boleia em cima dos seus pés… quando chegamos à casa de banho quase que caiamos por cima de um corpo inerte… a mãe dele estava desmaiada no chão… enrosquei me numa toalha e enquanto ele tentava acordar a mãe chamei os serviços médicos… ficamos os dois a tremer ela não voltava a si, a pulsação era débil, a espera foi angustiante, vesti a mesma roupa do dia anterior, o saco com a minha roupa para o fim de semana tinha ficado em casa da E. Entretanto chega a ambulância, eu fui acompanhar la enquanto o P nos seguia com o carro. Foi diagnosticado um derrame cerebral… ficou em coma…

terça-feira, 28 de abril de 2009

... O primeiro contacto


… A meio da noite durante o sono senti o P a encostar se a mim … eu estava de costas e o seu sexo duro e quente deslizou por entre as minhas coxas … mesmo sonolenta aquele contacto humedeceu me deixando me excitada… embora soubesse que era o P aquele contacto na escuridão do quarto provocou me uma sensação de “dejá vu” , como se já tivesse vivido aquele exacto momento … memorias passadas desfilaram no meu pensamento e me transportaram para a minha infância… eu tinha doze anos … meus pais tinham emigrado , eu e os meus irmãos ficamos a viver com os meus avós… um incêndio devorou as duas casas vizinhas … a casa dos meus avós teria sido a próxima … felizmente os bombeiros conseguiram controlar o fogo a tempo… aquelas línguas gigantescas de fogo e o cadáver do vizinho carbonizado por ter adormecido a ler à luz da vela não saiam do meu pensamento… nunca mais consegui dormir em casa dos meus avós, felizmente os meus pais quando emigraram deixaram a nossa casa habitável e decidi levar os meus irmãos mais novos comigo e passamos a dormir sozinhos lá, a casa também não ficava muito longe da dos meus avós. Um primo que morava noutra região vinha regularmente a nossa casa principalmente no verão para fazer praia, sempre nos entendemos muito bem , a nossa cumplicidade era perfeita, apesar da diferença de idades que em adultos não é significativo mas quando se é criança é e muito, eu com doze ele com vinte, a conversa fluía naturalmente e as brincadeiras também e sempre de maneira muito agradável, no entanto eu nunca o vi como um possível namorado para mim era como um irmão até lhe contava as minhas apaixonetas de escola, como já era habitual ele veio sozinho e ficou a dormir na casa dos meus pais, tanto eu como ele tínhamos o habito de ler antes de adormecer, ele ficou no quarto dos meus pais , eu fiquei no meu com os meus irmãos que eram mais novos e tinham medo de dormir sozinhos depois do incêndio… ao fim de algum tempo ele veio ter comigo e sugeriu para eu fosse ler para a cama dele assim só se gastava uma luz, achei normal e fui… ao fim de algumas paginas ele disse que estava com sono eu também já estava… ia me pôr a pé para regressar o meu quarto, quando ele disse para eu dormir com ele assim os meus irmãos ficavam com mais espaço... fiquei ... apagou a luz e preparei me para dormir na minha posição preferida … posição fetal… ele aproximou se de mim… tirou me as cuecas… não fui capaz de reagir… senti me a paralisar… não de medo… mas algo de diferente estava a acontecer… foi um despertar de sensações que eu desconhecia que existiam e ele era o meu amigo ele devia saber o que estava a fazer … deslizou o seu sexo por entre as minhas coxas, senti o bem duro… quente… estava a sentir uma coisa que nunca tinha visto nem em foto… comecei a ficar húmida … só de o sentir … bastante húmida… eu nada sabia sobre sexo… a informação era nula mas por instinto eu já adivinhava o que aquilo representava… e percebi logo como se concebia… ele falava me ao ouvido de maneira doce … queria me convencer a ir mais além… mas eu por instinto sabia que não devia … só queria ficar assim um tempo a sentir lo entre as minhas coxas mais nada… a sensação era boa demais para me levantar e sair da cama e fugir para o meu quarto… entretanto a minha avó mulher sábia e conhecedora da vida … talvez tenha visto no olhar dele coisas que me escapavam devido a minha idade … apareceu e bateu à porta de casa chamou por mim… sai a correr da cama e fui até à porta… perguntou me se estava tudo bem… respondi que sim… ela voltou a insistir… tranquilizei a… regressei ao meu quarto … demorei a adormecer… de manhã quando acordei ele já não estava desistiu das férias fiquei alguns anos sem o ver… nesse mesmo ano os meus pais vieram buscar nos e emigramos também… eu não sei até onde eu seria capaz de resistir, o que estava a sentir era muito bom … mas não sei se estaria preparada para o que viria a seguir poderia até ficar a odiar o sexo… ou talvez não … não sei… de qualquer maneira acho que ainda bem que a minha avó apareceu na hora certa… e assim só ficou gravado em mim a boa memoria e ainda hoje quando penso nesse momento sinto o com a mesma intensidade que senti nessa noite… às vezes penso se a nossa primeira experiência condiciona ou não as experiências futuras… a abordagem que mais me excita é quando um homem me abraça por trás e me fala ao ouvido… e me faz sentir o seu sexo por entre as minhas coxas… será coincidência?... será devido a essa experiência?... não sei… quando o voltei a ver anos mais tarde eu já com dezoito anos não o associei ao sucedido, talvez por não ter visto o rosto dele. Continuei a olhar para ele como o primo de sempre, sem qualquer desejo, a não ser a vontade de continuar a sermos amigos embora eu já soubesse que ele queria namorar comigo e toda a família pensasse que ainda iríamos casar… fechei a porta do meu pensamento e entreguei me com muita preguiça às carícias do P que me beijava o pescoço… me mordiscava a orelha… afagava-me os cabelos… apesar de me arrepiar e estremecer ao seu toque deixei me ficar sonolenta… apesar de me sentir cada vez mais húmida… estava me a saber bem aquele mimo… depois espreguicei –me… apertei mais as coxas. .. encostei a minha mão ao seu sexo e pressionei o contra o meu sexo … estávamos os dois muito húmidos … num movimento de ancas incitei o a se movimentar entre as minhas coxas … e explodiu na minha mão… a sua mão juntou se à minha dedilhando o meu clítoris e me fez enlouquecer de prazer … um belíssimo orgasmo num momento de preguiça…

quarta-feira, 22 de abril de 2009

... O reencontro


… O trajecto para casa dele parecia me longo… demasiado longo… as saudades de sentir o seu corpo nu colado ao meu eram muitas… não parávamos de olhar um para o outro… às vezes ele punha a mão dele na minha coxa… era o suficiente para me fazer estremecer… olhava para ele e via o engolir em seco … ele também estava ansioso e inquieto … finalmente avistamos a casa dele… entramos na garagem … saímos do carro… e como um íman caímos nos braços um do outro… beijamos nos novamente com fúria… com fome… insaciáveis… nossas mãos percorriam frenéticas os nossos corpos… senti uma necessidade urgente de o sentir dentro de mim naquele momento… libertei o seu sexo sem pararmos de nos beijar… ele sentou me no capot do carro … abracei o com as minhas pernas e deixei o deslizar dentro de mim… gemi na sua boca… suas ancas baloiçavam de encontro a mim… ele também estava ansioso… ávido… estávamos quase a chegar ao auge quando ouvimos a porta da garagem abrir… o coração quase que me saía pela boca… escondemos nos atrás do carro… era a mãe dele… vinha da casa de uma amiga ... era a noite do jogo de cartas… era habito meu em situações semelhantes dar me uma crise de riso e o P ficou logo preocupado e tapou me a boca… mas não precisou porque fiquei paralisada ... ser encontrada daquela maneira pela mãe dele, rival da Dona L bloqueou me totalmente... da minha boca era impossível sair qualquer som. Ele ia ter que me apresentar a ela mas não queria que fosse daquela maneira. Felizmente ela não demorou muito… depois de ela sair comecei a tremer da cabeça aos pés… ele abraçou me carinhosamente … beijou me o rosto … ficamos um tempo assim até me acalmar e dar tempo para que ela fosse para a cama, não me sentia capaz de a encarar naquele dia… com o máximo cuidado subimos para o quarto dele… eu continuava nervosa… ele pegou me na mão e levou me para a casa de banho… foi me tirando a roupa lentamente… alternando com beijos no corpo e leves mordidelas… fui relaxando… e retribuindo o carinho… acabamos nus debaixo do chuveiro… os beijos e carícias continuavam por entre as ensaboadelas… ele sorveu me… eu sorvi o com a mesma intensidade… enxugamos nos com as toalhas mas continuávamos insaciáveis… fomos caminhando para o quarto dele como se estivéssemos a dançar… sem pararmos de nos beijar … de nos tocar… ele sentou se numa cadeira… eu sentei me no colo dele… fazendo o entrar em mim … as minhas ancas baloiçavam suavemente… ele apertou me as nádegas pedindo mais ritmo… mordeu me os seios… gemeu … explodiu… beijei o sem parar de baloiçar… uma onda de calor invadiu o meu corpo… acompanhado de uma tontura deliciosa e soltei o meu prazer gemendo no seu ouvido… agora sim já podíamos ir dormir… deitamos nos naqueles lençóis suaves … nus … corpo contra corpo e adormecemos tranquilos…

sexta-feira, 17 de abril de 2009

... A dança


… Foi uma tarde de trabalho muito difícil… o P não parava de me dar processos para preparar, queria fazer numa tarde todo o trabalho de uma semana que ficou adiado devido a sua ausência… a presença dele punha me nervosa… a simples visão do peito dele à mostra por entre a camisa desapertada… fazia o meu coração palpitar… por varias vezes fiquei rouca… e perdia a voz quando tinha que falar com ele … só olhava directamente para ele se estivesse distraído a ler algum processo… não dei pela hora passar… já era bastante tarde quando olhei para o relógio… tinha combinado com a E que dormiria na casa dela e iríamos dançar um pouco era a única coisa que me animava quando não estava bem … perguntei lhe se ainda precisava de mim… ele olhou para o relógio e viu que também já era tarde.. pediu me desculpa por me ter atrasado… disse que ia chamar um táxi para mim… informei que não era necessário iria ficar na capital em casa da E… inevitavelmente os nossos olhares se cruzaram … mais uns segundos e eu caia nos braços dele… ele ficou pensativo depois perguntou se eu ia dançar … antes de o conhecer eu passava as minhas noites de fim de semana a dançar… ele sabia disso…confirmei virei lhe as costas fui buscar um saco com alguns dos seus pertences que tinham ficado no quarto do pintor… não esperei que ele pegasse no saco … coloquei o perto dele e fui me embora rapidamente… estava a ser insuportável estar na presença dele sem o beijar … acariciar… mas eu era muito orgulhosa… era incapaz de beijar um homem sem saber se ele também o queria … a partir daquele fim de semana em Reims fiquei com duvidas… Eu e a E já tínhamos um lugar habitual para dançar… o ambiente estava animado mas custou me a entrar no espírito de festa… depois de começar não parei mais… deixei me possuir pela musica… entrei noutra dimensão… nada mais existia à minha volta… de vez em quando punham uma musica mais suave para dançar a dois … e claro que a E avisou o irmão que eu ia lá estar… e recusei o convite dele para dançar… não estava com paciência… eu sabia que ele ia tentar uma aproximação mais intima já era costume… ele insistiu… fiquei zangada e ia sair dali quando dou de caras com o P… os olhos dele riam… já devia estar ali algum tempo pelo copo que tinha na mão… não consegui dar mais um passo…fiquei presa no seu olhar… ele pousou o copo …veio em minha direcção… esqueci me de respirar… pegou em mim para dançar … senti me um tronco rígido… os meus pés pareciam feitos de chumbo… ficamos um tempo sem sair do sitio … estava demasiado tensa… ele falou me ao ouvido para eu relaxar… passou me as mãos pelas costas… arrepiei…beijou me o pescoço… um calor percorreu o meu corpo tornando o mais flexível …começamos a dançar… a harmonia que tínhamos quando fazíamos amor era a mesma ali a dançar … movíamos nos com muita sensualidade … os nossos corpos estavam demasiado colados… senti através da roupa a sua excitação a crescer… as nossas respirações tornaram se ruidosas… esquecemos nos de onde estávamos … já não era bem dança o que estava acontecer… eu já não aguentava mais estar ali dentro… pedi lhe para sairmos dali … saímos apressados… procuramos na rua um sitio isolado e beijamos nos com tanta sofreguidão… tanta loucura…tanta paixão… que acabamos por gozar só tocando nos por cima da roupa … por fim ele disse que queria passar comigo a noite.. na casa dele… fui avisar a E que já não dormia em casa dela… pelo caminho para casa dele falamos do nosso afastamento ele pensava que eu já não queria mais nada com ele sentiu me distante em Reims… eu disse que foi só impressão dele… não lhe ia contar que eu e o irmão nos beijamos eles pareciam se entender tão bem… não queria ser o motivo de discórdia entre eles, além do mais nunca mais iria ver o M..

terça-feira, 14 de abril de 2009

... Saudades


… No dia seguinte apressei me a entrar no elevador com a esperança de o encontrar lá dentro… nem sinal dele… podia já estar lá em cima… animei me… o meu coração foi acelerando conforme ia subindo… decepção… Dona L. informou que ele não viria nem naquele dia nem no seguinte… três dias sem o ver … que saudades que eu tinha da sua voz … do seu olhar… das suas mãos… dos… seus… beijos… senti me a sufocar… respirei fundo … pedi à Dona L se ele ligasse ou se ela conseguisse falar com ele novamente para me passar a chamada… tinha de o informar que tínhamos de entregar o quarto… à tarde foi ele que ligou e pediu para falar comigo… assuntos de trabalho… quando ouvi a voz dele fiquei com um nó na garganta... as palavras não saíam… ouvi várias vezes ele chamar o meu nome... pensando que a chamada tinha ido abaixo desligou sem que eu conseguisse emitir um som… a minha mão tremia pousada no telefone… o telefone voltou a tocar… estremeci de susto… era ele novamente… limpei a garganta para ele ouvir que eu estava em linha… respondi um sim quase mudo… ouvi as instruções que ele tinha para me dar num tom muito profissional… depois já mais calma falei lhe do quarto… ele confirmou o combinado com Madame Janine… voltou de seguida a falar de trabalho, já tinha detectado o problema estavam em negociações com o cliente da Costa do Marfim e enquanto não ficasse resolvido não voltaria à capital… despediu se de maneira formal… tentei abstrair me desta indiferença mergulhando no trabalho com afinco.. nem dei pela hora passar… continuava sem vontade de ir para casa… desde que o conheci habituei me a viver o dia a dia… numa correria …num alvoroço… numa excitação… e agora não havia nada… sentia falta dessa adrenalina que me fazia sentir viva… tinha de voltar a organizar a minha vida... seguir outro rumo procurar outras motivações… voltar a sair com o meu grupo de amigos… mas… nem esse pensamento me alegrava… precisava um pouco mais de tempo…
Ele só veio na sexta a tarde… tinha um ar cansado… estava a conversar com Dona L quando cheguei, após a hora do almoço… os nossos olhares se cruzaram … pareceu me ver por uns instantes um brilho nos seus olhos mas ele desviou o olhar… apeteceu me correr para os seus braços … cobrir lhe de beijos… mas precisava de receber um sinal dele… precisava de sentir que ele também queria isso… não consegui ficar muito tempo na presença dele … voltei ao meu gabinete com as lágrimas quase a saltarem dos olhos… mas não deixei que elas saíssem

terça-feira, 7 de abril de 2009

... Nostalgia

(foto de Sascha Huttenhain)

... Cheguei ao piso 12 sem energia … o P ia ficar fora todo o dia … o rosto de Dona L. denotava preocupação, era bom que o P encontrasse alguma falha do cliente ou pelo menos que o prejuízo fosse dividido pelas duas partes. Depois de conversarmos um pouco sobre a empresa contei lhe que fui a casa do filho dela… o rosto dela iluminou se … perguntou me logo como estava o M… se a colheita estava a correr bem… já alguns meses que não via o filho, embora falassem por telefone… ele preferiu fugir da cidade e dedicar se à produção de champanhe, aliás o sonho de Dona L. e do Sr administrador era irem viver para Reims e deixar a capital, sempre pensaram que o P ficaria com a empresa , mas os planos do P eram outros, ele queria mesmo regressar à terra dos antepassados … Itália… o Sr. administrador não queria cometer o mesmo erro do seu pai… frustrar os sonhos do seu filho já bastou terem frustrado os dele… nenhum dos filhos optou por ficar com a empresa do pai… Dona L segredou me que o Sr. Administrador fez questão de viajar ele próprio em prospecção e pedir ao filho para o substituir na empresa com o intuito de o atrair para a empresa e talvez ele desistisse de ir para Itália… eu também gostaria que ele desistisse mas nunca lhe pediria isso…
O dia passou penoso… o P não deu sinal… Dona L. ligou para as instalações fabris para tentar saber se o processo estava a correr bem mas não foi possível falar com ele… não me apetecia ir para casa … deixei que os meus passos me levassem ao quarto do pintor… a cama estava montada… a Madame Janine era um doce de pessoa… aliás todas as pessoas que conheci na época com a idade dela eram simpáticas, tolerantes, com uma alegria de viver que não se via nos jovens … talvez por na juventude delas terem vivido o horror da Segunda Guerra Mundial dessem mais valor ao que é realmente importante… em cima da cama estava o livrinho das 101 posições… sorri… será que ela esteve a ver … desci e fui até ao apartamento dela … tinha de perguntar quanto era o conserto da cama… abriu a porta com o seu habitual sorriso… não aceitou o dinheiro… mas informou que o pintor apareceu… e quer novamente o quarto… desconhecia este acordo que ela fez com o P alugaria o quarto mas se o pintor voltasse teria direito ao quarto… ela estava mesmo desolada… o pintor não apareceu por uns tempos porque faleceu o pai… andou um pouco perdido mas agora queria acabar os estudos, já fazia 3 anos que ele vivia ali já se tinha afeiçoado a ele … tínhamos uma semana para deixar o quarto…. perguntei se a podia incomodar de manhã cedo para tomar banho… decidi ficar a dormir lá aquela noite sozinha queria me despedir do quarto e dos bons momentos que ali tinha passado… já não sabia se regressaria aquele quarto as coisas com o P esfriaram um pouco… Madame Janine convidou me a fazer lhe companhia ao jantar…ficamos horas a conversar … contou me historias maravilhosas da sua vida …dos romances… … ficou solteira por opção … queria ser livre… só tinha pena de não ter alguém com quem conversar… regressei ao quarto… pela ultima vez ouvi os discos do pintor… cada musica fazia me reviver momentos passados com o P… as lágrimas rolaram pelo meu rosto sem que eu conseguisse parar… adormeci com o rosto molhado….

sexta-feira, 3 de abril de 2009

... O afastamento


… apesar da beleza da paisagem o meu pensamento alheou se deixando os acontecimentos desse fim de semana desfilarem a uma velocidade vertiginosa… não sabia se a minha marcha estava a ser comandada pelo meu consciente se pelo subconsciente… um deles apercebeu se que a determinado momento havia uma bifurcação e que era preciso escolher o caminho correcto… na hora não se comunicaram e só me apercebi que segui o caminho errado quando ouvi um cão a rosnar muito perto de mim… depois de gritar de susto fiquei com medo até de respirar… aquele caminho levou me directamente a uma propriedade privada que estava a ser protegida por aquele canino feroz… ele não parava de me mostrar aqueles dentes brilhantes afiados… depois de o fixar atentamente apercebi me que só me atacaria se eu entrasse… estava bem ensinado… comecei a recuar muito lentamente sem tirar os olhos dele… conforme a distancia entre nós ia aumentando a sua expressão foi suavizando até fechar a boca… sentou se sem tirar os olhos de mim… virei me e acelerei o passo começando a respirar normalmente… quando estava quase a chegar novamente a bifurcação chega o M a cavalo… acelerado… andava à minha procura… já tinha ido a casa e não me viu… salta do cavalo… furioso… agarra me pelos ombros… chama me de irresponsável… mesmo zangado me atraía… tentei me soltar… entretanto chega o P também a cavalo … dirige se a mim preocupado… ia me beijar… evito a boca dele… ainda sentia o gosto do beijo do M dado umas hora antes... não me sentia bem na presença dos dois … o P ajudou me a montar o cavalo e levou me para casa. Pelo caminho foi me contando que o pai dele ligou a dizer que o cliente da Costa do Marfim ia devolver a ultima encomenda. Tínhamos de regressar logo a seguir ao almoço. Era preciso analisar todo o processo desde o primeiro pedido até a execução da encomenda para verificar se a falha tinha sido da empresa ou do cliente, o prejuízo era muito elevado. Mal cheguei a casa corri para o chuveiro … além do suor e do pó da caminhada precisava de tirar o cheiro do M … precisava de sair daquela casa... os rostos deste dois homens não paravam de povoar o meu pensamento. Saímos rumo à capital por volta das três horas… na hora da despedida o meu coração ficou agitado com aproximação do M… demos os tradicionais quatro beijos … o ultimo dele foi bem perto dos meus lábios senti o estremecer… no trajecto de regresso tanto eu como o P íamos calados … ele ia pensativo … notava se uma grande preocupação no seu rosto… devia estar a pensar no problema da empresa… e eu não tinha vontade nenhuma de falar… só pensava no beijo do M… antes de ir para casa passamos no escritório, era preciso recolher todo o processo do cliente para ele analisar, no dia seguinte ele tinha de ir às instalações fabris que ficavam fora da capital . Foi estranho subir aquele elevador… mais estranho ainda entrar no escritório do 12º piso… parecia que já não entrava ali há muito tempo e no entanto só se passou um fim de semana. Depois de encontrar toda a documentação necessária regressamos as nossas casas sem nos tocarmos. Sentia me tão cansada que mal cai na cama adormeci logo…

quinta-feira, 26 de março de 2009

... Montada a cavalo

(Imagem retirada de Olhares - autor Raul Alexandre)





… Não regressamos a festa, tomamos um banho bem quente… e demorado… e fomos nos deitar, de manhã acordei muito cedo… levantei me sem acordar o P, um dos convidados ficou a dormir no sofá… não deve ter conseguido subir as escadas… um porta retratos chamou me a atenção, aproximei me … gelei… a mulher da foto era a Dona L. http://conversasintimas-felina.blogspot.com/2008/11/o-segredo-de-dona-l.html fiquei a entender porque a cara do M me parecia tão familiar eles eram muito parecidos… estava eu a pensar que ligação havia entres eles quando uma voz surge atrás de mim… quase dei um grito de susto… era o M a dizer que aquela era a mãe dele… fiquei sem palavras… mas a cabeça não parava de pensar… quem seria o pai?... pelo que a Dona L me contou o homem da vida dela era o Sr. Administrador pai do P. ela nunca me falou que tinha tido um filho dele... depois de algum silencio consegui dizer ao M que conhecia a mãe dele… convidou me para ir até à cozinha para tomarmos o pequeno almoço… e continuamos a falar da mãe dele… não ousei lhe falar do pai… de seguida convidou me para o acompanhar ele precisava de verificar as vinhas aceitei sem hesitar … na trazeira da casa tinha um estábulo, fiquei maravilhada ... adoro cavalos e já não os via ao vivo hà alguns anos … eu brilhava de tanta emoção ... ajudei a escovar los depois o M deixou me escolher um para montarmos ... escolhi um castanho com a crina preta… lindo… pôs lhe a sela e ajudou me a montar o cavalo ... depois subiu ele colocando se atrás de mim…. estremeci quando senti o seu corpo colado ao meu… os seus braços quase me envolviam enquanto ele segurava as rédeas saímos a galope moderado… aquela proximidade era deliciosa e a paisagem maravilhosa… quando chegamos ao local das vinhas ele desceu do cavalo e estendeu os braços para me ajudar a descer, meu corpo foi deslizando de encontro ao seu... senti o estremecer... evitei o seu olhar... segurou -me no rosto...forçou me a olhar para ele e perguntou me se eu estava comprometida com o P, não soube o que responder eu ainda não sabia o que sentia pelo P nem que nome dar à relação que tínhamos eu só o conhecia há algumas semanas e a partir dai toda a minha vida mudou e começou a depender dele, sempre ansiosa da sua presença … vivia emoções que nunca tinha sentido... era tudo muito novo... e excitante ... deixava me ir sem pensar muito nisso... limitando a sorver esses momentos mais nada… mas esta atenção do M também me agradava… perante o meu silencio ele não hesitou… agarrou me com força e beijou me com sofreguidão como se já estivesse há muito tempo a tentar evitar e já não aguentasse… e eu gostei … e retribui… desapertei lhe a camisa … beijei lhe o peito … ele soltou os meus seios… afagou os deliciosamente…. e de repente parou … e disse que não podia continuar o P era irmão dele… arrefeci… esfriei… gelei …então o Sr. Administrador era pai dele… deixou me ali desorientada de seios expostos e foi verificar as vinhas… que magnetismo possuía esta família para me atrair desta maneira ? regressei a pé tinha de evitar a proximidade do M não queria magoar nenhum dos dois… tentei me abstrair com a paisagem …

quinta-feira, 19 de março de 2009

... Fantasia




… Ele estava a olhar para mim, quando os nossos olhares se cruzaram ruborizei… invertemos os papeis era a vez dos homens serem vendados… saber que os lábios do M iam roçar novamente nos meus fez me ficar ansiosa… aquele ambiente de festa … de vinho… de jogos estava a deixar me um pouco confusa e atordoada… estava calor… e achava que tinha bebido demais… desde que conheci o P só pensava em sexo a toda a hora… e vivíamos esses momentos com muita intensidade e diversão ele preenchia me totalmente …e aquela curiosidade pelo M confundia me… o M foi o primeiro a ser vendado … quando ele ia na segunda mulher começou a chover… confusão geral… era tudo a correr a tentar salvar as comidas e bebidas para dentro de casa, a chuva ficou cada vez mais forte … depois de se ter guardado o essencial voltei para fora sozinha… eu fervia por dento e por fora … precisava de arrefecer… levantei o rosto e os braços e entreguei me à chuva… o meu vestido ficou colado ao corpo evidenciando as saliências mas recônditas o P veio ter comigo e entregou se também à chuva depois abraçou me... beijou me de uma maneira tão intensa que me fez gemer ... senti o seu sexo a ganhar força ... não consegui pensar em mais nada... desapertei as calças dele com alguma ansiedade e dificuldade ...estava-mos encharcados... a chuva não parava... quando o soltei ele gemeu ... sem parar de me beijar encaminhou me até à arvore mais próxima... levantou me o vestido...pegou em mim ao colo... afastou a minha cueca... e entrou deliciosamente em mim... ambos estava-mos ansiosos e desejosos... e rapidamente chegamos ao êxtase... o P continuou a dar me pequenos beijos rápidos na boca... ainda não estava-mos saciados... perguntou me se eu queria ir para o quarto respondi que sim... quando ele me colocou no chão olhei para a porta de casa o M estava encostado não sei se ele nos viu onde estávamos era escuro. Quando passamos por ele evitei o seu olhar, dentro de casa havia grande animação, um dos homens estava a tentar fazer streep tease, e os restantes já não aguentavam de tanto rir…eu tremia de frio … fomos até ao quarto… tiramos aquela roupa molhada… o P enxugou o meu cabelo e o meu corpo… fechei os olhos… pedi lhe para me pôr uma venda… depois senti o calor da sua boca perto da minha mas não me tocou… apertei os meus lábios e movimentei os como se me beijasse a mim mesma, enquanto a sua boca me aquecia o corpo gelado com o seu calor, de vez em quando tocava me com a língua… depois com os dedos… nunca sabia onde ele me ia tocar… aquela espera punha em sobressalto… e sem pensar a fantasia chegou… imaginei o M a chegar por trás e a encostar se a mim … enquanto o P acariciava o meu ventre… este simples pensamento proporcionou me um subtil orgasmo que não passou despercebido ao P que gemeu de seguida …ergueu se e abraçou me … depois começou a percorrer os meus ombros.., desceu lentamente pelas costas demorou se nas minhas nádegas dando me leves dentadinhas e o M apareceu novamente mas pela frente… o seu olhar percorria o meu corpo… as suas mãos seguraram os meus seios e foram descendo… e sem parar de fixar o meu olhar deslizou as suas mãos até ao meu sexo… instintivamente levei até la as minhas mãos e pressionei o meu clítoris… arquei o corpo… outro pequeno orgasmo… o P estava a ficar louco com os meus pequenos momentos de prazer… tentou aguentar o mais que pode… entre carícias dele e as imagens do M que iam aparecendo e desaparecendo fui brindada por cinco deliciosos momentos… por fim o P beijou me … colocou o seu sexo entre as minhas coxas… continuou a beijar me intensamente… apertei as coxas… nossos corpos baloiçavam em ritmo acelerado… nossas bocas devoravam se… e nossos fluidos se soltaram







quarta-feira, 18 de março de 2009

... De olhos vendados


... Depois de convencermos a Madame Janine para não se preocupar com a cama, que trataríamos do assunto no momento oportuno, fomos almoçar rapidamente, tínhamos de seguir viagem... o P foi convidado por um amigo a passar o fim de semana em casa dele, era produtor de champanhe, de vez em quando convidava os amigos mais íntimos para convívio, já íamos chegar tarde, mas o culpado foi o P que se lembrou na véspera de ir ao cinema e como se não bastasse ainda tinha de trazer o livrinho das posições... resultado... dormimos a manhã toda... ainda tínhamos alguns quilometros pela frente em direcção a Reims... estava muito calor... tentei pôr os pés no tablier... mas desisti isso distraia o P e ele tinha de estar atento à estrada, quando chegamos fui apresentada a seis casais... o dono da casa cumprimentou o P com muita saudade e entusiasmo... a cara dele era me muito familiar, embora eu tivesse a certeza de nunca o ter visto... ele surpreendeu me varias vezes a olhar para ele e deve ter interpretado mal a minha insistência... o P foi me mostrar as caves e ele também quis acompanhar... M. era o nome dele, arrepiei quando entrei nas caves frias… rapidamente os meus mamilos se evidenciaram através do tecido fino do vestido… o M não parava de fixar a minha boca e os meus seios enquanto me explicava os vários processos antes do champanhe ser engarrafado,… cheguei mesmo a corar por uns instantes quando os nossos olhares se cruzaram… eu continuava a tentar me lembrar com quem ele era parecido… numa das curvas do túnel o P segurou me pela cintura e abrandou o passo e por uns segundos ficamos só nós, beijou me rapidamente os seios e a boca e continuamos novamente atrás do M. não parei de tremer até sair das caves, entretanto chegou a hora do jantar… era churrasco ao ar livre … a noite estava quente … muito quente … o pessoal estava muito animado e começaram a dar ideias de jogos no primeiro os homens arregaçavam as calças até aos joelhos punham se em cima das cadeiras e as mulheres uma a uma com os olhos vendados tinham de adivinhar quem era o seu parceiro por apalpação da perna sem ultrapassar o joelho, claro que por brincadeira tentavam quebrar a regra mas havia sempre alguém atento a chamar atenção com muita risada à mistura ... quando chegou a minha vez fiquei na duvida entre o quarto homem e o sexto as pernas eram idênticas… escolhi à sorte ... errei... escolhi o M... depois foi a vez deles adivinharem as mulheres .... não ia ser difícil o P acertar eu era a mais magra... à semelhança das mulheres os homens também tentaram quebrar as regras e queriam subir acima do joelho… o M demorou mais do que devia nas minhas pernas... tentei não dar importância... quando chegou a vez do P ele foi rápido a encontrar me mas fez questão de demorar e me acariciar as pernas atrás dos joelhos que me fez fraquejar... ele conhecia me bem... entre petiscos e mais uns copos de vinho os jogos continuavam desta vez tínhamos de adivinhar o parceiro através do beijo nos lábios e tinham de estar sentados ... eles já estavam habituados a esse tipo de jogos mas para mim era tudo novidade ... não ia ser difícil encontrar o P conhecia bem o seu cheiro e de olhos vendados aproximei me do primeiro eu sabia que não era ele mas a regra era tocar nos lábios... fiz igual aos dois seguintes... no quarto homem gostei do cheiro toquei nos lábios com curiosidade e gostei da sensação mas sabia que não era o P, nem o quinto nem o sexto nem o sétimo, se eram sete homens e ele não estava no meio é porque me estava a enganar... não estava a jogar limpo só ouvia risadas suspeitas atrás de mim… decidi entrar no jogo voltei a roçar novamente os lábios deles um a um até encontrar aquele que gostei do cheiro e para castigar o P beijei o com mais pressão ... várias vezes... ele retribuiu, não se comparava com a sensação de beijar o P mas foi bom, só paramos quando começaram a reclamar que estávamos a demorar... continuei a procurar .... encontrei o P ... bastou a minha cara se aproximar da dele senti o logo.... só passei muito de leve os meus lábios pelos dele... e levantei a venda rapidamente para ver quem era o quarto homem... era o M...

sexta-feira, 13 de março de 2009

... 101 posições

... A ida ao cinema incendiou um rastilho que demorou apagar, ambos estávamos insaciáveis, depois de alguns momentos de ternura o P foi ao bolso do casaco e tirou um livro… era pequeno e só continha fotos… eram a preto e branco com o titulo "101 posições"... deitamo-nos lado a lado de barriga para baixo a folhear o livro... íamos comentando alternadamente conforme a posição nos fosse agradando… quem teve a ideia de fazer o livro nunca deve ter experimentado a maior parte delas… algumas eram pouco confortáveis… outras o coito eram mesmo impossível… mas mesmo assim já que tínhamos a noite toda por nossa conta decidimos ir experimentando ... os momentos de delicioso delírio iam alternando com momentos hilariantes na tentativa de conseguir determinadas posições... o ponto alto foi quando tentamos em cima de uma cadeira que por precaução encostamos à cama… perdemos o equilíbrio e caímos os dois em cima da cama... o peso dos dois corpos partiu a estrutura que suportava o colchão... e o estrondo foi enorme... depois de verificarmos que não nos tínhamos magoado.... ficamos atentos às reclamações dos restantes moradores , felizmente não havia vizinhos de lado mas o de baixo era a nossa senhoria... continuava tudo em silencio... olhamos um para o outro e não conseguimos conter uma sonora gargalhada... decidimos desmontar o resto da cama… a base que suportava o colchão estava mesmo partida... pusemos o colchão no chão e ficou muito melhor... tinham sido muitas emoções para uma noite só... as restantes posições ficariam para outra noite... adormecemos e só acordamos perto do meio dia... tínhamos de tomar banho... os inquilinos daquele quarto tinham de recorrer a casa de banho da senhoria, era uma senhora na casa dos setenta muito meiguinha... enquanto nos indicava o caminho para a casa de banho... foi nos dizendo com ar divertido... "tiveram uma noite muito animada... segunda feira mando arranjar a cama" pedimos desculpa por a ter acordado mas ela disse “estejam à vontade este prédio precisa de animação” e enquanto o P tomava banho eu ia escutando a Madame Janine que estava radiante por ter alguém com quem falar, normalmente costumava alugar o quarto a estudantes e quase que nem os via, o ultimo… o pintor… deixou de aparecer e ainda deixou alguns pertences…


terça-feira, 10 de março de 2009

... No cinema

Silvia Kristel


… voltamos para o centro de Paris, jantamos num pequeno “bistrot” e por fim fomos ao cinema … o filme já tinha sido exibido há alguns anos atrás, mas continuava a ser sucesso de bilheteira … Emmanuelle… a meio do filme já estava a ser insuportável ficar naquele cinema, eu estava adorar o filme, mas naquela penumbra com um filme tão envolvente… com o P colado ao meu lado… eu já trepava pelas paredes… sentia o meu corpo a ferver por dentro…comecei a ficar irrequieta… com as mãos transpiradas… movimentava os lábios ora ferrando os ora lambendo os… olhei para o P ele estava constantemente a alçar a perna ora para um lado ora para o outro… também não parava na cadeira… em condições normais já éramos quentes que chegasse na presença um do outro com aquele filme já estávamos a pegar fogo… que ideia foi a dele me levar a ver aquele filme… comecei a perder a concentração… o filme passou para segundo plano… apetecia me sentar no colo do P e saciar me à frente de toda a gente… mas ficou só a ideia não tinha coragem para tanto… olho para o homem do meu lado esquerdo … estava com as mãos nos bolsos… com movimentos muito agitados… foi a gota de agua peguei no meu saco coloquei o no meu colo… discretamente deslizei a minha mão por baixo do saco e acariciei –me por cima da roupa… foi uma orgasmo mansinho… suave… mas acalmou um pouco a minha inquietação… o P ficou ainda mais nervoso… começou a respirar fundo… de vez em quando passava a mão discretamente pelo seu sexo como para o acalmar… o volume era bem visível… o feitiço virou se contra o feiticeiro ele queria me atiçar e foi ele que se queimou… consegui ver o filme até ao fim ele nem por isso… é como quando temos aquela vontade enorme de ir a casa de banho e não podemos, já não se consegue raciocinar… quando saímos do cinema ele queixou se de dores nas virilhas… eu desatei a rir às gargalhadas… em passo apressado dirigiu se ao carro… fomos em silencio todo o caminho até ao nosso quarto…. mal entramos nele… encosta me à porta … afasta me as cuecas e entra em mim furioso… em poucos segundos soltou a sua tensão… depois de se acalmar beijou me …docemente… despiu me … tínhamos toda a noite por nossa conta

sexta-feira, 6 de março de 2009

... O perfume


… No dia seguinte ele perguntou me se eu tinha algum compromisso para o fim de semana… queria passear comigo sem rumo certo… nem que tivesse eu o teria desmarcado, este homem era uma aventura, tinha de sorver todos os momentos possíveis… só tinha de ir a casa preparar um saco de roupa depois do expediente. Andei excitadíssima toda a manhã, só me apetecia cantar . Na hora do almoço já tinha prometido sair com a E. ela queria a minha ajuda para escolher um perfume para oferecer à irmã. Apesar de eu não usar perfume, ela confiava sempre nos meus gostos. Gosto de os cheirar de passagem, não consigo ter o perfume colado a mim, quase sempre me provocava dores de cabeça, e ela sabia disso mas mesmo assim não resistiu e sem a empregada ver bombardeou me com o "Poison" de Christian Dior, que foi o meu preferido. Por onde eu passava deixava um rasto que faziam todos virarem a cabeça , enquanto ela se ria eu olhava a com vontade de a esganar. Durante a tarde o meu gabinete empestava a perfume, já começava a sentir dores de cabeça, tirei a camisola fora e fiquei em soutien, no intuito de diminuir o cheiro perto do meu nariz, felizmente era raro vir alguém ao piso 12 sem avisar. O P chegou mais tarde fiquei atenta se vinha acompanhado… vinha só… desisti de vestir a camisola… entretanto ele entrou no meu gabinete … os seus olhos brilharam… aproximou se de mim … sentiu o perfume… fez uma cara de desagrado… mas não resistiu a beijar me o pescoço e tocar me nos seios… parou de imediato e disse … “ não te sinto” … e lá expliquei o porquê do perfume… ele riu se por eu estar furiosa… aproximou se de mim … as mãos dele subiram pelas minhas pernas … agarram nas minhas cuecas… tirou as enquanto o meu coração quase que me saia pela boca… levou as minhas cuecas até ao seu nariz e disse “é deste perfume que eu gosto” e saiu levando as consigo… ai como eu amaldiçoei aquela E… eu já estava enjoada de tanto perfume… o mal não era do perfume mas da quantidade parecia que tinha tomado banho com ele, ela quis se vingar porque ela desconfiava que eu andava com alguém, tinha falhado a muitas saídas com o grupo, mas era tão bom estar com ele que até tinha medo de contar não fosse acabar o feitiço, além do mais ela queria que eu namorasse com o irmão dela… enfim… não me apetecia contar e pronto. Ao fim da tarde fomos primeiro a casa dele buscar a roupa dele, o perfume ainda persistia, fomos todo o caminho com as janelas do carro abertas , entramos à vontade em casa dele era dia de a mãe ir a casa de amigas jogar as cartas… pegou –me pela mão e começou a correr pelas escadas até chegar à casa de banho… abriu o chuveiro… e meteu me debaixo dele com roupa e tudo… aquele doido… quase sufoquei … nem esperou que a água aquecesse… entretanto ele tirou a roupa dele… a água começou a aquecer … veio para a minha beira… meu corpo estava arrepiado… eram visíveis os bicos dos meus seios… ele foi me despindo… esfregando … beijando… cheirando… por fim disse… “ agora sim já te sinto… já tinha saudades do gosto e do cheiro da tua pele”… pegou em mim ao colo… entrou em mim como eu gosto… com força… com desejo… beijando me furiosamente… limpamo-nos um ao outro… não podia voltar a vestir aquela roupa empestada em perfume… como a mãe dele não estava fomos até ao quarto da irmã que embora vivesse em Itália tinha ali o seu espaço… foi divertido tentar arranjar uma roupa que me servisse, ela tinha um corpo de modelo eu apesar de magra era mais baixa, depois seguimos para minha casa. Os meus pais já estavam habituados a eu passar fim de semana fora de casa, dormia muitas vezes em casa da E., por isso não estranharam de me verem com um saco de roupa na mão…

terça-feira, 3 de março de 2009

... O sonho






























... Encontrava-me numa caverna deitada em algo macio que não conseguia identificar… tinha pouca luz… em tons de amarelo… assustei-me quando senti algo a tocar me… era um animal parecido com uma pantera… lambia-me os pés… apavorada tentei ficar o mais quieta possível… as lambidelas passaram para as pernas … eram quentes e suaves… o meu medo deu lugar à excitação… dei por mim deitada de barriga para baixo… aquela língua ia subindo… lentamente… por entre as coxas… senti a saia a sair… senti uns dentes a puxar as minhas cuecas… deixei –me ir … já não tinha receio daquela fera… percorreu as minhas nádegas… provocou-me arrepios nas costas… senti-me a virar… humedeceu-me os seios… o seu bafo queimava-me a pele… deslizou pelo meu ventre abaixo… arrepiei… contornou o meu sexo… estremeci… desceu pelas minhas coxas… parou nos joelhos…. para voltar novamente a subir… por dentro das coxas…quando tocou no meu sexo… senti um misto de medo e prazer… o seu babo misturou-se à minha humidade… a fera lambia me suavemente… humedecendo –me cada vez mais… minhas ancas se movimentavam … desesperadas… sua língua ficou furiosa e mais agitada… meus gemidos foram crescendo… e o grito que dei de prazer fez me acordar do… sonho… fiquei confusa já não sabia onde estava… olhei em redor à procura da fera … vi uma vela acesa … depois apercebi-me que estava no quarto do pintor… nua… e o P. tinha a cabeça entre as minhas pernas … e sorria… perguntou me com quem eu estava a sonhar… com um felino… respondi eu … e sorrindo disse lhe “ tens uma língua maravilhosa” … “ então vou continuar amar-te como um felino” respondeu ele… tirou rapidamente a roupa dele perante o meu olhar atento… beijou-me com saudade… colou o seu corpo ao meu, rolamos na cama… coloquei-me de joelhos… com os braços apoiados na grade da cama… encostou –se a mim por trás… fazendo sentir dentro de mim o seu sexo duro e forte… o seu vai vem furioso e alucinante faz a cama gingar como se fosse se desfazer… por fim ele explode dentro de mim, seu gemido de prazer perto do meu ouvido me fez enlouquecer logo de seguida me fazendo gemer também … ficamos um pouco juntos olhando um para o outro .. o tempo suficiente para nos acalmarmos tínhamos de nos vestir de seguida, não podíamos voltar adormecer como na noite anterior….

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

... Liberdade


.... Chegamos ao escritório atrasadíssimos, o P. tinha uma reunião importante com um cliente no exterior, haviam processos a preparar para ele levar, tanto no sexo como no trabalho a nossa sintonia era perfeita, não precisava-mos de falar muito, como se um lesse a mente do outro, rapidamente o trabalho ficou feito e ele conseguiu chegar a horas à reunião. Antes de sair beijou me intensamente e avisou que ia chegar tarde e para eu o esperar no nosso cantinho... claro que esperaria por ele. O dia custou a passar, fazia me falta a presença dele… o seu cheiro… a sua voz… o seu olhar… finalmente chegou a hora de sair… passeei calmamente por aquelas avenidas em direcção ao nosso cantinho, absorta nos meus pensamentos não me apercebi que me estava a aproximar de uma manifestação de estudantes… só dei por ela quando quase fui derrubada por eles, saltei para o patamar de um estabelecimento e fiquei a espera que eles passassem. Aquela massa enorme de jovens a gritarem palavras de ordem transportou-me para o passado, não muito longínquo… a minha adolescência… foi como se tivesse entrado na máquina do tempo, e voltasse ao tempo de liceu, em que participei pela primeira vez numa manifestação... contra uma reforma do ensino conhecida por "reforma Haby"... os meus pais, quando ouviram a noticia na televisão sobre a manifestação dos estudantes , proibiram me logo de participar, utilizando argumentos pouco convincentes para a minha teimosia, mas não valia a pena lhes dar luta, os meus argumentos também não os convenciam e o melhor foi dizer lhes que não ia. Os meus pais tinham nascido e vivido num pais de ditadura e eu vivia num pais livre e o facto de eu ser estrangeira, para mim, não era impedimento para eu participar activamente na politica daquele país, o assunto era ensino eu era estudante logo dizia me respeito.
No dia D eu e minha amiga as únicas estrangeiras da turma decidimos alinhar. Foi emocionante andarmos de escola em escola juntar-mo nos a outros alunos, cada vez era-mos mais, era necessário arranjar transporte para chegar a Paris, quando chegamos ao metro é que percebi a dimensão do nosso poder e o significado de "a união faz a força" os funcionários do metro abriram todas a entradas, para que pudesse-mos passar sem pagar obviamente pretendiam minimizar os prejuízos … as pessoas que estavam dentro do metro saíram para nós entrarmos … o poder das massas também pode ser assustador. Chegamos a Paris todo as avenidas estavam inundadas de estudantes, transito cortado, os helicópteros filmavam aquela massa humana eu e a minha amiga escondia-mo nos para os nossos pais não nos verem na televisão. O que era suposto ser uma manifestação pacifica foi se tornando agressiva, as montras dos estabelecimentos foram partidas, os carros parados nas vias foram danificados, há sempre um grupo desestabilizador nestas ocasiões, a manifestação perdeu interesse, há pessoas que não sabem dar valor a liberdade que têm, eu e a minha amiga deixamos a manifestação um pouco decepcionadas, à noite no telejornal, a minha preocupação era se os meus pais me identificassem naquela multidão. Fui despertada do passado pela sirene da ambulância , alguma coisa já estava a correr mal nesta manifestação. Mudei o meu rumo ficava angustiada ao presenciar violência, quando cheguei ao nosso quarto já era muito tarde e o P ainda não tinha chegado, fui me entretendo a ouvir musica… e entretanto adormeci…

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

... No banho




… Um tímido raio de sol bateu me na cara, recusei me abrir os olhos, sentia me como num sonho do qual não queria acordar, era delicioso estar abraçada a ele …corpos nus … colados… quentes… espreguicei me… ele mexeu se… e envolveu me ainda mais … aos poucos a minha consciência foi despertando até que dei um pulo na cama… o meu gesto brusco assustou o… olhou para mim um pouco desorientado, pedi para ele ver as horas… ele também deu um pulo… não era suposto ficarmos a dormir ali, já eram sete horas da manhã, tínhamos de voltar cada um à sua casa, para nos lavarmos , mudar de roupa e regressarmos ao trabalho, vestimo-nos apressados, tinha-mos a roupa espalhada pelo quarto, sempre que eu encontrava uma peça dele atirava lhe e vice versa, não conseguia encontrar as minhas cuecas, remexi aquele quarto que não era assim tão grande e nada de as encontrar, ele ria se e dizia que já estava a ser um habito, desisti e nem esperamos pelo elevador já gasto e lento, descemos as escadas… mas pelo corrimão… que sensação extraordinária… e divertida… desde a escola primária que não fazia esta proeza… sabe tão bem ser criança… mas não podia-mos repetir… num determinado momento senti a madeira a ceder, o edifício era velho… já no carro decidimos que iríamos primeiro a casa dele e depois à minha, as nossa casas estavam localizadas em sentidos opostos, pelo caminho ele põe a mão no bolso e tira a minhas cuecas… e cheira-as enquanto conduz, quando me apercebi puxei lhe o cabelo, fez me andar de gatas pelo quarto todo à procura das cuecas e elas estavam no bolso dele… este homem tirava me do sério, por fim deu-mas e pediu para eu as vestir de seguida… e eu sempre pronta a obedecer lhe … estávamos parados nos semáforos… levantei me ligeiramente para as encaixar perfeitamente e vejo o condutor do meu lado completamente colado ao vidro … corei… e o P só se ria… ele gostava de me ver atrapalhada. Chegamos a casa dele, ele fez questão que eu entrasse, abriu a porta bem devagar para não acordar a mãe, subimos sorrateiros ao primeiro piso, entramos no quarto dele, preparou rapidamente a roupa , deixou me ali e foi tomar banho… eu não resisti e quis assistir sem ele saber a esse momento tão intimo… abri a porta da casa de banho devagar… aquela imagem do seu corpo molhado fez o meu coração saltar… eu tinha de o tocar… tirei a roupa rapidamente… sem ele se aperceber.. encostei o meu corpo nu ao seu… ele estremeceu e abriu os olhos… ele gostou… senti logo o seu sexo a bater me perto do meu… beijei o… a àgua quente misturava se com a minha saliva, quando a minha boca começou a descer … ele desviou se de maneira que agua só lhe envolvesse as costas, ele só queria sentir a minha humidade… desci… ajoelhei … idolatrei aquele instrumento de prazer que me enlouquecia sempre que se agitava… e ele jorrou enlouquecido no meu rosto … a meio do seu gemido… estagnamos… ouvimos uma voz a chamar por ele… era a mãe… mais uma prova de esforço para o meu coração… ele apressou se a responder que estava tudo bem, só tinha batido com o cotovelo na parede… foi o suficiente para desencadear o meu riso … muito mau… ele já me conhecia, saiu rapidamente do banho sem desligar o chuveiro… apanhou uma toalha e foi ter com a mãe, tentando a convencer que estava tudo bem que ainda era muito cedo, para regressar para a cama, enquanto eu lutava para não cair na gargalhada, era mais forte que eu… remexi na minha memória uma situação triste para me desviar da vontade descontrolada de me rir… consegui… quando ele regressou eu estava aninhada no chão com a agua do chuveiro a envolver me… ele não viu mas as minhas lágrimas estavam diluídas na àgua… mas reparou no meu rosto sério… ficou preocupado… distraí o pedindo para me lavar e, carinhosamente lavou me o cabelo… acariciou me o corpo com o sabonete… as suas mãos escorregavam pelo meu corpo, por um momento esquecemo-nos que estávamos com pressa e que tínhamos de ir trabalhar… pegou em mim ao colo… encostou me a parede… e entrou em mim… sem parar de me beijar… os nossos gemidos se misturaram… os nossos fluidos seguiram o percurso da agua… a nossa pulsação acalmou… limpamo-nos rapidamente… pedi-lhe uma camisola dele e umas calças de fato de treino que me caíam pela cinta abaixo e que tinha de segurar com a mão, enfiei os meus sapatos de salto alto, de cabelos molhados, sem roupa interior , lá estava eu pronta para ir embora, uma mão nas calças outra no saco da minha roupa suja, ele seguia à frente dando sinal que podia avançar, a mãe dele já tinha regressada à cama, chegamos ao carro, ele desata a rir descontroladamente, quase que me contagiou, questionei a razão, respondeu me que fiquei muito sexy assim vestida … não me podia esquecer de segurar nas calças quando saísse do carro… a caminho da minha casa paramos para comprar croissants quentinhos , eu não saí do carro, chegamos, os meus pais já tinham saído para trabalhar, ainda bem, passamos pela cozinha disse lhe para ir aquecendo o leite, ele queria me seguir até ao meu quarto para me ver vestir, eu já sabia no que ia acabar, lembrei lhe que já ia-mos chegar tarde a empresa .
Preparei me o mais rapidamente possível, quando regressei à cozinha, o nosso pequeno almoço já estava pronto… café com leite e deliciosos croissants… foi tão bom amanhecer com ele e tomarmos o pequeno almoço juntos…

sábado, 7 de fevereiro de 2009

... Sentido invertido





... Ficamos ainda algum tempo a olharmo nos... de pé... apreciando deliciados as nossas expressões... as respirações aceleradas... aproximamo nos e beijamo nos demoradamente... ternamente... deitamo nos na cama... sem desviar o olhar um do o outro... como se estivessemos a retratar aquela imagem para guardar no album das nossas memórias... senti uma vontade enorme de o devorar... levantei me coloquei outro disco... fui novamente para perto dele... atravessei o na cama... e percorri o seu rosto levemente com os meus lábios... passei pela sua boca... humedeci a até ficar sem folego... segui o percurso até ao pescoço... brinquei com a maça de adão... sempre a achei sexy... levantei lhe os braços que se colaram ao meu corpo... respirei as suas axilas... delirava com o seu cheiro... trinquei os seus mamilos... passeei a minha lingua pelo seu peito... os meus seios chegaram à sua boca... que ele agarrou e sugou com avidez... cheguei ao seu ventre... as suas mãos foram deslizando pelo meu corpo acompanhando a minha descida... com a aproximação da minha boca o seu sexo já erecto bateu me no rosto... o meu sexo chegou à boca dele... o calor da sua lingua me fez estremecer... ele prendeu me as ancas impedindo a minha descida... mantendo o mesmo sentido...viramo nos de lado e fomos nos... lambendo... sugando... beijando... gemendo... humedecendo... contorcendo... e saboreando os nossos fluidos... misturados com os nossos gemidos... mantivemo nos enlaçados durante algum tempo... de seguida voltamos a pôr outro disco e fomos para cima da cama comer algo que providenciei para não termos que recorrer novamente ao vendedor de cachorros ... fomos pondo comida a boca um do outro alternando com beijos... com risos... histórias da nossa infancia... e acabamos por adormecer nos braços um do outro...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

... Voyeur


... No dia seguinte ele chegou mais tarde... estava com ar satisfeito... de vez em quando parecia que assobiava... devia estar a tramar alguma… trabalhamos calmamente... sem nos provocarmos, já sabíamos que íamos estar juntos ao fim do dia. A seguir ao almoço, cheguei mais tarde, fui comprar uma agulha para o gira discos mas não lhe disse nada. A tarde era eu que andava com cara de caso. Estava ansiosa pelo fim de tarde... finalmente chegou... preparamos nos rapidamente e seguimos rumo ao quarto do pintor que ficava nas redondezas. Mal chegamos ao quarto ele tira do bolso uma agulha para o gira discos… eu vou a minha carteira e tiro outra agulha para o gira discos... olhamos um para o outro e rimo-nos como duas crianças... tivemos a mesma ideia... enquanto ele colocava a agulha eu escolhia o primeiro disco... I put spell on you... antes de pôr a tocar … ele beijou me… colando se a mim depois pediu me baixinho para eu tirar roupa ao som da musica... concordei desde que ele também o fizesse ao mesmo tempo... e só me tocaria quando eu dissesse... ligou o aparelho e ... começamos a tirar a roupa lentamente.. acompanhando o ritmo... eu mais insinuosa e provocante… ele fazia tudo para me fazer rir... não tirávamos os olhos um do outro... a roupa saía disparada para o ar... meus olhos desceram para seu peito que ia sendo descoberto por aquelas mãos másculas... meu coração disparou... virei me de costas... desapertei o soutien... atirei o à cara dele... ele apanhou e cheirou o fechando os olhos...virei me para ele com o seios expostos... ele parou extasiado... depois começou a tirar as calças... aquelas coxas... meu deus... já era bem visível o volume entre as pernas… o meu coração acelerou ainda mais... virei me novamente de costas... comecei a baixar as minhas cuecas muito lentamente... baixei me sem dobrar os joelhos... quando ficaram livres atirei lhe também à cara... cheirou sem tirar os olhos de mim... senti-me devorada... era a vez dele de tirar a ultima peça... virou -se de costas também... que vontade de arranhar aquelas costas... mas não podia ser agora... virou se para mim... sustive a respiração... tão imponente... tão majestoso... tão... senti um calor invadir o meu corpo... senti me humedecer... ele vinha em direcção a mim … impedi o ... comecei acariciar o meu sexo... a minha voz saiu rouca quando lhe pedi para ele fazer igual a si mesmo... aquela imagem dele se satisfazendo enlouquecia me... acompanhei com o olhar o seu vai vem… intensifiquei as minhas carícias… senti me a queimar ... e delirei contorcendo me ... e gemi... ainda com a respiração ofegante observo os seus gestos agora mais acelerados … ele fechou os olhos …seu rosto ficou crispado e explodiu perante o meu olhar atento …salpicando me o ventre...



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

... Carpe Diem


… depois de me fazer flutuar, sentou-se na beirada da cama esperando que eu descesse à terra… gatinhei até ele… enrosquei me no seu colo… rocei os meus lábios nos seus, lambendo os de seguida… trinquei o seu lábio inferior… invadi a sua boca… agarrarei a sua língua e suguei a… beijei o seu pescoço… desviei até a sua orelha e sussurrei que o desejava loucamente… gemeu… senti o seu sexo agitar se… estava louco para me possuir, não deixei … pedi sussurrando para permanecer sentado… minha boca foi percorrendo seu peito… seu ventre… ao mesmo tempo que o meu corpo escorregava pelo dele até eu ficar de joelhos no chão… saboreei o minuciosamente, ele estava muito perto da explosão… levantei me virei me de costas para ele que ainda permanecia sentado na beirada da cama e sentei me no colo dele… fazendo o entrar em mim… inclinei me ligeiramente para a frente e comecei a baloiçar as minhas ancas… senti as suas unhas a deslizar levemente nas minhas costas… seguiram se os seus gemidos … eram tão excitantes… ainda sentada em cima dele … acariciei me e voltei a flutuar… deita mo nos abraçados … e desfrutamos daquele silencio que nos permitia ouvir a nossa respiração e o bater dos nossos corações… quando nos decidimos preparar para sair já era quase meia noite, comecei apanhar a minha roupa que estava no chão e vi debaixo da cama um caixote… tive que ir espreitar … tinha lá dentro um gira discos, alguns discos e livros, deviam ser do tal estudante… não resisti e quis pôr o gira discos a tocar… faltava lhe a agulha… e eu que queria pôr à prova os dotes de dança do P. Acabamos de nos vestir e começamos a sentir fome, esta fome só podia mesmo ser saciada com comida mesmo, aquela hora só nos restava o vendedor ambulante de cachorros.. enquanto comíamos veio à memória a nossa noite no aubergue e a sua saída para o aeroporto… afinal ele tinha ido buscar a irmã, ela vivia em Itália e veio a Paris para escolher o vestido de noiva… ironia do destino… o avô veio para França para fazer fortuna e os netos agora regressavam as origens… não me podia esquecer que o P dentro de seis meses iria trabalhar para Itália mas … de momento não queria pensar muito nisso… carpe diem

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

... O esboço



… Antes de entrarmos no escritório ele beijou me e pediu me para não o provocar havia muito trabalho a ser feito naquele dia, não nos podíamos distrair. Nem saímos para almoçar. Dona L. trouxe nos o almoço, almoçamos rapidamente sem largar os papeis, as vezes eu olhava discretamente para ele … o jeito de ele franzir a testa quando lia um processo… ou quando ele apertava os lábios… ou quando ele passava as mãos pelo seu cabelo eram suficientes para me pôr o coração aos saltos… as vezes ele surpreendia-me a olhar para ele e eu disfarçava, outras vezes era ele que me observava …. conseguimos chegar ao fim do dia sem nos tocarmos. Na hora de sair ele disse que tinha uma surpresa para mim…. saímos rapidamente… entramos no carro… e não me disse onde íamos … eu estava em pulgas e já me ria por dentro tudo o que viesse dele só podia ser bom… chegamos perto de um edifício antigo mas bonito… subimos um elevador também antigo com grades, viam se a pessoas que iam dentro… naquela hora íamos sozinhos… meu coração ia batendo cada vez mais forte… o que estaria ele a tramar… chegamos ao ultimo piso que era o quinto, subimos mais umas escadas … ele abriu uma porta … entramos num espaço que parecia ser umas àguas furtadas… havia uma cama de ferro… já não vi mais nada… beijamos … devora mo nos… ama mo nos com tanta sofreguidão e tanta urgência … que nem chegamos a utilizar a cama… já mais calma… enrosquei me num lençol e comecei a verificar melhor o espaço… só tinha uma cama e uma cómoda… o anterior inquilino devia ser algum estudante de pintura… existiam alguns esboços de corpos nus na parede… havia um cavalete com algumas folhas ainda por usar… o P. sentou se todo nu a frente do cavalete e disse me para eu fazer pose e destapar mais o corpo ... ia me desenhar… não o levei a sério e só me dava vontade de rir… mas ele começou a ficar muito sério… e lá me convenci que me ia mesmo desenhar… ele apontava o lápis na minha direcção, com um ar muito profissional… mas apesar de toda esta concentração os lábios dele tremiam ligeiramente… sempre que eu me queria aproximar para ver o que ele estava a desenhar … ele dizia para não me mexer … comecei a queixar me do cansaço… por fim ele pára… olha satisfeito para a sua obra… põe se de pé… chama-me para eu ver… olho para o papel só vejo rodinhas e riscos ondulados… olho para ele furiosa e ainda me diz a rir que é arte abstracta digna de um Picasso … dei lhe um beliscão… arrancou me o lençol… pegou em mim ao colo… atirou me para cima da cama e disse “ agora vou te desenhar da melhor maneira que sei” e as suas mãos e a sua boca percorreram todo o meu corpo da cabeça aos pés com tanta precisão e tanta sabedoria que me enlouqueceu de prazer…