sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

... Liberdade


.... Chegamos ao escritório atrasadíssimos, o P. tinha uma reunião importante com um cliente no exterior, haviam processos a preparar para ele levar, tanto no sexo como no trabalho a nossa sintonia era perfeita, não precisava-mos de falar muito, como se um lesse a mente do outro, rapidamente o trabalho ficou feito e ele conseguiu chegar a horas à reunião. Antes de sair beijou me intensamente e avisou que ia chegar tarde e para eu o esperar no nosso cantinho... claro que esperaria por ele. O dia custou a passar, fazia me falta a presença dele… o seu cheiro… a sua voz… o seu olhar… finalmente chegou a hora de sair… passeei calmamente por aquelas avenidas em direcção ao nosso cantinho, absorta nos meus pensamentos não me apercebi que me estava a aproximar de uma manifestação de estudantes… só dei por ela quando quase fui derrubada por eles, saltei para o patamar de um estabelecimento e fiquei a espera que eles passassem. Aquela massa enorme de jovens a gritarem palavras de ordem transportou-me para o passado, não muito longínquo… a minha adolescência… foi como se tivesse entrado na máquina do tempo, e voltasse ao tempo de liceu, em que participei pela primeira vez numa manifestação... contra uma reforma do ensino conhecida por "reforma Haby"... os meus pais, quando ouviram a noticia na televisão sobre a manifestação dos estudantes , proibiram me logo de participar, utilizando argumentos pouco convincentes para a minha teimosia, mas não valia a pena lhes dar luta, os meus argumentos também não os convenciam e o melhor foi dizer lhes que não ia. Os meus pais tinham nascido e vivido num pais de ditadura e eu vivia num pais livre e o facto de eu ser estrangeira, para mim, não era impedimento para eu participar activamente na politica daquele país, o assunto era ensino eu era estudante logo dizia me respeito.
No dia D eu e minha amiga as únicas estrangeiras da turma decidimos alinhar. Foi emocionante andarmos de escola em escola juntar-mo nos a outros alunos, cada vez era-mos mais, era necessário arranjar transporte para chegar a Paris, quando chegamos ao metro é que percebi a dimensão do nosso poder e o significado de "a união faz a força" os funcionários do metro abriram todas a entradas, para que pudesse-mos passar sem pagar obviamente pretendiam minimizar os prejuízos … as pessoas que estavam dentro do metro saíram para nós entrarmos … o poder das massas também pode ser assustador. Chegamos a Paris todo as avenidas estavam inundadas de estudantes, transito cortado, os helicópteros filmavam aquela massa humana eu e a minha amiga escondia-mo nos para os nossos pais não nos verem na televisão. O que era suposto ser uma manifestação pacifica foi se tornando agressiva, as montras dos estabelecimentos foram partidas, os carros parados nas vias foram danificados, há sempre um grupo desestabilizador nestas ocasiões, a manifestação perdeu interesse, há pessoas que não sabem dar valor a liberdade que têm, eu e a minha amiga deixamos a manifestação um pouco decepcionadas, à noite no telejornal, a minha preocupação era se os meus pais me identificassem naquela multidão. Fui despertada do passado pela sirene da ambulância , alguma coisa já estava a correr mal nesta manifestação. Mudei o meu rumo ficava angustiada ao presenciar violência, quando cheguei ao nosso quarto já era muito tarde e o P ainda não tinha chegado, fui me entretendo a ouvir musica… e entretanto adormeci…

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

... No banho




… Um tímido raio de sol bateu me na cara, recusei me abrir os olhos, sentia me como num sonho do qual não queria acordar, era delicioso estar abraçada a ele …corpos nus … colados… quentes… espreguicei me… ele mexeu se… e envolveu me ainda mais … aos poucos a minha consciência foi despertando até que dei um pulo na cama… o meu gesto brusco assustou o… olhou para mim um pouco desorientado, pedi para ele ver as horas… ele também deu um pulo… não era suposto ficarmos a dormir ali, já eram sete horas da manhã, tínhamos de voltar cada um à sua casa, para nos lavarmos , mudar de roupa e regressarmos ao trabalho, vestimo-nos apressados, tinha-mos a roupa espalhada pelo quarto, sempre que eu encontrava uma peça dele atirava lhe e vice versa, não conseguia encontrar as minhas cuecas, remexi aquele quarto que não era assim tão grande e nada de as encontrar, ele ria se e dizia que já estava a ser um habito, desisti e nem esperamos pelo elevador já gasto e lento, descemos as escadas… mas pelo corrimão… que sensação extraordinária… e divertida… desde a escola primária que não fazia esta proeza… sabe tão bem ser criança… mas não podia-mos repetir… num determinado momento senti a madeira a ceder, o edifício era velho… já no carro decidimos que iríamos primeiro a casa dele e depois à minha, as nossa casas estavam localizadas em sentidos opostos, pelo caminho ele põe a mão no bolso e tira a minhas cuecas… e cheira-as enquanto conduz, quando me apercebi puxei lhe o cabelo, fez me andar de gatas pelo quarto todo à procura das cuecas e elas estavam no bolso dele… este homem tirava me do sério, por fim deu-mas e pediu para eu as vestir de seguida… e eu sempre pronta a obedecer lhe … estávamos parados nos semáforos… levantei me ligeiramente para as encaixar perfeitamente e vejo o condutor do meu lado completamente colado ao vidro … corei… e o P só se ria… ele gostava de me ver atrapalhada. Chegamos a casa dele, ele fez questão que eu entrasse, abriu a porta bem devagar para não acordar a mãe, subimos sorrateiros ao primeiro piso, entramos no quarto dele, preparou rapidamente a roupa , deixou me ali e foi tomar banho… eu não resisti e quis assistir sem ele saber a esse momento tão intimo… abri a porta da casa de banho devagar… aquela imagem do seu corpo molhado fez o meu coração saltar… eu tinha de o tocar… tirei a roupa rapidamente… sem ele se aperceber.. encostei o meu corpo nu ao seu… ele estremeceu e abriu os olhos… ele gostou… senti logo o seu sexo a bater me perto do meu… beijei o… a àgua quente misturava se com a minha saliva, quando a minha boca começou a descer … ele desviou se de maneira que agua só lhe envolvesse as costas, ele só queria sentir a minha humidade… desci… ajoelhei … idolatrei aquele instrumento de prazer que me enlouquecia sempre que se agitava… e ele jorrou enlouquecido no meu rosto … a meio do seu gemido… estagnamos… ouvimos uma voz a chamar por ele… era a mãe… mais uma prova de esforço para o meu coração… ele apressou se a responder que estava tudo bem, só tinha batido com o cotovelo na parede… foi o suficiente para desencadear o meu riso … muito mau… ele já me conhecia, saiu rapidamente do banho sem desligar o chuveiro… apanhou uma toalha e foi ter com a mãe, tentando a convencer que estava tudo bem que ainda era muito cedo, para regressar para a cama, enquanto eu lutava para não cair na gargalhada, era mais forte que eu… remexi na minha memória uma situação triste para me desviar da vontade descontrolada de me rir… consegui… quando ele regressou eu estava aninhada no chão com a agua do chuveiro a envolver me… ele não viu mas as minhas lágrimas estavam diluídas na àgua… mas reparou no meu rosto sério… ficou preocupado… distraí o pedindo para me lavar e, carinhosamente lavou me o cabelo… acariciou me o corpo com o sabonete… as suas mãos escorregavam pelo meu corpo, por um momento esquecemo-nos que estávamos com pressa e que tínhamos de ir trabalhar… pegou em mim ao colo… encostou me a parede… e entrou em mim… sem parar de me beijar… os nossos gemidos se misturaram… os nossos fluidos seguiram o percurso da agua… a nossa pulsação acalmou… limpamo-nos rapidamente… pedi-lhe uma camisola dele e umas calças de fato de treino que me caíam pela cinta abaixo e que tinha de segurar com a mão, enfiei os meus sapatos de salto alto, de cabelos molhados, sem roupa interior , lá estava eu pronta para ir embora, uma mão nas calças outra no saco da minha roupa suja, ele seguia à frente dando sinal que podia avançar, a mãe dele já tinha regressada à cama, chegamos ao carro, ele desata a rir descontroladamente, quase que me contagiou, questionei a razão, respondeu me que fiquei muito sexy assim vestida … não me podia esquecer de segurar nas calças quando saísse do carro… a caminho da minha casa paramos para comprar croissants quentinhos , eu não saí do carro, chegamos, os meus pais já tinham saído para trabalhar, ainda bem, passamos pela cozinha disse lhe para ir aquecendo o leite, ele queria me seguir até ao meu quarto para me ver vestir, eu já sabia no que ia acabar, lembrei lhe que já ia-mos chegar tarde a empresa .
Preparei me o mais rapidamente possível, quando regressei à cozinha, o nosso pequeno almoço já estava pronto… café com leite e deliciosos croissants… foi tão bom amanhecer com ele e tomarmos o pequeno almoço juntos…

sábado, 7 de fevereiro de 2009

... Sentido invertido





... Ficamos ainda algum tempo a olharmo nos... de pé... apreciando deliciados as nossas expressões... as respirações aceleradas... aproximamo nos e beijamo nos demoradamente... ternamente... deitamo nos na cama... sem desviar o olhar um do o outro... como se estivessemos a retratar aquela imagem para guardar no album das nossas memórias... senti uma vontade enorme de o devorar... levantei me coloquei outro disco... fui novamente para perto dele... atravessei o na cama... e percorri o seu rosto levemente com os meus lábios... passei pela sua boca... humedeci a até ficar sem folego... segui o percurso até ao pescoço... brinquei com a maça de adão... sempre a achei sexy... levantei lhe os braços que se colaram ao meu corpo... respirei as suas axilas... delirava com o seu cheiro... trinquei os seus mamilos... passeei a minha lingua pelo seu peito... os meus seios chegaram à sua boca... que ele agarrou e sugou com avidez... cheguei ao seu ventre... as suas mãos foram deslizando pelo meu corpo acompanhando a minha descida... com a aproximação da minha boca o seu sexo já erecto bateu me no rosto... o meu sexo chegou à boca dele... o calor da sua lingua me fez estremecer... ele prendeu me as ancas impedindo a minha descida... mantendo o mesmo sentido...viramo nos de lado e fomos nos... lambendo... sugando... beijando... gemendo... humedecendo... contorcendo... e saboreando os nossos fluidos... misturados com os nossos gemidos... mantivemo nos enlaçados durante algum tempo... de seguida voltamos a pôr outro disco e fomos para cima da cama comer algo que providenciei para não termos que recorrer novamente ao vendedor de cachorros ... fomos pondo comida a boca um do outro alternando com beijos... com risos... histórias da nossa infancia... e acabamos por adormecer nos braços um do outro...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

... Voyeur


... No dia seguinte ele chegou mais tarde... estava com ar satisfeito... de vez em quando parecia que assobiava... devia estar a tramar alguma… trabalhamos calmamente... sem nos provocarmos, já sabíamos que íamos estar juntos ao fim do dia. A seguir ao almoço, cheguei mais tarde, fui comprar uma agulha para o gira discos mas não lhe disse nada. A tarde era eu que andava com cara de caso. Estava ansiosa pelo fim de tarde... finalmente chegou... preparamos nos rapidamente e seguimos rumo ao quarto do pintor que ficava nas redondezas. Mal chegamos ao quarto ele tira do bolso uma agulha para o gira discos… eu vou a minha carteira e tiro outra agulha para o gira discos... olhamos um para o outro e rimo-nos como duas crianças... tivemos a mesma ideia... enquanto ele colocava a agulha eu escolhia o primeiro disco... I put spell on you... antes de pôr a tocar … ele beijou me… colando se a mim depois pediu me baixinho para eu tirar roupa ao som da musica... concordei desde que ele também o fizesse ao mesmo tempo... e só me tocaria quando eu dissesse... ligou o aparelho e ... começamos a tirar a roupa lentamente.. acompanhando o ritmo... eu mais insinuosa e provocante… ele fazia tudo para me fazer rir... não tirávamos os olhos um do outro... a roupa saía disparada para o ar... meus olhos desceram para seu peito que ia sendo descoberto por aquelas mãos másculas... meu coração disparou... virei me de costas... desapertei o soutien... atirei o à cara dele... ele apanhou e cheirou o fechando os olhos...virei me para ele com o seios expostos... ele parou extasiado... depois começou a tirar as calças... aquelas coxas... meu deus... já era bem visível o volume entre as pernas… o meu coração acelerou ainda mais... virei me novamente de costas... comecei a baixar as minhas cuecas muito lentamente... baixei me sem dobrar os joelhos... quando ficaram livres atirei lhe também à cara... cheirou sem tirar os olhos de mim... senti-me devorada... era a vez dele de tirar a ultima peça... virou -se de costas também... que vontade de arranhar aquelas costas... mas não podia ser agora... virou se para mim... sustive a respiração... tão imponente... tão majestoso... tão... senti um calor invadir o meu corpo... senti me humedecer... ele vinha em direcção a mim … impedi o ... comecei acariciar o meu sexo... a minha voz saiu rouca quando lhe pedi para ele fazer igual a si mesmo... aquela imagem dele se satisfazendo enlouquecia me... acompanhei com o olhar o seu vai vem… intensifiquei as minhas carícias… senti me a queimar ... e delirei contorcendo me ... e gemi... ainda com a respiração ofegante observo os seus gestos agora mais acelerados … ele fechou os olhos …seu rosto ficou crispado e explodiu perante o meu olhar atento …salpicando me o ventre...



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

... Carpe Diem


… depois de me fazer flutuar, sentou-se na beirada da cama esperando que eu descesse à terra… gatinhei até ele… enrosquei me no seu colo… rocei os meus lábios nos seus, lambendo os de seguida… trinquei o seu lábio inferior… invadi a sua boca… agarrarei a sua língua e suguei a… beijei o seu pescoço… desviei até a sua orelha e sussurrei que o desejava loucamente… gemeu… senti o seu sexo agitar se… estava louco para me possuir, não deixei … pedi sussurrando para permanecer sentado… minha boca foi percorrendo seu peito… seu ventre… ao mesmo tempo que o meu corpo escorregava pelo dele até eu ficar de joelhos no chão… saboreei o minuciosamente, ele estava muito perto da explosão… levantei me virei me de costas para ele que ainda permanecia sentado na beirada da cama e sentei me no colo dele… fazendo o entrar em mim… inclinei me ligeiramente para a frente e comecei a baloiçar as minhas ancas… senti as suas unhas a deslizar levemente nas minhas costas… seguiram se os seus gemidos … eram tão excitantes… ainda sentada em cima dele … acariciei me e voltei a flutuar… deita mo nos abraçados … e desfrutamos daquele silencio que nos permitia ouvir a nossa respiração e o bater dos nossos corações… quando nos decidimos preparar para sair já era quase meia noite, comecei apanhar a minha roupa que estava no chão e vi debaixo da cama um caixote… tive que ir espreitar … tinha lá dentro um gira discos, alguns discos e livros, deviam ser do tal estudante… não resisti e quis pôr o gira discos a tocar… faltava lhe a agulha… e eu que queria pôr à prova os dotes de dança do P. Acabamos de nos vestir e começamos a sentir fome, esta fome só podia mesmo ser saciada com comida mesmo, aquela hora só nos restava o vendedor ambulante de cachorros.. enquanto comíamos veio à memória a nossa noite no aubergue e a sua saída para o aeroporto… afinal ele tinha ido buscar a irmã, ela vivia em Itália e veio a Paris para escolher o vestido de noiva… ironia do destino… o avô veio para França para fazer fortuna e os netos agora regressavam as origens… não me podia esquecer que o P dentro de seis meses iria trabalhar para Itália mas … de momento não queria pensar muito nisso… carpe diem

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

... O esboço



… Antes de entrarmos no escritório ele beijou me e pediu me para não o provocar havia muito trabalho a ser feito naquele dia, não nos podíamos distrair. Nem saímos para almoçar. Dona L. trouxe nos o almoço, almoçamos rapidamente sem largar os papeis, as vezes eu olhava discretamente para ele … o jeito de ele franzir a testa quando lia um processo… ou quando ele apertava os lábios… ou quando ele passava as mãos pelo seu cabelo eram suficientes para me pôr o coração aos saltos… as vezes ele surpreendia-me a olhar para ele e eu disfarçava, outras vezes era ele que me observava …. conseguimos chegar ao fim do dia sem nos tocarmos. Na hora de sair ele disse que tinha uma surpresa para mim…. saímos rapidamente… entramos no carro… e não me disse onde íamos … eu estava em pulgas e já me ria por dentro tudo o que viesse dele só podia ser bom… chegamos perto de um edifício antigo mas bonito… subimos um elevador também antigo com grades, viam se a pessoas que iam dentro… naquela hora íamos sozinhos… meu coração ia batendo cada vez mais forte… o que estaria ele a tramar… chegamos ao ultimo piso que era o quinto, subimos mais umas escadas … ele abriu uma porta … entramos num espaço que parecia ser umas àguas furtadas… havia uma cama de ferro… já não vi mais nada… beijamos … devora mo nos… ama mo nos com tanta sofreguidão e tanta urgência … que nem chegamos a utilizar a cama… já mais calma… enrosquei me num lençol e comecei a verificar melhor o espaço… só tinha uma cama e uma cómoda… o anterior inquilino devia ser algum estudante de pintura… existiam alguns esboços de corpos nus na parede… havia um cavalete com algumas folhas ainda por usar… o P. sentou se todo nu a frente do cavalete e disse me para eu fazer pose e destapar mais o corpo ... ia me desenhar… não o levei a sério e só me dava vontade de rir… mas ele começou a ficar muito sério… e lá me convenci que me ia mesmo desenhar… ele apontava o lápis na minha direcção, com um ar muito profissional… mas apesar de toda esta concentração os lábios dele tremiam ligeiramente… sempre que eu me queria aproximar para ver o que ele estava a desenhar … ele dizia para não me mexer … comecei a queixar me do cansaço… por fim ele pára… olha satisfeito para a sua obra… põe se de pé… chama-me para eu ver… olho para o papel só vejo rodinhas e riscos ondulados… olho para ele furiosa e ainda me diz a rir que é arte abstracta digna de um Picasso … dei lhe um beliscão… arrancou me o lençol… pegou em mim ao colo… atirou me para cima da cama e disse “ agora vou te desenhar da melhor maneira que sei” e as suas mãos e a sua boca percorreram todo o meu corpo da cabeça aos pés com tanta precisão e tanta sabedoria que me enlouqueceu de prazer…









sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

... No dia seguinte


... No dia seguinte de manhã e já mais calma, veio me à memoria o olhar dele ao despedir-se de mim, quando me levou a casa… tão terno… tão arrependido, mas eu estava demasiado furiosa para perceber. Quando cheguei ao elevador ele já la estava, evitei o olhar dele, só para ele pensar que eu ainda estava aborrecida, eu sabia que já não estava imune ao seu olhar, e queria que ele sofresse um pouco mais. O elevador já estava cheio… fiz tudo para ficar mesmo em frente a ele... mas de costas... ficamos mesmo encostados… senti o seu cheiro… como da primeira vez que nos conhecemos, só que desta vez era eu que o ia pôr nervoso... deslizei a minha mão por trás de mim.... e toquei o seu sexo... ele estremeceu... de maneira bem visível... não estava a contar... eu tentava ficar com a cara o mais séria possível... o elevador começou a subir...eu continuei acaricia-lo... ele tossiu para disfarçar o nervosismo...mas eu continuei... as pessoas foram saindo... eu ia ajustando a distancia entre nós... sem parar de acariciar... ele já estava excitado... o volume denunciava o... senti um calor no meu rosto... eu própria já me sentia húmida... ficamos só três... distanciei-me um pouco... e ficamos atentos ao terceiro elemento... chegamos ao piso 9 ele saiu... mal ficamos sozinhos atiramo-nos nos braços um do outro.... e... beijamo-nos... beijamo-nos... beijamo-nos... não conseguiamos parar de beijar... o seu corpo estava colado ao meu... a fricção provocada pelo movimento das nossas ancas... levou nos para outra dimensão e não demos pela paragem do elevador no piso 12...nem quando ele recomeçou a descer... e os beijos continuavam sem parar... o contacto do seu sexo duro de encontro ao meu… mesmo por cima da roupa... levou-me ao êxtase... e gemi ... dentro da boca dele... no preciso momento em que o elevador pára num piso qualquer... alguém entra... o P . abraça se a mim de maneira que não me vejam a cara e saímos do elevador...estavamos no piso 6... subimos ao piso 7 pelas escadas... e esperamos que o elevador subisse... olhamos um para o outro e soltamos uma gargalhada… por fim disse me que gostava do som da minha gargalhada mas tinha de arranjar outra maneira de me fazer rir sem ser a fazer cócegas ... e pôs a mão no arranhão que tinha na cara... o elevador chegou e começamos a falar de trabalho era urgente acabar o terceiro processo que ficou inacabado devido as nossas loucuras …





terça-feira, 13 de janeiro de 2009

... Tortura


…De seguida virou –me de frente… sentiu os meus seios gelados de estarem encostados a parede… afagou os com as suas mãos… e cobriu a minha boca de pequenos e rápidos beijos… e entre beijos perguntou me porque me estava a rir com Dona L…. respondi lhe que eram assuntos meus, e sempre entre beijos ele quis saber quais eram os assuntos e eu não estava interessada em dizer lhe quais eram, começou a fazer me cócegas… e eu não suporto cócegas, entre risadas cada vez mais fortes fui lhe pedindo para parar, mas nunca ninguém nos leva a sério quando dizemos não a rir… aninhei me… rolei pelo chão tentando escapar dele… o meu riso já era uma gargalhada bem sonora sem descanso… prendeu me as pernas com o seu corpo, continuando com uma situação que o divertia mas que a mim sabia me a tortura… ele não viu o meu desespero, e eu já não estava em mim… doíam me as costa de tanto rir, e o riso transformou se em choro de raiva , comecei a agredir lhe e a gritar para parar… só assim é que ele parou , mas eu não parei continuei com os braços no ar a tentar acertar lhe, primeiro ficou espantado, depois preocupado com a minha atitude, numa tentativa de me acalmar, deitou se em cima de mim, prendeu me os braços e começou a beijar me por todo o rosto, com palavras doces... pedindo desculpa, mas a minha raiva estava no auge e demorei a acalmar... o meu corpo tremia… os meus soluços foram diminuindo, até ficar tudo em silencio, só ouvíamos as nossas respirações... sentamo-nos… ele pôs se à minha frente pegou nas minhas mãos … depois levantou o meu rosto e fitou os meus olhos ainda húmidos… o seu olhar era tão terno.. eu sabia que ele estava arrependido, e que aprendeu que nunca mas nunca mais me deve fazer cócegas, pelo menos enquanto tiver o arranhão na cara, não se ia esquecer de certeza… levantei me … tentei apertar a blusa … mas faltavam alguns botões… lembrei me depois que foi ele na ânsia de me possuir que os fez saltar… pedi lhe para me chamar um táxi, aquela hora já tinha perdido o ultimo autocarro, ele disse que me levava… ao descermos no elevador fomos separados e em silencio … eu evitava o seu olhar e ele pela primeira vez não tentou me tocar…

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

... O castigo

(foto de Francesco Copolla)
… Recompus-me e fui espreita-lo, estava sentado com as mãos atrás da cabeça , com os olhos fechados, em que estaria a pensar? Este homem enlouquecia-me, porque não me respondeu a dizer quem ela era? Levantou –se e foi à casa de banho… devia estar em fogo também… aproveitei e fui ter com Dona L. e com o pretexto da beleza daquela mulher perguntei lhe se sabia quem era … irmã, respondeu ela… pedi para repetir… irmã do P. repetiu dona L., toda eu me iluminei, eu não sabia se ria ou se chorava de alegria... eu pulava… e repetia…. irmã… e cada vez ria mais alto, soltando toda a minha angustia acumulada… até Dona L. ficou contagiada com o meu riso e já ria sem perceber nada, de repente cala-se olhando para trás de mim, lá estava o P. encostado a porta a olhar para nós, muito sério, o meu riso esmoreceu, mas a vontade de amar aquele homem cresceu dentro de mim, apeteceu me correr para os seus braços e dar lhe a minha boca para ele beber, mas contive me. Em tom seco, deu me instruções de trabalho urgente para ser feito antes de sair, estava a obrigar me a ficar depois da hora, acenei com a cabeça. Ele continuava encostado à porta, sem tirar os olhos dele… entrei fazendo roçar… os meus seios… nos seus braços… que estavam cruzados. Voltei ao trabalho. quando terminei o primeiro processo, fui lhe entregar e à frente dele… tirei as cuecas… mas fiquei com elas… voltei ao meu gabinete, para preparar o segundo processo, depois de concluído coloquei as minhas cuecas dentro da pasta e fui lhe entregar, não esperei que ele abrisse, voltei para terminar o ultimo processo, fiquei a olhar para o relógio para ver quanto tempo ele ia resistir… passado dez minutos ele entrou feito louco pelo meu gabinete… levantou-me da cadeira… esmagou me os lábios com fúria,, abriu-me a blusa fazendo saltar alguns botões… expos os meus seios, apertou os com vontade,… virou-me de costas… encostou os meus seios à parede fria… arrepiei…e adorei… por baixo da saia as suas mãos iam subindo… apertou-me as nádegas zangado…os seus gemidos furiosos perto dos meus ouvidos… enlouqueciam me e aumentava o meu desejo de ser possuída por ele… abriu ligeiramente as minhas pernas e entrou em mim com a mesma fúria com que me beijou e rapidamente deliramos de prazer… fiquei com o meu corpo fervendo encostado aquela parede fria até a nossa respiração voltar ao ritmo normal, depois ele disse me ao ouvido… ela é minha irmã… sorri…

domingo, 4 de janeiro de 2009

... Cara a cara


... As lagrimas foram secando... fui ficando mais calma... tentando aceitar que ... possivelmente o meu envolvimento com o P. tinha acabado.... não muito resignada , envolvi-me no trabalho até à hora do almoço. Estava na nossa hora e ele ainda não tinha chegado mas também não esperei, precisava de tomar ar. Deambulei pelas ruas de Paris, com as mãos nos bolsos, olhando em redor sem ver, só o pensamento estava consciente... concentrando se naquela noite no aubergue, a ultima vez que estivemos juntos. Acabei por regressar ao piso 12 sem saber como. A meio da tarde aconteceu o que eu mais temia... o P. chegou... mas... chegou com ela... um tremor invadiu o meu corpo... supliquei baixinho para que ele não me chamasse... não queria vê-la de novo, mas, claro que a telepatia ali não funcionou, e ele pediu para lhe levar os relatórios que preparei de manhã. Enquanto ele fazia as apresentações... ia-me devorando com o olhar... fiquei desorientada com o atrevimento dele, olhar me daquela maneira à frente dela... obrigando me a engolir em seco... ela tinha o apelido dele... e era mais bonita do que me tinha parecido no restaurante... entreguei lhe os relatórios rapidamente e virei costas... fiquei tremula de raiva... não conseguia mais trabalhar... fiquei atenta aos movimentos dos dois... entretanto ela foi embora… segui o ruído dos passos dele… estava aproximar-se de mim…. fiquei com um nó na garganta … veio até junto de mim… sustive a respiração… olhos nos olhos… ele agarrou me para me beijar… enquanto me dizia que morria de saudades minhas… com um esforço sobre humano desviei a boca… ele ficou atónito… agarrou me com mais força… insistiu… estava a ser difícil resistir lhe… eu não podia deixa-lo avançar sem saber quem ela era… e perguntei lhe… ficou com um olhar enigmático e não me respondeu… continuou a olhar para mim… não me beijou mais, mas acariciou os meus seios com mestria, eu bem tentava resistir mas o meu corpo me traía ,ele sabia o poder que exercia em mim, de seguida a sua mão deslizou por entre as minhas coxas, afastou o tecido fino e suave que cobria o meu sexo e acariciou o tornando o ainda mais húmido, tentei em vão abafar os pequenos gemidos de prazer que ele me proporcionava… de repente parou… encostou as suas coxas às minhas … senti o seu sexo poderoso por baixo das suas calças… depois afastou se e foi-se embora… deixando me ali sozinha … em fogo… como se me quisesse castigar… Estava demasiado excitada para acabar assim… e continuei o que ele começou,…fazendo questão de gemer bem alto para que ele ouvisse…

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

... O vazio

(foto de Thomas Doering)




…. Tentei me lembrar do que se tinha passado na noite anterior mas em vão, só serviu para aumentar a dor de cabeça, nunca gostei de beber demais, sempre quis ter o controlo da situação, ter a consciência do que fazia e este vazio incomodava – me, apesar de a minha amiga E. me ter garantido que não fiz nada que me pudesse arrepender, só que ela não parava de rir. Fiquei o domingo todo de ressaca. Segunda feira cheguei ao piso 12 com o coração acelerado e o corpo todo a tremer, ter visto o P. com outra mulher provocou um vendaval dentro de mim, não sabia como olhar para ele e quanto mais eu me aproximava do escritório mais eu tremia, até a voz tremeu ao dar bom dia a Dona L. que me cumprimentou com a sua habitual simpatia e foi me informando que o P. não vinha de manhã mas deixou instruções de trabalho. Se por um lado senti me aliviada por não ter de o encarar… por outro lado… fiquei triste a pensar que… eles estavam juntos… possivelmente até… dormiram juntos… as lágrimas caíram descontroladamente… mas porquê?... porque razão eu fiquei assim? Não nos conhecemos a não ser fisicamente… não fizemos juras de amor… simplesmente fizemos sexo… intenso… divino… completo…. mas só sexo… fechei os olhos e veio me à memória os seus beijos… o seu toque… o seu cheiro… comecei a deseja-lo e imaginei-o a acariciar-me… a minha mão deslizou pelas minhas coxas… e foi subindo… acariciei me… beijei os meus dedos como se fossem os seus lábios… as lágrimas continuavam a rolar pela minha face… intensifiquei as minhas caricias e gemi baixinho num misto de prazer e dor…

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

... Dor no peito

(foto de Alvaro Rioseco)
… Quando acordei demorei algum tempo a perceber onde estava e o que estava ali a fazer. Estava sozinha no quarto do aubergue, vi um bilhete na almofada era do P. “ desculpa te deixar só, não te acordei porque já estava muito atrasado, já estão à minha espera no aeroporto, depois explico te, beijo”. Agarrei me à almofada dele para sentir o seu cheiro e de olhos fechados veio me à memória a noite anterior… suspirei… espreguicei me….e… ahahahah… dei um pulo da cama… não podia ser tão tarde!!!! Não tardava estariam a bater à porta para eu sair. Vesti me apressadamente e dirigi me à recepção a correr e quase esbarrei com o empregado que já tinha instruções para me pôr fora do quarto…. que nervos… detestei o olhar dele. Dormi a manhã toda, agora tinha de acelerar, estava longe de casa e além dos compromissos que tinha reservado para esse sábado fui convidada para uma festa de aniversário da minha amiga E. Durante a tarde não parei de pensar no P. quem teria ele ido buscar ao aeroporto? Será que o Sr administrador desistiu da viagem? Se for verdade o P. segue o seu rumo para Itália e eu regresso ao piso 8… fiquei tão angustiada com esse pensamento. Entretanto chegou a hora de ir a festa da E. Apanhei boleia de outras colegas e fomos para um restaurante Marroquino, para nos deliciarmos com o típico couscous. Estávamos bem alegres e bem dispostas, quando o P. entrou acompanhado com uma belíssima mulher… o meu sorriso congelou… ele não me viu… sentou–se mais a frente de costas para mim…e a mulher que o acompanhava ficou de frente… senti me a ficar ruborizada… senti algo dentro de mim a doer… entrei dentro de um túnel sem som… eu só os via aos dois… ouvia muito ao longe alguém a chamar por mim… mas… só respondi quando me sacudiram… e me fizeram sair do túnel, eram as minhas colegas que estavam preocupadas com a minha reacção. Tentei disfarçar o melhor que pude… mas não consegui tragar mais nada … mil pensamentos povoavam a minha mente, afinal que sabia eu daquele homem?… seria casado?... noivo?... entregamos nos aos prazeres da carne sem sabermos nada um do outro… nunca fizemos perguntas… simplesmente nos entregávamos sem reservas… afinal o que sentia eu por ele? amor?,… atracção física?... eu não sabia…só sabia que me doía e muito vê-lo ali acompanhado por aquela mulher. Não sei a que horas acabou o jantar só sei que fui arrastada dali porque nem conseguia me levantar… ainda brincaram comigo a pensarem que eu tinha bebido demais… eu estava atordoada sim … mas não era da bebida, pelo menos naquele momento. Não me lembro de ter entrado na discoteca … nem de ter saído… só sei que acordei em casa da minha amiga E. com uma grandessíssima dor de cabeça...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

... No aubergue

… Nenhum de nós tomava a iniciativa de ir embora, era bem visível nos nossos olhares o desejo que sentíamos um pelo outro… a ansiedade ia crescendo… a necessidade de nos tocarmos também…. Procuramos um aubergue ali perto… na recepção senti que olhavam par mim como se eu o tivesse conhecido naquela noite… não me importei… quando estava com ele nada mais me importava… mal perdemos de vista a recepção, começamos a correr para o quarto… famintos um do outro… entre beijos e carícias fomos atirando a nossa roupa pelo ar… nem ligamos a luz… a luminosidade que vinha do exterior era suficiente para apreciarmos os nossos corpos… e nos amarmos… e nem sequer nos deitamos na cama… fomos atraídos pela luz que vinha da janela… olhamos para o exterior… a lua cheia mirava se no sena… sorridente… cúmplice… ele por trás de mim beijava me o pescoço… falava me ao ouvido…baixinho… fazendo me estremecer…. enquanto a sua língua me percorria as costas as suas mãos deslizavam pelos meus seios… meu ventre… meus gemidos iam se intensificando… inclinou me ligeiramente… apoiei-me no parapeito da janela… sua língua subiu pelas minhas coxas ávida por chegar ao meu sexo húmido e ansioso pelo toque dele… fiquei louca de desejo… gemi cerrando os olhos… depois de me saborear entrou em mim… os nossos movimentos ritmados faziam parecer que a lua dançava ao nosso ritmo… os movimentos se intensificaram…nossos gemidos se misturaram… nossos fluidos se fundiram… e a lua reluzia… fomos para a cama e pela primeira vez deixamo nos adormecer sem receios de sermos apanhados...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

... Passeio nocturno


… Já era tarde … estava na hora de irmos embora… por mim ficávamos ali…. a noite toda no sofá do escritório… reparando na minha preguiça ele foi me vestindo... intercalando com beijos e isso ainda me dava mais vontade de ficar mas… resisti e não o provoquei. Descemos o elevador… àquela hora estávamos completamente sozinhos… olhei para ele com malícia… ele percebeu… riu-se… aproximou-se de mim beijou-me deliciosamente e ficou abraçado a mim até chegarmos ao piso 0. Em vez de chamar um táxi ele quis me levar a casa. Andou às voltas por aquelas avenidas, também lhe estava a custar separar se de mim, íamos ficar um fim de semana sem nos vermos. Ainda não tínhamos jantado e os nossos corpos já estavam a reclamar do vazio. Ele parou perto do Sena , procuramos um vendedor de hot dog, e fomos comer perto do rio. A noite estava fria mas o céu estava luminoso assim como toda cidade, que àquela hora estava adormecida, uma sensação de paz e felicidade invadiu todo o meu ser, se pudesse parava o tempo para desfrutar mais longamente aquele momento… não precisávamos de falar … os nossos pensamentos entendiam se e comunicavam em segredo … ficamos ali… em cima da ponte a olhar a àgua a correr… e a comer os hot dog … entre trocas de beijos…

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

... Sous le ciel de Paris

… Deitamo-nos no sofá, tanto eu como ele não tínhamos pressa em nos separarmos, já estávamos juntos há 3 horas, claro que já não tinha autocarro para regressar a casa, mas isso não me preocupava, era tão bom estar nos seus braços que mais nada importava… tínhamos de encontrar um espaço só para nós, onde não fossemos interrompidos…. e… já deixamos marcas das nossas aventuras na alcatifa … no sofá… e está a ser difícil elimina-las o que irá pensar o Sr. Administrador quando regressar do estrangeiro… pensando nele, recordou-me, novamente, o romance dele com a Dona L, e o primeiro ninho de amor que eles tiveram num bairro simples de Paris. Eram umas águas furtadas envidraçadas, e enquanto ela me confidenciava o seu segredo, o seu olhar ficava ausente como se tivesse a viver esses momentos noutra dimensão, momentos delirantes sobe o olhar atento das estrelas… ou momentos intensos com a musica da chuva a cair … ou com a beleza da neve . Estremeci com estes pensamentos, ele abraçou me e perguntou se eu tinha frio, aproveitei para lhe falar em termos o nosso espaço, ele achou boa ideia, tínhamos de falar com dona L. para nos ajudar a encontrar o nosso ninho… e continuamos deitados saboreando a pele e o cheiro um do outro…

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

... Instinto animal


… E a vontade de continuar foi crescendo, desci…beijei o seu pescoço… demoradamente… e ele continuava adormecido… fui descendo sem parar de olhar para ele … não sabia se ele estava a tentar resistir me se estava mesmo adormecido …a veia no seu pescoço denunciava o ….mas…. podia estar a sonhar e a gostar… continuei a descer… demorei no seu ventre… seu sexo agitou se… mas ele continuava com aspecto de quem estava a dormir… já era altura de ele começar a gemer… contornei o seu sexo … desci para as coxas… minha língua passeava … vagarosa… parei perto dos joelhos … depois subi por entre as coxas… fui me aproximando… fiquei com a certeza que ele estava a atentar resistir… seu sexo não parava... expectante… os músculos do rosto se contraíam… isso excitou me… divertiu me… cheguei bem perto daquele majestoso músculo… beijei o… humedeci o… parei … sentei me no chão … olhando para ele sentado no sofá simulando que estava a dormir… ele abriu o olho para espreitar o que eu estava a fazer… soltei uma gargalhada… ele também… deitou se em cima de mim beijou me avidamente… devorou o meu corpo… humedeceu me… pôs me de quatro no sofá… entrou em mim… deliciosamente… passeou as suas unhas pelo meu dorso… pelas minhas nádegas… mordiscou me o pescoço… sentimo-nos como dois felinos… rugimos… juntos…




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

... Je ne regrette rien...


…” Não me arrependo de nada , voltaria a fazer tudo igual “ disse-me ela. “cada momento vivido com este homem foi intenso e inesquecível nunca teria sido igual se tivéssemos casado, as noites de solidão, os dias que ele passava em família, foram largamente compensados” e recordou com emoção uma das viagens que fizeram a Londres. Ele marcava sempre as visitas a clientes para as sextas-feiras , embarcava sempre à quinta–feira ao fim do dia, e Dona L embarcava sempre no dia seguinte depois da hora do expediente, para não darem pela falta dela, ele depois ia esperar por ela ao aeroporto e seguiam para o hotel. Nessa viagem ela teve uma surpresa, quando chegou ao quarto do hotel, tinha em cima da cama uma belíssima lingerie vermelha, claro que naquela época não seriam tão ousadas , mas eram muito requintadas, e vivendo eles em Paris, capital da moda, eram de certeza peças com muito glamour. Ela ficou deliciada com a maciez e beleza das peças. Ele saiu do quarto para ela vestir a lingerie e esperou na salinha. Quando ela apareceu ele ficou sem fala , ela sentiu se como uma rainha , disse ela, que o olhar dele valeu por todas as palavras. Eu sabia como era esse olhar, o filho dele o P... o homem que estava nos meus braços tinha o mesmo olhar, estremeci só de pensar... olhei para ele adormecido... comigo no seu colo beijei-o ternamente….

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

... O segredo de Dona L.

… e enquanto ele passava a mão pelos meus cabelos… pelo meu rosto… pelo meu corpo… como se quisesse guardar na memória cada linha, cada curva do meu corpo, eu ia pensando na felicidade que este homem me estava a proporcionar e até quando ela iria durar…e veio me ao pensamento a conversa que tive com Dona L. ao almoço. Quando era mais nova ela teve um envolvimento com o pai do P., sim com o Sr administrador, pai do homem que estava nos meus braços. Na época ele ainda era um estudante universitário e ela mais velha que ele 5 anos , empregada do avô do P. O avô era italiano imigrou para França para fazer fortuna e conseguiu. Era uma pessoa austera, e muito conservadora o que era de esperar para a época, e não viu com bons olhos o envolvimento daqueles dois, uma simples empregada de escritório não era suficiente para o seu filho e numa tentativa de os separar enviou o filho para Inglaterra acabar os estudos. O que existia entre os dois era muito forte… e mais forte ficou porque foi proibido e sempre que ele vinha a casa nas férias escolares arranjavam maneira de se encontrarem as escondidas, dizia ela que as minhas peripécias amorosas com o P. lhe faziam lembrar o seu passado. Andaram anos às escondidas até que a pressão para ele casar era muita, ele era filho único e era preciso perpetuar o nome da família… ele sugeriu lhe várias vezes fugirem juntos mas ela dizia sempre que não. Ela achava de não tinha o direito de o separar da família, havia uma empresa a gerir, centenas de postos de trabalho a assegurar e ele era o único sucessor. Ele acabou por casar com alguém de quem gostava, mas que nunca chegou a amar. A Dona L. nunca casou, mais nenhum homem lhe interessou, mais nenhum homem conseguiu lhe despertar as mesmas emoções que ele, mas ela não deu hipótese a mais nenhum, o mundo dela limitou se aquela empresa.
Nos primeiros anos de casado, eles evitaram se, mas o que existia entre eles era mais forte e voltaram a envolverem se e ainda continuavam juntos … limitou se a ser a outra quando tinha todo o direito a ser a única….

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

... Mimos


… Foi bom ter almoçado com Dona L., foi uma companhia agradável e tranquilizadora, e contou-me coisas interessantes sobre ela, agora entendo a cumplicidade dela em relação a mim e ao P. Quando regressamos ao piso 12 o P. não estava tinha uns compromissos fora da empresa. Foi melhor assim, de manhã estava demasiado transtornada e pouco trabalhei tinha de me esforçar um pouco mais à tarde para pôr o trabalho em ordem. Às cinco horas ele chegou, veio directo ao meu gabinete, queria saber se já tinha resolvido o meu problema familiar, primeiro olhou me com preocupação depois com ternura … desviei o olhar para não cair na tentação de o abraçar…ele deu um passo na minha direcção… fiquei em sobressalto…. desistiu e regressou ao gabinete dele. Às seis preparei-me para sair, ele perguntou se eu não queria ficar mais um pouco… entrei numa contradição inexplicável… desejava aquele homem mas… já não conseguia fazer amor no local de trabalho pelo menos naquele dia… mas... não sabia como lhe explicar isso sem contar a verdadeira razão… concordei em ficar…. ele foi fechar a porta principal… entretanto sentei-me no sofá… comecei a ficar tensa…. ele sentou–se à minha beira, olhou-me bem nos olhos… aproximou a boca dele na minha muito lentamente… gelei por dentro… ele percebeu que alguma coisa me perturbava... suplicou que lhe contasse o que se passava comigo mas, não saía nenhuma palavra. Abraçou-me e docemente foi beijando o meu rosto sem me tocar nos labios, mimou me tanto que não consegui conter as lágrimas que caíam descontroladamente, era mais forte que eu , chorei durante algum tempo até as lágrimas secaram por si… de seguida as nossas bocas se procuraram naturalmente e entreguei-me sem reservas as carícias daquele homem, que me amou sem urgência, vagueou pelo meu corpo calmamente, beijou cada centímetro da minha pele, me fazendo estremecer a cada toque, aplicando toda a sua sabedoria só para me dar prazer esquecendo se de si próprio, a intensidade do seu toque fazia-me agitar as ancas cada vez mais, enlouquecendo-me gradualmente até ao êxtase final. Ele pousou a cabeça no meu colo enquanto eu acalmava a minha respiração e meu coração… de seguida ... despi o fixando o seu olhar... sentei-me no colo dele... o seu sexo erecto e agitado entrou dento de mim... beijei o demoradamente ... ainda tinha o meu gosto na sua boca... baloicei calmamente olhando sempre para ele, gradualmente fui aumentando o ritmo até o fazer explodir dentro de mim…e ficamos assim nos braços um do outro algum tempo…



quarta-feira, 19 de novembro de 2008

... O ùltimo aviso

… Cheguei a casa fui directa para o chuveiro, incomodava-me o cheiro daquele canalha, esfreguei o meu corpo com raiva, e gritei como se o meu grito lhe espetasse no peito. Tive um sono muito agitado. De manhã acordei com umas olheiras enormes. Dirigi-me ao trabalho decidida a fazer qualquer coisa para travar aquele pulha. Quando estava a chegar ao elevador o H. estava à minha espera , começou a pedir mil desculpas, ignorei o e entrei no elevador, ele também entrou , a essa hora já estava quase cheio e encolhi me o mais que pude só para ele não me tocar mesmo sem querer. Quando chegamos ao piso 8, saímos os dois, ele preocupado pergunta-me onde vou, respondi “segue-me e verás”. Fui falar com o meu chefe do 8º piso (ainda o considero meu chefe porque quando o Sr Administrador regressar, de principio, voltarei ao piso 8 ). O meu chefe, o Sr. M., era boa pessoa, infelizmente era tio do H. Informei o do ataque que o sobrinho me fez no elevador e que se houver uma próxima, vou me queixar à policia. Da primeira vez que ele me beijou contra a minha vontade, eu queria fazer queixa dele à Administração mas o Sr, M. implorou-me que não o fizesse na certa o iriam despedir.
Várias pessoas do gabinete souberam o que ele fez porque como lhe ferrei a língua ele não pode comer durante uns dias, e os colegas de trabalho ainda se riram à custa dele.
Desta vez não podia me queixar à administração porque quem a representa é o homem com quem passo a minha hora do almoço a fazer amor, e não o quero envolver. O Sr. M. ofereceu-se para ir a policia comigo se eu quisesse ir já fazer queixa, mas decidi lhe dar mais uma oportunidade para se comportar como um homem mas era a ultima.
Enquanto o H. ouvia sermão do tio eu continuei para o piso 12. Tinha de arranjar uma desculpa para não ficar com o P. na hora do almoço, naquele dia não ia conseguir fazer amor com ele. Quando entrei a Dona L. avisou-me que o P. já tinha perguntado por mim.
Nem um sorriso consegui esboçar, fui directa para o meu gabinete tentando evitar me cruzar com o P. Mas pouco adiantou ele chamou por mim, reparou logo que qualquer coisa não estava bem, mas inventei um problema familiar e aproveitei para lhe informar para não contar comigo na hora do almoço. Abraçou-me de uma forma tão carinhosa que não consegui segurar uma lágrima que me rolou pela face mas consegui limpar sem ele ver. Quando chegou a hora do almoço pedi a Dona L. se podia ir almoçar com ela, precisava de falar com alguém…