quarta-feira, 28 de setembro de 2011
... Toque a duas mãos
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
... Revelações do diário

… Mesmo depois deste momento intenso de prazer a minha mente continuava inquieta… pensava no diário e não conseguia adormecer… levantei me devagar para não acordar o P … instalei me no chão da sala em cima de umas almofadas, os sofás foram levados pelo leiloeiro… comecei a ler o diário… deixei me absorver pela escrita e por todas as emoções relatadas… num ou outro episódio não pude evitar que algumas lágrimas rolassem pelo meu rosto… se a historia entre o Sr. Administrador e a dona L foi triste… a desta mulher foi bem pior… quando acabei de o ler já se notava os primeiros raios de sol… deixei me ficar ali absorta e incrédula por tudo o que tinha acabado de ler… como era possível uma mulher se anular tanto por amor ou por vontades alheias… e voltei a reler o que ela escreveu e que deu origem à minha primeira lágrima… passo a citar...
“Pela primeira vez vi o nu, das poucas vezes que fizemos amor foi às escuras, depois do P nascer nunca mais me tocou, sentia saudades de o sentir, mas nunca me atrevi a toca-lo tinha medo que me rejeitasse eu sabia que não era a mulher que ele amava, sempre pensei que conseguiria conquista-lo foi um erro agora sei que nunca vou conseguir, nem o filho nos uniu, já me tinha resignado mas hoje não resisti, passei por acaso perto da casa de banho ele deixou a porta aberta, não era costume fiquei a observa-lo … a apreciar o seu corpo como nunca tinha tido oportunidade de o fazer… corpo atlético… músculos bem definidos… um traseiro firme … coxas fortes… um calor invadiu o meu corpo como nunca antes tinha acontecido… casei virgem… nunca tive a oportunidade de apreciar um corpo de homem como hoje… senti um desejo crescente dentro de mim que eu desconhecia poder existir… senti vontade de provocar aquele homem… afinal era o meu homem o homem com quem casei… entrei de mansinho … despi me… encostei me a ele por trás … toquei o … quase desfalecia de prazer… ele assustou se … não contava comigo… virou se … e eu fixei o meu olhar no seu sexo… como que hipnotizada… já o tinha sentido mas nunca o tinha visto… ele falou… mas eu estava em transe não percebi… fui me aproximando dele… abracei o e beijei o… ele ofereceu resistência mas não percebi … estava louca de desejo e insisti… ele sacudiu me e gritou comigo… deu me uma toalha para me tapar… depois pediu me desculpa e suplicou para nunca mais lhe fazer isso porque não me queria magoar… tapei me e saí da casa de banho.
Sinto me humilhada… eu quero mas não consigo chorar… sinto ao mesmo tempo uma frustração e um desejo louco dentro de mim e não sei como o acalmar... não sei se vou conseguir olhar para a cara dele… eu quero sair desta casa ir para bem longe deste homem tentar esquece-lo…”
Vencida pelo cansaço adormeci com o diário aberto nesta pagina...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
... Toques suaves

... Despedimo-nos do Sr Administrador e Dona L. e regressamos aquele casarão quase sem vida, no dia seguinte iríamos ter a visita de um leiloeiro, ia escolher os móveis, louças e quadros para leiloar.
Pela primeira vez alguém bateu à porta e já estávamos prontinhos abrir, era um homem franzino mas energético não tinha tempo a perder, depois de se apresentar entrou sem cerimonias, percorreu rapidamente as divisões da casa anotando o que lhe interessava levar … demorou se um pouco mais apreciar uns quadros com uma lupa… abanou afirmativamente a cabeça … “são originais” disse com satisfação… saiu avisando-nos que à tarde viriam carregar os bens que ele seleccionou… passamos o resto da manhã a juntar na mesma divisão os bens mais pequenos… os quadros tinham algum pó … tentei procurei algo macio não fazia ideia como a mãe do P fazia a manutenção desses quadros, encontrei na dispensa um espanador pequeno fofinho ainda não tinha sido usado… pelo caminho fui passando aquele pequeno acessório distraidamente pelo pescoço … peito e a sensação era deliciosa… não foi preciso muito para despertar outros pensamentos… quando cheguei perto do P ele reparou no brilho que eu tinha nos olhos riu se e perguntou o que eu estava a preparar, tirei a roupa fiquei em lingerie… encostei me à parede e passei o espanador lentamente pelo meu rosto … pescoço…peito… ventre… entre coxas… o estremecimento do meu corpo era vem visível… o P dirigiu se a mim pegou naquele acessório de penas e começou a passa-lo ele mesmo no meu corpo… não … não estava a resultar … não era lento o suficiente… a sensação era de pequenas correntes de ar, tinha de ser mais devagar… tirei lhe o acessório da mão… ajudei o despir se…beijei o docemente… e passei lhe eu o espanador no seu corpo… pacientemente… ao mesmo tempo ia observando o seu rosto e seu corpo… disse lhe para fechar os olhos e se abstrair… e aí comecei a ver o seu corpo a estremecer ao mínimo toque, ele também tinha prazer com toques suaves… delirou quando passei pelas suas nádegas…entre pernas … vê-lo extasiado deliciava-me… excitava-me… o seu membro já estava erecto… brinquei com as penas a sua volta … surgiram os primeiros pingos… suguei os… gemeu… levantou-me beijou me intensamente.. sentou me num móvel mesmo ali no corredor… e ao som das batidas do móvel contra a parede viemo-nos quase ao mesmo tempo…
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
... Remando
Não, não sou eu ... foi mesmo tirado da net … acordei com a respiração do P a bater me nos ombros… aquele ar provocava me pequenos estremecimentos intermitentes… ele fazia que dormia mas o seu pénis já estava bem acordado e agitado batendo me no fundo das costas… espreguicei-me… encostei-me ainda mais ao seu corpo… estava quente… estremeci… o seu pénis cada vez mais duro… pressionei o encostando bem as nádegas ao seu membro … mas o P não se mexia… respirava fundo… continuava preguiçoso… e eu desejosa que ele entrasse em mim… aquela posição… ele por trás de mim punha-me ao rubro… não esperei mais agarrei aquele membro erecto e irrequieto e lentamente fi-lo entrar em mim… que sensação maravilhosa… apertei a vulva para sentir melhor a sua dureza… ele continuava sem se mexer… mas senti a sua respiração a aumentar o ritmo… iniciei o vai vem lentamente… provocando o a mexer se… e ele continuava quieto… apeteceu me dar lhe um beliscão… mas em vez disso apertei bem as pernas e baloicei as ancas furiosa num frenesim louco e… ouvi o a gemer bem alto… bem doloroso… apertou me contra ele e continuou entrando em mim energeticamente até ouvir o som do meu orgasmo… que despertar delicioso… ainda ficamos mais um tempo na cama trocando beijos e carícias… a seguir ao almoço o Sr Administrador e Dona L, ficaram a tirar tudo dos caixotes eu e o P fomos dar um passeio pelas redondezas , passava um rio por perto, fomos até a margem, reparamos que alugavam pequenos barcos a remo, senti vontade de remar, o P tentou demover me da ideia ele não podia remar , ainda tinha a mão ligada, mas convenci o entrar no barco, sentou se receoso … há já alguns anos que eu não remava mas para quem era neta de pescador, criada à beira mar e já tinha remado nas aguas agitadas do mar , remar naquele rio era brincadeira de criança… o barulho do barco a deslizar na agua … o som do remo a girar no cabo de ferro… transportou-me ao passado … fechei os olhos continuando sempre a remar… e vi o mar … que saudades de ouvir o mar… do cheiro a maresia … senti-lo a salpicar no rosto nos dias de Inverno… fui despertada pelo P estava aproximar me demais da margem… indagou a minha tristeza … fui lhe contando vários episódios de infância relacionados com o mar … com o meu avó… pequenas histórias que recordamos com carinho outras que nos fazem chorar de rir… e foi a chorar a rir que reparei no olhar malicioso do P… estava descaradamente a olhar para as minhas coxas… aliás mais acima… eu estava a remar descontraidamente com as pernas abertas como aprendi… senti me a ficar excitada… pousei os remos na posição de descanso… afastei as cuecas para o lado… inclinei me ligeiramente para trás … ele pediu para não o fazer … não estávamos em lugar estável… mas não lhe dei ouvidos… acariciei me com ele a olhar para mim… incrédulo… mas ao mesmo tempo deliciado… e vim me… deixei o barco ficar um pouco à deriva… reparei no volume nas calças dele… devagar rastejei até ele … ele dizia que não… devia ter receio que o barco virasse e ele não podia nadar… docemente soltei o seu pénis … saboreei o com calma… docemente … lentamente… ao som da agua… do agitar das folhas das arvores… do chilrear dos passarinhos … soltou o seu gemido de prazer…
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
...Quero mais...
(Foto tirada da net)... sentir o calor da sua boca nos mamilos despertou todos os meus sentidos... queria mais... o tempo era pouco... tinhamos de ir jantar a casa de Dona L e ainda era longe... mas eu fiquei inquieta... insatisfeita... senti necessidade de acabar o que foi iniciado... puxei o top para cima peguei na mão dele e quase o arrastei para dentro de casa... subimos as escadas a correr ... entramos no quarto... nem o deixei falar... esmaguei os meus lábios contra os dele... sôfrega... sedenta... tirei a minha roupa ainda húmida... por dentro fervia apesar de a minha pele estar fria... o toque da sua mão quente no meu corpo fazia me estremecer... os seus lábios queimavam me... as minhas ancas agitavam se cada vez mais... era urgente senti-lo dentro de mim... antecipei todos os seus gestos... soltei o seu membro erecto... senti o bem duro e a latejar na minha mão... podia beija-lo, ...suga-lo... lambe-lo... mas não o fiz ... como não havia tempo, apeteceu me ser egoísta... aproveitar me dele... sentei o na beirada da cama... de seguida sentei me no seu colo de costas viradas para ele... o seu pénis limitou se a seguir o rastro húmido que saía de dentro de mim… contraí a vagina … queria sentir melhor aquela dureza… baloicei as ancas enquanto acariciava o clitoris ... ele enlaçou me com um braço … beijou me o pescoço... costas... e rapidamente fui brindada com um orgasmo duplo... acho que me excedi no som do gemido... foi espontâneo... intenso... certamente que o pai do P ouviu... mas foi tão bom... continuei a baloiçar freneticamente até o P gemer e jorrar dentro de mim... ficamos um ou dois minutos nos mimos ... depois começamos a correria que se impunha... tomamos banho, vestimo-nos e carregamos o carro do P e do Sr administrador com os caixotes que eram para serem levados para casa de Dona L... quando chegamos o jantar estava pronto... fondue de carne ... refeição ideal para prolongar o jantar com longas conversas... foi divertido ouvi-los falar da juventude do P... a Dona L sabia tanto sobre ele que até parecia mãe dele… sentia se um ambiente familiar… havia um calor que faltava naquele casarão onde viveu a mãe do P … havia amor e isso fazia toda a diferença… era delicioso apreciar os olhares que Dona L e o Sr Administrador trocavam … entre eles foi um amor para toda a vida… e são poucos muito poucos, os casais que chegam à idade que eles chegaram com a mesma paixão… por uns instantes abstraí me da conversa e fiquei só apreciar os rostos deles… as expressões … comecei a imaginar eu e o P… fiquei nostálgica… fui chamada à realidade quando senti a mão do P na minha coxa… olhou para mim… sem que ele falasse percebi que me estava a perguntar se estava tudo bem comigo… sorri… e voltei a entrar na conversa que se prolongou até tarde…
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
... Ao entardecer
… No dia seguinte só acordamos com o barulho da campainha… tinha chegado o camião para carregar as caixas de roupa para serem entregues na Cruz Vermelha… íamos ter a tarde livre para passear, o Sr administrador só no dia seguinte é que viria seleccionar os seus pertences para levar para casa de dona L com quem passou a viver , ele teria também de decidir o que fazer com as louças , bibelots, mobílias e peças de arte, por isso à tarde decidimos visitar os monumentos de Paris… enquanto me vestia o P olhava para mim com um brilho nos olhos e com um sorriso malandro… ele tinha algo em mente… tinha de me preparar para a aventura… chegou perto de mim … baixou se … senti as suas mãos a subirem pelas coxas… enquanto me tirava as cuecas foi me beijando suavemente nas saliências mais intimas deixando me quase sem forças nas pernas… levantou se cheirou as minhas cuecas e guardou as no bolso das calças… percebi que era para sair assim à rua, o vestido era um pouco rodado , mas fiquei tranquila não estava vento… a expectativa do que poderia acontecer mais o facto de estar sem cuecas humedeceu me… visitamos os monumentos calmamente, ele continuava com o mesmo sorriso… ele congeminava algo mas ainda não queria partilhar comigo por muito que lhe perguntasse… íamos nos beijando sempre que nos apetecia… aliás não éramos os únicos o dia estava lindo … o sol quentinho … as sombras dos jardins estavam repletas de jovens namorados … viajávamos de um lugar para outro de metro, as pessoas idosas sorriam de nos ver aos beijos deviam se lembrar dos seus tempos de juventude… como se o beijo publico fosse previlégio só dos mais novos… lanchamos numa belíssima esplanada nos Champs Elysées … fiquei toda a tarde ansiosa para saber o que ele tinha reservado para mim, chegamos à Torre Eiffel ao entardecer , ele guardou este monumento para o fim, subimos até ao primeiro andar a pé … demos uma volta para apreciar a paisagem... o jardim do Trocadero visto daquela perspectiva era magnifico… a côr do céu era de um azul lindíssimo já não era dia mas também ainda não era noite... já se via a primeira estrela… ele encostou se a mim e senti o com tesão… estremeci de desejo … já sabia o que ele tinha em mente… sussurrou me ao ouvido para subirmos ao segundo andar… uma onda de calor invadiu o meu corpo … a excitação era crescente … subimos contrariando o movimento daquela hora a maioria das pessoas já iam descendo ... mentalmente iamos nos devorando... os nossos olhos traíam nos… chegamos... um pouco cansados... ofegantes... encostamos nos ao gradeamento … o panorama era imenso… lentamente demos a volta ao patamar do segundo andar da torre, não era permitido ir até ao 3º para pena nossa… ficamos ali mesmo… o azul do céu estava mais intenso já se viam mais algumas estrelas… beijamos nos longamente … demos alguns passos procurando um lugar sem gente virei me de frente para a paisagem… encostei me ao gradeamento… ele encostou se por trás … beijou me o pescoço… acelerei… a mão dele levantou me o vestido... senti a sua mão quente entre as coxas já humidas … ajudei o a soltar o seu pénis… e entrou em mim lentamente… movimentos lentos… palavras soltas… sussurros… gemidos abafados… sobe aquele céu azul que pareceu ainda mais cintilante naquela já quase noite ...
terça-feira, 22 de junho de 2010
... Sensações deliciosas
ainda atordoada com o beijo intenso... senti a camisa de noite húmida na zona do ventre... ele também não resistiu ao beijo... sorrimos... foi me beijando levemente no rosto ... pescoço ... com os dentes fez deslizar a alça da camisa pelo ombro... os beijos continuaram pelo pescoço até à outra alça ... a camisa de noite caiu expondo a minha nudez... os seus lábios roçavam a minha pele... os meus seios endureceram... o meu corpo estremecia em sintonia com o seu toque ... leve... suave como uma pena... ele foi descendo ... explorando toda a envolvência da pubis ... as minhas mãos agarraram os seus ombros... as minhas unhas roçaram a sua pele ... arranhei o quando arqueei o meu dorso ... vim me... ele ficou extasiado a olhar para a minha expressão de prazer ... senti a deslizar pelas coxas a sua saliva envolta nos meus fluidos... levantou se encostou se a mim ... eu estava em fogo ... humedeceu a sua mão entre as minhas coxas e cheirou a intensamente como se fosse um perfume.... ateou ainda mais o fogo que havia em mim... rocei o meu corpo no dele beijei o com desespero queria mais... muito mais... as minhas ancas movimentavam se inquietas ...queria que ele me possuísse até cair exausta e ainda de pé virou me de costas e entrou em mim disposto a fazer me esgotar ... mordiscou me o ombro... com um braço enlaçou me pela cintura e num vai vem frenético fez me gemer novamente... os meus orgasmos sucediam se rapidamente como se não tivessem fim... percorremos todos os cantos daquela enorme cozinha... em cima da mesa... na cadeira... ele virava me e revirava me com muita facilidade eu limitava me a sentir os meus prazeres... por sua opção ele ia retendo o seu orgasmo... só parou quando me sentiu abrandar ... sim... já estava mais calma mas com uma vontade enorme de o fazer vibrar também ... encostei o à parede e beijei o até perder o fôlego enquanto a minha mão o acariciava entre pernas... a minha língua passeou pelo seu tronco até chegar às suas virilhas ... propositadamente não lhe toquei no pénis que ficou agitado com a proximidade da minha boca... lambi as suas coxas... sempre que me aproximava do seu membro erecto e duro eu retrocedia ... ele ficava doido ... tentou segurar me na cabeça ... balançava as ancas ... mas ainda não tinha chegado o momento... ele estava demasiado excitado depois de tanto tempo a reter eu sabia se lhe tocasse com a boca ele vinha se rapidamente.... e eu queria lhe dar mais... pedi para ele se virar de costas... encostei o meu corpo nu ao seu … apalpei as suas nádegas firmes ... agarrei os seus testículos bem cheios ... ele gemeu... de prazer e desespero ... acariciei o seu dorso com os meus lábios e língua ... tinha as marcas das minhas unhas nas costas... beijei as.... afastei as suas as pernas ... baixei me ... a minha língua foi subindo pelas suas coxas ... mordisquei as suas nádegas... acariciei as com os meus lábios ... afastei as e a minha língua brincou suavemente com o seu botão rosa... fazendo o gemer ... estremecer... era uma excitação ver e sentir o seu prazer... virei o novamente de frente o seu membro tão duro pulsava bastou encostar a boca na glande para todo o seu semem se espalhar pela minha boca ... rosto.... peito... acompanhado pelo seu gemido forte... quase doloroso...
terça-feira, 25 de maio de 2010
... Mais forte que a razão

… Fiquei decepcionada… vesti aquele vestido para o provocar … pensei que fossemos fazer amor no sofá… nem durante a dança ele relaxou … senti o tenso e distante … mesmo durante o lanche ele permanecia calado … o seu silencio começava a irritar me decidi perguntar lhe sem rodeios porque o incomodou tanto ver me de vestido de noiva…tentou fugir à resposta… obriguei o a olhar me nos olhos… reformulei a pergunta com firmeza… começou com um discurso que o casamento não fazia parte dos seus planos a curto e médio prazo, que tinha projectos a solo que queria concretizar … irritou me profundamente que ele não tenha percebido que era uma simples brincadeira e que tenha feito más interpretações do meu acto… em tom frio e seco esclareci o que o casamento também não fazia parte dos meus planos, que podia ficar descansado que nunca o iria impedir de ir para Itália realizar os seus sonhos e se estava naquele momento a partilhar com ele aquela casa foi porque o pai dele me pediu para ajudar nas mudanças … tentou me agarrar … quase gritei ao pedir lhe distancia… e em tom profissional perguntei lhe o resultado do telefonema da irmã sobre o que se podia ou não encaixotar e dirigi me ao 1º piso… voltei a fechar a arca da mãe dele… não estava com espírito para desvendar mistérios… descarreguei a minha raiva no trabalho… ele nem ousava me falar só via a roupa a voar à minha frente… eu queria acabar aquela tarefa o mais rapidamente possível… ate me esqueci da hora do jantar… não tinha fome… já era tarde mas só parei quando o quarto da irmã ficou limpo e tudo encaixotado… já não havia espaço no haal de entrada para mais caixas… ouvi uma peça de louça a cair na cozinha era ele a tentar cozinhar… com uma mão não estava a ser fácil… ajudei o a terminar … ele pouco jantou … eu ainda tentei mas a comida não descia… sentia me a sufocar naquele fosso que foi criado entre nós… deixei o só e fui tomar banho … fiquei algum tempo debaixo do chuveiro de olhos fechados … estava demasiado electrica … nem aquela agua quente a cair no meu corpo me acalmou … quando sai da casa de banho ele estava à porta à espera para entrar … pediu me para proteger as ligaduras da mão e foi tomar banho sozinho… decidi dormir sozinha e fui para o quarto da irmã… mas o sono não chegava, dei voltas e mais voltas naquela cama …queria tanto sentir o corpo dele encostado ao meu… sentir o seu cheiro… comecei a sentir me febril… fiquei com sede… com fome… cada vez mais inquieta… levantei me … fiz chá e torradas … sentei me na cozinha fazendo planos mentalmente para me distanciar dele… estavam a ser criados laços que mais tarde ou mais cedo teriam de ser desfeitos… os nossos caminhos cruzaram se por breves momentos e eu sentia o fim muito próximo… absorta nos meus pensamentos não dei pela sua chegada… depois do susto e de ter derrubado a caneca do chá… o meu olhar ficou preso no seu… o meu coração batia descontroladamente … desci o olhar … estávamos à media luz eu com uma camisa de dormir muito fina diria quase transparente e ele nú … todos os meus planos de lhe resistir foram esquecidos… fiquei com a garganta seca… seria incapaz de emitir qualquer som naquele momento… ambos roídos de desejo mas nenhum de nós queria dar o primeiro passo… a tremer por dentro mas tentando ser indiferente limpei o chá derramado e fui lavar a caneca … ele aproximou se de mim… mesmo sem me tocar senti o calor do seu corpo… a sua respiração profunda batia me no pescoço provocando me arrepios…eu continuava de costas … as minhas mãos tremiam … encostou se ainda mais… fiquei presa entre a banca e o seu corpo… senti a sua mão quente na minha anca… soltei um gemido quase inaudível… virei me lentamente… as nossas bocas ficaram próximas … os nossos gestos eram lentos como se receássemos que um gesto mais brusco acabasse com o momento … os nossos lábios movimentavam se sem se tocarem… acabando por roçarem levemente … as nossas línguas bailaram… concretizando um beijo lânguido… húmido… intenso… profundo provocando me o meu primeiro orgasmo daquela noite…
segunda-feira, 17 de maio de 2010
... O vestido de noiva
As caixas que nos entregaram para acondicionar as roupas da mãe do P eram de grande porte, seria impossível o P as carregar com uma mão do primeiro piso para o rés do chão e eu sozinha também não podia, por isso estendemos uns lençóis no hall da entrada e atirámos a roupa do primeiro piso para baixo, quando os armários do quarto da mãe dele ficaram vazios descemos para acondicionar a roupa nas caixas e por fora escrevemos “Cruz vermelha”… enquanto o P ligava à irmã para Itália lembrando que a casa ia ser vendida e como queria que se fizesse em relação aos seus pertences eu subi novamente para o quarto da mãe dele …existia uma arca que me despertou a curiosidade … estava ansiosa por a abrir… sempre achei que as arcas muitos misteriosas… estava fechada … lembrei me ter visto uma chave num guarda jóias … era a chave certa… por cima tinha um vestido antigo de baptizado… a seguir o vestido de noiva da mãe do P… já o tinha visto numa foto … nunca percebi o entusiasmo das minhas amigas por um vestido de noiva … entrar numa igreja assim vestida nunca fez parte do meu imaginário… nem todo aquele ritual que envolvia o casamento em que tudo era encenado… com horas marcadas para tudo… em que nada era espontâneo… com promessas que sabem que não vão cumprir mas na hora preferem fazer de conta que sim… para mim amar era muito mais simples não eram preciso protocolos, assinaturas, alianças que eu considerava algemas… mas mesmo assim apeteceu me experimentar o vestido para ver se algo mudava em mim… nada… não senti nada … era um vestido bonito só… estava um pouco largo… levantei a saia de um lado e prendi com uma jóia de maneira que a perna e parte da coxa ficasse a mostra… com outra jóia prendi um pouco de tecido de maneira a evidenciar mais o decote… prendi o cabelo no alto da cabeça com algumas pontas caídas… passei um pouco de rímel e batom… o P. pôs um disco a tocar e chamou por mim para lancharmos… desci as escadas devagar … descalça … quando cheguei à sala ele estava de costas… perguntei “o cavalheiro dança? ” quando me viu ficou atónico… não conseguiu falar … eu senti que ele gostou do resultado mas ficou com duvidas quanto ao seu significado como se eu lhe estivesse a enviar alguma mensagem que ele não queria decifrar… não dei importância… encostei me a ele e dançamos em silencio… sem sapatos o meu rosto ficou ao nível do seu coração que batia descompassadamente… quando a musica acabou dei lhe um breve beijo na boca e voltei para o quarto… tirei o vestido… coloquei o delicadamente em cima da cama olhei mais uma vez para arca que eu sentia tinha muitos mistérios para desvendar e desci para lanchar… o P estava sentado no sofá muito pensativo… o que teria ele pensado…
quinta-feira, 15 de abril de 2010
... A revelação
…Dirigimos nos à casa de banho lentamente … ainda atordoados… estes momentos mesmo breves eram de uma intensidade avassaladora… tomamos banho rapidamente sem beijos e carícias…não convinha molhar novamente as ligaduras… já era tarde mas continuávamos agitados e sem sono… mas com fome … preparamos chá e torradas e fomos para a sala comer e ouvir musica… o P descobriu discos antigos dos anos 60 supostamente da mãe … enquanto ele seleccionava os discos … eu apreciava os seus movimentos… as suas expressões… pequenos pormenores que me deliciavam… aquele cabelo negro um pouco longo já… no qual eu adorava passar os meus dedos… aquele olhar escuro … profundo … penetrante que me punha as pernas a tremer… aqueles lábios que nunca me cansava de beijar… o pescoço… adorava quando ele engolia em seco … as mãos… grandes … tão sábias no seu jeito de percorrerem o meu corpo … ele interrompeu os meus pensamentos mostrando me um disco de Gigliola Cinquetti chamou lhe atenção porque estava autografado pela cantora com dedicatória a mãe dele… pôs o disco a girar … não percebi quase nada do que ela dizia mas a melodia era suficiente para entender … ficamos quietos … sem emitir uma única palavra … aquela canção estava a provocar nos emoções muito fortes… o meu coração começou a bater com muita intensidade … quando o disco acabou ficamos um pouco em silencio… ele pôs o disco a tocar novamente… levantou me para dançar e foi me traduzindo a canção baixinho ao ouvido enquanto os nossos corpos se moviam lentamente … naquele momento tive a certeza de… céus como amava aquele homem… senti as lágrimas a correrem pelo meu rosto… porque doía assim tanto? porquê? não tive tempo para questionar mais nada senti a sua boca a roçar a minha com ternura… sorveu as minhas lágrimas… os nossos robes caíram no chão… fizemos amor na carpete do chão da sala... com suavidade… lentamente prolongando o momento… acabamos por adormecer abraçados… ao fim de algumas horas acordamos com frio e com dores no pescoço… subimos para o quarto ensonados e voltamos adormecer… mais tarde acordamos sobressaltados com um barulho enorme... parecia que estavam a pôr a porta abaixo… estávamos nus … os robes tinham ficado na sala… descemos a correr vestimos os robes e fomos abrir a porta esbaforidos e confusos… deparamos com um homem ainda mais confuso que nós… mas o P conheceu o era um trabalhador da produção da empresa tinha instruções para nos entregar caixas de cartão... já há muito que estava a tocar à campainha ... como ninguém respondia decidiu esmurrar a porta… descarregou as caixas e só depois de ele ir embora é que nos apercebemos da hora … 11 horas … estava na hora de preparamos o almoço …
segunda-feira, 1 de março de 2010
... Ciúmes
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
... O abraço

... Durante a refeição o sr administrador anunciou que ia vender a casa ... ia finalmente viver a tempo inteiro com a mulher da sua vida... dona L... era lindo o amor que eles tinham um pelo outro ... será que se eles tivessem casado contra a vontade dos pais do Sr administrador ainda estariam tão apaixonados? impossível saber... foram impedidos de partilharem uma vida em comum mas ... permaneceram sempre lado a lado numa grande cumplicidade... agora que ele ficou viúvo já podiam partilhar a mesma casa.... o M já tinha a quinta …o P ia para Itália, a irmã deles que vivia em Itália cujo casamento foi adiado devido ao falecimento da mãe também não tinha ideias de regressar a França, a casa ia ficar abandonada... os filhos concordaram com a decisão do pai... afinal aquela casa abrigou um casamento de faz de conta ... todos souberam sempre da existência da Dona L ... e conseguiram conviver sem ódios... sem ressentimentos... o exemplo disso era o bom relacionamento entre o M e o P apesar de serem meios irmãos... custava me imenso que o M sentisse por mim algo mais intenso … eu não queria ser motivo de discórdia entre os dois. A seguir ao almoço o M regressaria a Reims… para alivio meu... se pernoitasse em Paris teria que partilhar a mesma casa que eu e o P e não me iria sentir bem... quando chegamos ao edifício do escritório o M despediu se de todos e deixou me para o fim... sussurrou que queria falar comigo a sós... o P ficou pensativo e o Sr administrador franziu a testa quando lhes disse para seguirem para o escritório que eu iria depois... quando ficamos sós o M olhou me bem nos olhos e perguntou se eu amava o P … respondi lhe que não sabia se era amor mas fosse o que fosse era bom e de momento era com quem eu queria partilhar os meus dias … de seguida perguntou se eu estaria disposta a ir para Itália com o P … fiquei em silencio por uns tempos … por fim respondi que não com um nó na garganta… abraçou me… soube me bem aquele longo abraço amigo… depois beijou me rapidamente nos lábios e foi se embora… aquelas perguntas do M inquietaram me... ele tocou num ponto que eu tentava não pensar muito… como iria ser quando o P fosse para Itália… sacudi a cabeça e recusei continuar a pensar no assunto… repetia mentalmente “vive o momento” … “vive o momento”… quando cheguei ao piso 12 senti o peso dos olhares do pai e do filho como se me interrogassem silenciosamente embora por motivos diferentes… ignorei e vinguei me no trabalho. À noite jantamos em silencio o P continuava a interrogar me com o olhar … senti que ele estava com medo das palavras… mais concretamente com medo das minhas respostas… nem ousou me tocar… depois de muito hesitar… perguntou se havia algum problema… não respondi … peguei na mão dele levei o até ao quarto … despi o suavemente alternando com longos beijos… deixei os meus lábios percorrer todo o seu corpo… amei o com toda a doçura … saboreei o com toda a gula … fiz lo gemer com toda a satisfação
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
... Provocação
... Chegamos ao elevador... sempre repleto aquela hora ... coloquei me de frente para o P servindo de escudo para não lhe magoarem a mão que ele tinha ao peito, apoiada numa écharpe... a sua mão esquerda segurava a pasta de executivo... senti o tão desprotegido ... e eu com uma vontade enorme de lhe fazer uma maldade... ao verificar que ele tinha as mãos praticamente ocupadas vi ali uma oportunidade de o provocar... estávamos muito próximos... ele evitava olhar para mim ... como se adivinhasse os meus pensamentos… ele sentiu que eu ia aprontar alguma... a minha mão foi directa ao ziper das calças e bem devagar abri o... olhei para o seu rosto ... a sua maçã de adão movimentou se ... os seus olhos suplicaram para que eu parasse... o meu dedo acariciava o seu sexo docemente... senti o a endurecer … trinquei os lábios para não rir com o seu embaraço ... o numero de pessoas à nossa volta ia reduzindo... retirei o dedo mas não fechei o ziper... afastei me ligeiramente dele... chegamos ao piso doze... ele não disse nada ... abri a porta do escritório já estava lá o meu ex chefe do piso oito... o P já não podia contra atacar... trabalhamos toda a manhã... quando nos estávamos a preparar para ir almoçar, chegou o Sr. Administrador, com a Dona L... foi o M que os trouxe de Reims no carro dele... o P não se mexeu... a ultima vez que esteve com o pai tinham discutido... era bem visível o brilho de emoção nos olhos do Sr Administrador ... abraçou o filho com preocupação... a seguir foi o M abraçar o irmão depois de me ter beijado no rosto... achei que já não estava ali a fazer nada e com o pretexto de ir almoçar tentei escapar, mas o Sr. administrador fez questão que almoçássemos juntos... mas antes de sairmos falou baixinho com o P... este olhou para baixo e viu o ziper das calças aberto... o P tentou fechar com a mão esquerda mas não conseguiu, ou fez de propósito para não conseguir depois olhou para mim e descaradamente pediu para eu o fechar... todas as pessoas presentes naquela sala sabiam que eu e o P tínhamos uma relação muito intima mas não consegui evitar um rubor na face quando lhe fechei o ziper com todos a olhar para nós... dirigimos nos para o restaurante... o P escolheu uma mesa de costas para uma parede e fez questão que eu me sentasse do lado esquerdo dele, enquanto esperávamos pelas refeições, quase dei um pulo da cadeira quando senti a mão dele a deslizar lentamente pela minha coxa... pouco a pouco os seus dedos se infiltraram para me tocar mais intimamente ... fiquei agitada... nervosa... estava a ser difícil me concentrar nas perguntas que o Sr Administrador me fazia ... como se isso não bastasse... o M não parava de me olhar ... os dedos do P continuavam a tocar me e a aquelas carícias eram uma tortura deliciosa… sentia me um rio … agarrei a mão do P para o impedir de continuar mas só piorou … ele encostou os seus lábios ao meu ouvido e sussurrou que me desejava fazendo me estremecer com um beijo no pescoço … o pai ficou radiante com tanta intimidade, o irmão, o M. baixou os olhos … senti a sua tristeza… senti me no meio de um conflito de emoções … sentia me quase a explodir… a única maneira de travar o P foi pisar lhe o pé com o tacão do meu sapato … ouvi o gemer e … felizmente chegou o empregado para nos servir…
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
... Sono profundo

… durante o jantar lembrei lhe que era necessário avisar o Sr. Administrador do seu estado, era necessário assinar alguns documentos importantes, com a mão naquele estado o P não o podia fazer… o seu maxilar contraiu-se … deve se ter lembrado da ultima discussão que teve com o pai … não devia estar com vontade de lhe falar pelo menos para já, eu disse lhe que não me importava de ser eu a comunicar … ele sorriu e beijou me … continuamos a falar de trabalho… quando acabamos de jantar liguei para Reims , foi o M que atendeu… reconheceu a minha voz… senti que ele ficou agitado e animado por me ouvir … o pai não estava, ele e Dona L foram convidados para jantar com uns amigos, expliquei lhe a situação do irmão e que era urgente o Sr. Administrador assinar uns documentos … depois de desligar … vieram me ao pensamento fragmentos de momentos íntimos que partilhei com o M, momentos já passados, uma página que virei e ficou devidamente arrumada na minha caixinha de memórias, mas para ele ainda não passou... senti... pelo tremor da voz dele, teria de evitar a sua presença para não o magoar... senti me exausta … o P também… fomos nos deitar bem juntinhos e só acordamos assustados com o despertador… andamos os dois atarantados a tentar encontrar aquela máquina infernal para a fazer calar e… demos uma cabeçada um no outro … e aquele toque não parava … quando finalmente se calou.. gritou o P... desligou o com a mão errada… arrepiou me só de pensar na dor que ele sentiu… mas depois só me dava vontade de rir das figuras que fizemos … e não consegui parar de rir… ele aproximou se de mim com ar ameaçador … e eu só ria ainda mais … com um braço enlaçou me pela cintura … levou me até à parede, prendeu me as pernas entre as suas coxas … olhou bem nos meus olhos … o seu olhar ficou com um brilho que eu conhecia bem … malicioso … quando ele me beijou o pescoço… e a sua mão acariciou os meus seios… o meu riso ficou mais calmo… aliás parou… e comecei a deleitar me com as suas carícias… cerrei os olhos… o meu corpo estemecia … ele sabia onde me tocar… aqueceu me… incendiou me e parou… dizendo que estava na hora de ir trabalhar… fiquei furiosa já não era a primeira vez que ele interrompia de propósito, ele adorava fazer isso … eu até podia me tocar e me satisfazer à frente dele … mas entrei no jogo dele… apalpei o… estava duro… portanto tanto excitado quanto eu … o dia ia ser animado… quem conseguiria aguentar mais tempo a excitação? Vestimos nos e fomos para o escritório… fomos em silêncio… e com um sorriso nos lábios … cada um ia a pensar na estratégia para provocar o outro…
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
... Loucuras

… O gosto a salgado foi diminuindo mas o beijo foi intensificando … a respiração ruidosa… o desejo crescente… apertamos o abraço… eu gemeu… não de prazer … mas de dor… esqueci que ele estava magoado na mão… arrepiei me só de imaginar a dor que ele sentiu… ele sorriu tentando acalmar a minha aflição… distanciei me dele e quis saber como se tinha magoado… esmurrou a parede zangado com ele próprio por ter gritado comigo no escritório… que loucura… senti me tão mal… não ia poder mexer a mão durante um mês… almoçamos… eu tinha de ir para o escritório à tarde , ele teria de ficar… fui à farmácia comprar os analgésicos que ele esqueceu quando saiu do hospital… obriguei o a tomar os comprimidos e fui trabalhar… quando cheguei ao 12 º piso já lá estava o meu antigo chefe um pouco zangado havia muito trabalho a fazer… depois de lhe explicar onde fui na hora do almoço riu-se com ar um pouco malicioso… fiquei ansiosa o resto da tarde só pensava no P … foi com alivio que vi a hora da saída chegar… fui às compras o P não tinha nada em casa para jantar… passei por casa para pegar nas minhas roupas… e fui ter com ele … recebeu me com um lindo sorriso e um doce e longo beijo desta vez tive o cuidado de me distanciar dele… depois de preparar o jantar decidi que ele tinha de tomar um banho… envolvi a mão dele com um plástico… despi o… ele deixava se conduzir… despi me… ele com ar divertido… eu muito séria no meu papel de enfermeira… passei lhe a água suavemente pelo corpo… depois ensaboei o … sentir o seu corpo estremecer ao meu toque fez me engolir em seco… concentrei me na minha tarefa… estava a ser difícil … o seu corpo reagia visivelmente… ele queria me tocar… demovi o … quando terminei de o lavar o membro dele estava completamente erecto… não resisti … baixei me… beijei o … acariciei o… deixei o passear na minha boca e... saboreei o seu néctar … fiquei excitada… mais uma vez não deixei que ele me tocasse… toquei me eu… e sob o seu olhar gemi de prazer… ele ficou novamente erecto … ajudei o a limpar se … estava na hora de cortar barba… a ideia me ver de gillete na mão não lhe agradou muito mas convenci o … continuávamos nus… sentei o numa cadeira… sentei me ao colo dele… e comecei a deslizar a lamina pelo seu rosto… perdeu a tesão… eu mordia o riso… tentando me concentrar nesta árdua tarefa … barba muito rija… para se sentir melhor ele ia me dando orientações … mas eu não precisava… eu já tinha apreciado muitas vezes o meu pai a fazer a barba … sabia como fazer… ele continuava tenso… parei um pouco…acariciei o seu membro que não demorou a reagir … fiz lo entrar em mim… e ficamos assim quietos … continuei o meu trabalho… fazendo um esforço para não baloiçar… assim tão perto dele era mais difícil… mas acabei … só lhe fiz dois cortes… pequeninos… limpei lhe a cara e passei os meus lábios por aquela pele macia… beijamos nos intensamente… e tendo o cuidado para não lhe tocar na mão …comecei a baloiçar no seu colo… até explodirmos em uníssono… de seguida fomos jantar…
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
... Emoções

… Saí dali sem rumo certo … todo o meu corpo tremia… sentia uma carga energética dentro de mim que precisava de ser consumida… e caminhei… caminhei sem destino… com passo zangado… pensamentos furiosos… por momentos dei por mim a falar sozinha em voz alta… não sei quanto tempo caminhei … só parei quando fui vencida pelo cansaço e pela fome… já me sentia mais calma… olhei em redor para me localizar… estava parada em frente ao aubergue onde estive com ele … o meu coração disparou… o meu pensamento foi povoado por belos momentos vividos com este homem… foram muitos e sempre tão intensos… já estava com saudades de sentir os seus braços à minha volta… de sentir a sua boca roçando na minha… o seu cheiro … o seu olhar que me despia… este homem punha me louca… uma dor no estômago lembrou me que precisava comer qualquer coisa … parei numa esplanada … uma voz familiar chamou por mim… era Madame Janine, a dona do quarto do pintor… mais recordações que me emocionaram… mas foi bom encontrar la... sempre bem disposta... conversa agradável… tinha historias divertidas da sua juventude… com homens claro… quando me despedi dela fiquei com vontade de ver o P … mas achei que não era boa altura para regressar ao trabalho … eu tinha o rejeitado de manhã … era melhor dar um tempo … no dia seguinte regressei ao trabalho… ia um pouco apreensiva não sabia que reacção ele ia ter… o escritório estava vazio… os processos que ele atirou pelo ar continuavam pelo chão… comecei a pôr os processos em ordem … fiquei sem saber o que fazer com as sucessivas chamadas telefónicas que esperavam por uma resposta dele… tive de recorrer ao meu antigo chefe do piso 8… gelei quando ele me informou que o P teve de ir ao hospital no dia anterior… tinha uma fractura na mão… ele não podia conduzir… fiquei confusa … que teria acontecido… já não ouvia mais nada… desliguei o telefone sem pensar bem no que estava que fazer… assustei me quando o telefone voltou a tocar… era o meu chefe do piso 8 a reclamar porque desliguei o telefone… e lá me foi dando as instruções que eu precisava… foi difícil me concentrar no trabalho… imaginei o só naquela imensa casa… sem comer… certamente com dores… reparei que as chaves do carro dele estavam em cima da secretária… queria dizer que o carro dele estaria lá em baixo… uma onda de alegria me invadiu… comecei a trabalhar com outro animo… quando chegou a hora do almoço… peguei nas chaves do carro dele… fui comprar o almoço para ele e para mim… e arranquei direcção à casa dele… foi com tremor e com o coração aos saltos que toquei à campainha … ninguém atendeu… premi mais uma vez o botão mas desta vez não despeguei o dedo… ouvi o a barafustar do outro lado da porta … sorri de alivio… abriu a porta e parou estupefacto … ele tentava falar mas as palavras não saíam… os meus olhos ficaram húmidos perante a visão daquele rosto em sofrimento e em desespero… entrei … ele continuava desorientado… fechei a porta… aproximei a minha boca à dele e beijei o com doçura … senti um gosto salgado … eram as suas lágrimas … que se juntaram às minhas…
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
... Raiva

… Nos restantes dias da semana não voltamos a tomar banho juntos… nem fizemos mais amor… no escritório o trabalho era muito, não havia pausas … o P andava frenético … imparável … nem se lembrava das horas do almoço nem das horas de saída… só relaxava na hora do jantar… sempre tardia… ele fazia questão de ser ele a cozinhar … eu ficava preguiçosamente a apreciar os seus gestos … a mestria com que ele cortava os legumes… a comida preferida dele só podia ser italiana… ele também não sabia cozinhar mais nada … mas fiquei a gostar… não me cansava de admirar o seu rosto… a sua boca… aquelas mãos… mas estava decidida a não o provocar… passávamos o serão a ver fotos de família … entretanto chegou o fim de semana o P tinha de voltar a Reims para trazer o pai de volta … não me apeteceu ir com ele… queria estar com a minha amiga E … dançar um pouco… estava a precisar de extravasar… de rir muito e consegui me divertir imenso mas claro que tive de me sujeitar ao interrogatório da E… “quem é P ?” …”como o conheceste ?” … “vais para Itália com ele ?” tive de omitir alguns pormenores, mas estava mesmo a precisar de falar um pouco com ela para me sentir mais leve… Na segunda feira a seguir entrei no escritório leve … solta… sorridente… estranhei a Dona L ainda não estar … o P já estava a trabalhar… a barba por fazer… estremeci … ficava lhe bem… sobressaía-lhe os lábios… humedeci os meus … estava com uma vontade enorme de me atirar nos seus braços… mas ele nem me olhou e estava com ar zangado… deve ter corrido mal o fim de semana… iniciamos o trabalho… ele estava demasiado tenso… um pouco rouco… lembrei me das correcções que o Sr administrador fez a certos processos e informei o … olhou para mim e explodiu… estava possesso… nunca o tinha visto tão zangado … nem quando a mãe faleceu… descarregou em mim toda a raiva acumulada porque tinha percebido o estratagema do pai para o convencer a ficar a gerir a empresa… sentia se encurralado entre a vontade de seguir o seu sonho e o amor que sentia pelo pai preocupado com o futuro da empresa… três filhos e todos eles viraram as costas à empresa… mas eu não tinha culpa de nada e não estava disposta a ouvir os desabafos dele daquela maneira… não daquela maneira… atirou os processos que pousei em cima da secretaria pelo ar… virei costas… fui ao meu gabinete … peguei nas minhas coisas com intenção de sair dali rapidamente, eu tremia de raiva não estava em condições de trabalhar … pelo menos naquele dia … quando ele se apercebeu que eu ia embora barrou me a passagem… desviei me mas ele não desistiu prendeu me contra a parede… senti me esmagada … tentou me beijar a força… desviei a boca… estava demasiado zangada para que a sua proximidade exercesse o efeito habitual em mim… aquela barba que momentos antes achei atractiva ... picava-me o rosto... debati me para me soltar ... estava a ser difícil … ele não desistia… eu não estava disposta a ceder… a força dele era superior à minha… tive de mudar de procedimento… sem intenção ele já me estava a magoar… e eu estava com vontade de o esbofetear … de lhe atirar com qualquer coisa a cabeça mas … parei de lutar… fiquei estática… ele beijou me ferozmente… não correspondi… a suas mãos percorriam o meu corpo com alguma pressão… eu continuava fria … sem um estremecimento… sem um sinal de calor… sentia me um corpo morto… finalmente ele percebeu… parou incrédulo… olhar confuso… pediu desculpa… não lhe respondi… virei costas e fui embora… quando cheguei ao elevador… relaxei … o meu corpo começou a tremer e as lágrimas rolaram descontroladamente pelo meu rosto... eu queria ser amada com paixão ... não com raiva...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
... O colo

… Saímos da casa de banho com as toalhas a cobrir os nossos corpos … o P abraçou me por tràs... aproximou a sua boca ao meu ouvido e perguntou se podia dormir na minha cama … queria adormecer encostado a mim e sentir o meu cheiro… nesse preciso momento tinham chegado ao primeiro piso o Sr. Administrador mais os convidados que iriam passar lá noite, não pude disfarçar o rubor que invadiu a minha face com todos aqueles olhares divertidos focados em nós... principalmente o olhar de satisfação do Sr. Administrador convencido que o plano dele tinha resultado… o P hesitou mas fiz lhe sinal que podia entrar no meu quarto… trocamos alguns beijos aconcheguei me a ele e adormeci imediatamente… estava cansada … foram muitas emoções fortes vividas nos últimos dias… quando acordei o P já não estava na minha cama … já era quase meio dia, dei um pulo da cama e vesti me a correr… estavam todos no alpendre…menos o P e o Sr administrador… senti os olhares maliciosos… deviam estar a imaginar eu e o P nas mais rebuscadas posições, mal eles sabiam que eu dormi toda a noite como uma pedra... entretanto o P chama por mim… o pai decidiu ficar uma semana com dona L. naquela casa, o P ficaria de novo à frente da empresa e eu teria de substituir Dona L… mais um estrategema do Sr. Administrador para eu e o P ficarmos mais próximos… anotei todas as recomendações de Dona L sobre os assuntos da empresa, a seguir ao almoço preparamos nos para a viagem , despedi me do M com tranquilidade a minha curiosidade em relação a ele já estava satisfeita, a sua presença já não me excitava … todos os meus sentidos voltaram a ficar centrados no P… a nossa química era perfeita … perfeita demais para durar para sempre… mais uma vez neguei olhar para o futuro só queria viver o presente… a viagem foi tranquila… paramos em alguns sítios pitorescos para apreciar a paisagem… deixou me casa … demorou alguns minutos a partir como se me quisesse pedir algo e não tivesse coragem… não reflecti e deixei o seguir viagem. Foi um fim de semana muito intenso sentia me exausta. No dia seguinte foi estranho entrar no elevador que me levaria ao 12º piso, lembrei me da primeira vez que vi o P … fechei os olhos e enquanto era transportada revivi aquelas sensações maravilhosas que ele me fez sentir … foi a suspirar que entrei no escritório o P já lá estava, sorriu quando me viu mas senti o abatido, começou logo a falar de trabalho… só paramos para almoçar e à tarde voltamos a trabalhar com ritmo acelerado, ele estava frenético tive de lhe lembrar que já estava na hora de ir embora… percebi que algo se passava ... ele dormiu no escritório,... desde que a mãe faleceu foi a primeira vez que ele entrou em casa... não conseguiu ficar lá sozinho… perguntei se queria que eu ficasse a dormir com ele enquanto o pai estivesse em Reims… não precisei de ouvir a resposta, o brilho do seu olhar disse tudo. Os meus pais já se estavam a queixar de nunca me verem em casa .... sempre preocupados com a falta de descanso e a minha magreza… eu entrava acelerada dava lhes muitos beijos e abraços e saía a correr… fiquei uma semana em casa do P … nos primeiros dias evitamos a casa de banho onde encontramos a mãe dele caída sem sentidos... até a mim me fazia confusão, mas a casa de banho do piso 0 era minúscula para fazermos amor e quase sempre acabava em risada e alguns acessórios partidos eu ainda continuava com o período… a meio da semana decidimos utilizar a outra casa de banho… estávamos um pouco constrangidos ... a imagem do corpo inerte da mãe dele não nos saía da cabeça... demoramos algum tempo a tocarmos nos… ele não conseguiu a erecção … beijei o com toda a ternura possível … nessa noite não fui eu que dormiu no colo dele … foi ele que dormiu no meu…
quinta-feira, 30 de julho de 2009
... À flor da pele

… Os convidados eram amigos de longa data do Sr. Administrador e Dona L… estavam ligados a vinicultura… o assunto discutido à mesa só podia ser sobre as colheitas… fiquei a saber pela primeira vez o que motivava o P a ir para Itália, ele queria se dedicar à vinicultura … os terrenos pertenceram ao seu bisavô, segundo ele era uma boa casta mas o bisavô teve que desistir por razões politicas na época do Mussolini, teve de abandonar o país e o P sentiu o apelo para seguir as pisadas do bisavô… fiquei triste… pensativa … por uns momentos abstrai me daquelas conversas … só via os rostos… a Dona L e Sr. Administrador com semblante triste… o P muito empolgado a falar no seu projecto com os convidados… o M estava calado… ora olhava para o irmão ora olhava para mim… travava uma luta entre o amor que sentia pelo irmão e o desejo que sentia por mim… eu … sentia me embriagada… mesmo sem beber… levantei me da mesa precisava tomar ar… saí para o exterior… para o silencio da noite… algum tempo depois senti alguém perto de mim… era Dona L…. sentiu a minha tristeza … queria saber o que eu sentia pelo P. … não soube o que responder… falamos sobre o plano do Sr. Administrador para convencer o P. a ficar… avisei Dona L. que nunca forçaria o P a desistir do seu sonho… só nos conhecíamos há menos de dois meses o que estava acontecer entre nós era muito bom mas podia ser passageiro… eu não queria pensar no futuro… só queria viver o momento… se a conversa à mesa me entristeceu a conversa com Dona L. não foi melhor… ficamos um pouco em silencio que foi interrompido pelo P que nos veio chamar… tinham decidido jogar bilhar… Dona L seguiu à frente … o P atrasou o passo e beijou me longamente… senti o calor da sua mão no meu seio… seguimos para um subterrâneo da casa que eu desconhecia, foi uma divisão que criaram no tempo da invasão alemã , onde escondiam “les partisans” os elementos da resistência francesa contra os nazis, essa divisão foi transformada em salão de jogos… no centro do salão estava uma mesa de bilhar… nunca tinha jogado… o Sr. administrador tratou logo de formar pares … e incumbiu o P de me ensinar a jogar… e claro aquela cabecinha do P ficou logo com ideias… ele sabia que as minhas costas eram um ponto erógeno muito forte… um leve toque nas costas conseguia me dar mais prazer que um toque nos seios… e quanto mais leve era o toque mais louca de desejo eu ficava… um simples sopro me fazia estremecer… com o pretexto de me ensinar a jogar ele usou e abusou discretamente desses toques que me punham ao rubro… mesmo os toques por cima da roupa me provocavam… para mim estava a ser mais difícil o provocar… mas sempre que ele se aproximava de mim por traz desde que o ângulo me protegesse da visão dos outros eu tocava lhe no sexo… eu adorava estes jogos de provocação… sozinhos ou com gente por perto eram sempre excitantes… era um jogo de resistência … quase sempre ficávamos empatados… e eu humedecia … aliás comecei a achar que estava demasiado húmida… mais que o habitual… decidi ir a casa de banho… estava com o período… nem me lembrei que estava na altura de vir, e como preparei o saco a correr nem vim preparada para tal… tive que improvisar… já não ia haver a desejada noite de amor com P… em quinze dias só fizemos uma vez no prado à tarde como aperitivo a prever uma longa noite só para nós… depois da decepção a minha mente perversa começou a funcionar... o P ainda não sabia … ele ia continuar a provocar me … e eu ia tentar o provocar ainda mais… e na hora de ficarmos sós … iríamos cada um para o seu quarto… senti que fiquei com um sorriso maquiavélico… regressei ao salão estavam à minha espera , era a minha vez de jogar… estava a participar em dois jogos… o do bilhar e o da sedução… íamos ficar os dois sedentos e sem nos podermos saciar … mas era mais forte que eu … sempre que havia oportunidade… continuava a provocar o P com mais intensidade… ele também não perdia uma… acho que o jogo ficou tão intenso que nos esquecíamos que estávamos acompanhados… já estávamos no ponto em que se ficássemos sozinhos iríamos cair nos braços um do outro com fúria… claro que perdemos todos os jogos de bilhar… a nossa concentração estava noutro jogo… até que ele me disse ao ouvido: “ vamos sair daqui ?” aproveitei para falar discretamente à Dona L sobre o período, prontificou-se logo a sair comigo do salão para me ajudar … depois dirigi me para o meu quarto … fiquei à espera dele … eu sabia que ele vinha… estava excitadíssima e ao mesmo tempo divertida … ele entrou feito louco abraçou se a mim … beijamos nos com loucura … sedentos… as nossas mãos frenéticas passeavam por cima da roupa… quando a mão dele me ia arrancar as cuecas segurei a … olhou para mim sem perceber … aproximei a minha boca do seu ouvido e disse lhe baixinho que estava com o período… ele sentia se a explodir de desejo… andou para a frente a para trás … inquieto… o volume do seu sexo era bem visível através das calças … eu mordia os lábios para não rir .. mas toda eu tremia de excitação … como eu desejava aquele homem… encostei me a ele… beijei o … deixei que a minha boca percorresse o seu pescoço… o seu peito … fui descendo … libertei o eu sexo mais duro que nunca… saboreei o … ele interrompe… queria entrar em mim … precisava de me sentir … compôs se… pega na minha mão e leva me até a casa de banho… entre beijos sedentos fomos tirando a roupa… encaminhamos nos até ao chuveiro… e tocamos nos sem receios… sem pudores… senti tudo com maior intensidade… entrou em mim mais desejoso que nunca … e delirei intensamente … senti naquele momento que ele era importante para mim… nossos fluidos misturam –se na agua corrente com alguma cor…
quarta-feira, 22 de julho de 2009
... O cio

… Fiquei mais um pouco à entrada de casa… dei um tempo para eles tomarem banho … tínhamos de partilhar a mesma casa de banho… e eu não queria ficar muito perto deles… entretanto subi para o primeiro piso… a casa de banho ainda estava ocupada… entrei no meu quarto e fui logo agarrada pelo M…. ainda estava molhado do banho gotas de agua escorriam do seu cabelo… aquele contraste frio quente arrepiou me… estremeci… eu já não pensava em mais nada… precisava de aliviar o fogo que me queimava… correspondi aos seus beijos e às carícias frenéticas … a toalha que o cobria caiu e senti o seu sexo bem duro no meu ventre… estávamos demasiado acesos para preliminares… era urgente a satisfação imediata… estávamos sedentos e esfomeados … ele pegou me ao colo … entrou em mim… abracei o pela cintura com as minhas pernas … agarrou me a cabeça e enquanto me beijava com fúria as suas ancas iam de encontro às minhas como um mar revolto contra as rochas… gememos em uníssono tentado abafar o ruído mordendo os lábios… os nossos corações pareciam tambores e ficaram mais acelerados ainda quando ouvimos a porta da casa de banho abrir era o P…. fui a correr fechar a porta do quarto à chave… ele era bem capaz de entrar no meu quarto só para me provocar … em que loucura eu estava metida… desde que conheci o P sentia me um animal com cio permanente e como se isso não bastasse o irmão dele também tinha que mexer comigo… esta situação já me estava a preocupar … durante anos fiquei indiferente a todos os homens que me abordavam e agora tinha de me interessar logo por dois irmãos… eu tremia sentada no chão… encostada a porta… e senti o P a mexer discretamente na maçaneta da porta… ele queria me apanhar de surpresa… o M. olhava para mim também preocupado… pedi lhe para manter distancia de mim enquanto estivéssemos juntos naquela casa … eu não sabia como me ia aguentar mais um dia naquela casa naquele clima … demos um tempo para o P entrar no quarto dele … espreitei para o corredor … dei sinal para o M. sair… de seguida fui tomar banho… fiquei um longo momento a sentir a agua a cair no corpo… e a reviver os acontecimentos daquele dia que ainda não tinha terminado… ri ao lembrar me quando rebolei no prado com o P… fiquei séria quando revivi os momentos amorosos de Dona L com o Sr. Administrador… e fiquei preocupada porque mais uns segundos e o P dava comigo e com o irmão enrolados… continuei debaixo de agua como se isso bastasse para limpar a memória… mas não me tranquilizava… sentia me exausta … dirigi me ao meu quarto enrolada na toalha… atirei me para cima da cama e sem dar por ela adormeci… não sei que tempo decorreu… só sei que fui despertando com pequenas comichões por varias partes do corpo… eu sacudia os braços e mexia o corpo como que para sacudir algum mosquito… depois essa comichão concentrou se nas minhas coxas bem perto do meu sexo … já não era bem comichão mas uma sensação muito boa que me começava a excitar… o meu corpo ondulava com o prazer que estava a sentir… então uma boca se aproximou da minha roçou nos meus lábios e me despertou de vez… era o P… riu se e mostrou me uma pena de pássaro … depois tranquilamente passou a pena pelo meu rosto e disse que estavam todos a minha espera para jantar… dei um pulo da cama e fui me vestir à pressa … olhei para o espelho o meu cabelo estava horrível deitei me com ele molhado ficou todo levantado… voltei à casa de banho molhei novamente o cabelo e fiz um rabo de cavalo e tudo isto sobre o olhar atento do P que se divertia da minha azafama… sentia me afogueada com toda esta correria… quando cheguei à mesa acompanhada pelo P vi que haviam mais convidados senti me incomodada porque estavam a minha espera para servir o jantar… como se isso não bastasse para me pôr nervosa fiquei sentada entre o Sr. Administrador e o P e com o M em frente… sentia as mãos a tremer… e saber que o P ia me provocar menos tranquilidade me dava…






