sexta-feira, 3 de abril de 2009

... O afastamento


… apesar da beleza da paisagem o meu pensamento alheou se deixando os acontecimentos desse fim de semana desfilarem a uma velocidade vertiginosa… não sabia se a minha marcha estava a ser comandada pelo meu consciente se pelo subconsciente… um deles apercebeu se que a determinado momento havia uma bifurcação e que era preciso escolher o caminho correcto… na hora não se comunicaram e só me apercebi que segui o caminho errado quando ouvi um cão a rosnar muito perto de mim… depois de gritar de susto fiquei com medo até de respirar… aquele caminho levou me directamente a uma propriedade privada que estava a ser protegida por aquele canino feroz… ele não parava de me mostrar aqueles dentes brilhantes afiados… depois de o fixar atentamente apercebi me que só me atacaria se eu entrasse… estava bem ensinado… comecei a recuar muito lentamente sem tirar os olhos dele… conforme a distancia entre nós ia aumentando a sua expressão foi suavizando até fechar a boca… sentou se sem tirar os olhos de mim… virei me e acelerei o passo começando a respirar normalmente… quando estava quase a chegar novamente a bifurcação chega o M a cavalo… acelerado… andava à minha procura… já tinha ido a casa e não me viu… salta do cavalo… furioso… agarra me pelos ombros… chama me de irresponsável… mesmo zangado me atraía… tentei me soltar… entretanto chega o P também a cavalo … dirige se a mim preocupado… ia me beijar… evito a boca dele… ainda sentia o gosto do beijo do M dado umas hora antes... não me sentia bem na presença dos dois … o P ajudou me a montar o cavalo e levou me para casa. Pelo caminho foi me contando que o pai dele ligou a dizer que o cliente da Costa do Marfim ia devolver a ultima encomenda. Tínhamos de regressar logo a seguir ao almoço. Era preciso analisar todo o processo desde o primeiro pedido até a execução da encomenda para verificar se a falha tinha sido da empresa ou do cliente, o prejuízo era muito elevado. Mal cheguei a casa corri para o chuveiro … além do suor e do pó da caminhada precisava de tirar o cheiro do M … precisava de sair daquela casa... os rostos deste dois homens não paravam de povoar o meu pensamento. Saímos rumo à capital por volta das três horas… na hora da despedida o meu coração ficou agitado com aproximação do M… demos os tradicionais quatro beijos … o ultimo dele foi bem perto dos meus lábios senti o estremecer… no trajecto de regresso tanto eu como o P íamos calados … ele ia pensativo … notava se uma grande preocupação no seu rosto… devia estar a pensar no problema da empresa… e eu não tinha vontade nenhuma de falar… só pensava no beijo do M… antes de ir para casa passamos no escritório, era preciso recolher todo o processo do cliente para ele analisar, no dia seguinte ele tinha de ir às instalações fabris que ficavam fora da capital . Foi estranho subir aquele elevador… mais estranho ainda entrar no escritório do 12º piso… parecia que já não entrava ali há muito tempo e no entanto só se passou um fim de semana. Depois de encontrar toda a documentação necessária regressamos as nossas casas sem nos tocarmos. Sentia me tão cansada que mal cai na cama adormeci logo…

7 comentários:

VERTIGO disse...

ás vezes é preciso se afastar, mas quandovoltatudoparece peguar fogo!!!!

Beijos.........

Momentos...volupté! disse...

Que história boa de se ler...cada vez mais interessante e nos prende.

flor disse...

Muito boa história,envolvente,

bjos.

unno disse...

como sempre, historias divinais!!!!
beijo.

Ricardo disse...

Este blog é de facto muito envolvente!

Parabéns.

Beijo

O Teórico disse...

Muito bom!

beijo

amigo da ka disse...

KKKK conheço sua fofo felina