segunda-feira, 17 de maio de 2010

... O vestido de noiva









As caixas que nos entregaram para acondicionar as roupas da mãe do P eram de grande porte, seria impossível o P as carregar com uma mão do primeiro piso para o rés do chão e eu sozinha também não podia, por isso estendemos uns lençóis no hall da entrada e atirámos a roupa do primeiro piso para baixo, quando os armários do quarto da mãe dele ficaram vazios descemos para acondicionar a roupa nas caixas e por fora escrevemos “Cruz vermelha”… enquanto o P ligava à irmã para Itália lembrando que a casa ia ser vendida e como queria que se fizesse em relação aos seus pertences eu subi novamente para o quarto da mãe dele …existia uma arca que me despertou a curiosidade … estava ansiosa por a abrir… sempre achei que as arcas muitos misteriosas… estava fechada … lembrei me ter visto uma chave num guarda jóias … era a chave certa… por cima tinha um vestido antigo de baptizado… a seguir o vestido de noiva da mãe do P… já o tinha visto numa foto … nunca percebi o entusiasmo das minhas amigas por um vestido de noiva … entrar numa igreja assim vestida nunca fez parte do meu imaginário… nem todo aquele ritual que envolvia o casamento em que tudo era encenado… com horas marcadas para tudo… em que nada era espontâneo… com promessas que sabem que não vão cumprir mas na hora preferem fazer de conta que sim… para mim amar era muito mais simples não eram preciso protocolos, assinaturas, alianças que eu considerava algemas… mas mesmo assim apeteceu me experimentar o vestido para ver se algo mudava em mim… nada… não senti nada … era um vestido bonito só… estava um pouco largo… levantei a saia de um lado e prendi com uma jóia de maneira que a perna e parte da coxa ficasse a mostra… com outra jóia prendi um pouco de tecido de maneira a evidenciar mais o decote… prendi o cabelo no alto da cabeça com algumas pontas caídas… passei um pouco de rímel e batom… o P. pôs um disco a tocar e chamou por mim para lancharmos… desci as escadas devagar … descalça … quando cheguei à sala ele estava de costas… perguntei “o cavalheiro dança? ” quando me viu ficou atónico… não conseguiu falar … eu senti que ele gostou do resultado mas ficou com duvidas quanto ao seu significado como se eu lhe estivesse a enviar alguma mensagem que ele não queria decifrar… não dei importância… encostei me a ele e dançamos em silencio… sem sapatos o meu rosto ficou ao nível do seu coração que batia descompassadamente… quando a musica acabou dei lhe um breve beijo na boca e voltei para o quarto… tirei o vestido… coloquei o delicadamente em cima da cama olhei mais uma vez para arca que eu sentia tinha muitos mistérios para desvendar e desci para lanchar… o P estava sentado no sofá muito pensativo… o que teria ele pensado…

quinta-feira, 15 de abril de 2010

... A revelação



…Dirigimos nos à casa de banho lentamente … ainda atordoados… estes momentos mesmo breves eram de uma intensidade avassaladora… tomamos banho rapidamente sem beijos e carícias…não convinha molhar novamente as ligaduras… já era tarde mas continuávamos agitados e sem sono… mas com fome … preparamos chá e torradas e fomos para a sala comer e ouvir musica… o P descobriu discos antigos dos anos 60 supostamente da mãe … enquanto ele seleccionava os discos … eu apreciava os seus movimentos… as suas expressões… pequenos pormenores que me deliciavam… aquele cabelo negro um pouco longo já… no qual eu adorava passar os meus dedos… aquele olhar escuro … profundo … penetrante que me punha as pernas a tremer… aqueles lábios que nunca me cansava de beijar… o pescoço… adorava quando ele engolia em seco … as mãos… grandes … tão sábias no seu jeito de percorrerem o meu corpo … ele interrompeu os meus pensamentos mostrando me um disco de Gigliola Cinquetti chamou lhe atenção porque estava autografado pela cantora com dedicatória a mãe dele… pôs o disco a girar … não percebi quase nada do que ela dizia mas a melodia era suficiente para entender … ficamos quietos … sem emitir uma única palavra … aquela canção estava a provocar nos emoções muito fortes… o meu coração começou a bater com muita intensidade … quando o disco acabou ficamos um pouco em silencio… ele pôs o disco a tocar novamente… levantou me para dançar e foi me traduzindo a canção baixinho ao ouvido enquanto os nossos corpos se moviam lentamente … naquele momento tive a certeza de… céus como amava aquele homem… senti as lágrimas a correrem pelo meu rosto… porque doía assim tanto? porquê? não tive tempo para questionar mais nada senti a sua boca a roçar a minha com ternura… sorveu as minhas lágrimas… os nossos robes caíram no chão… fizemos amor na carpete do chão da sala... com suavidade… lentamente prolongando o momento… acabamos por adormecer abraçados… ao fim de algumas horas acordamos com frio e com dores no pescoço… subimos para o quarto ensonados e voltamos adormecer… mais tarde acordamos sobressaltados com um barulho enorme... parecia que estavam a pôr a porta abaixo… estávamos nus … os robes tinham ficado na sala… descemos a correr vestimos os robes e fomos abrir a porta esbaforidos e confusos… deparamos com um homem ainda mais confuso que nós… mas o P conheceu o era um trabalhador da produção da empresa tinha instruções para nos entregar caixas de cartão... já há muito que estava a tocar à campainha ... como ninguém respondia decidiu esmurrar a porta… descarregou as caixas e só depois de ele ir embora é que nos apercebemos da hora … 11 horas … estava na hora de preparamos o almoço …

quinta-feira, 25 de março de 2010

... A voz





Na manhã seguinte levei o P à clínica para trocar as ligaduras… levou um raspanete da enfermeira por as ter molhado, eu bem tinha tentado secar mas a tala que estava em contacto com a pele ainda estava húmida… de seguida levei o para casa e fui para o escritório… ao fim do dia de trabalho cheguei a conclusão que já não se justificava a minha presença naquele piso Dona L era mais que suficiente…. O Sr. Administrador chamou por mim deduzi que ia ser dispensada e teria que regressar às minhas antigas tarefas no piso 8… mas não… pediu me para tratar dos pertences da falecida esposa… entregar as roupas numa instituição e encaixotar o restante… de seguida seriam os seus próprios pertences … ele agora vivia com Dona L tinha de levar as suas coisas para casa dela… fui assim dispensada de comparecer no escritório… telefonei à minha mãe avisar que ia jantar e ia levar companhia… já estava com saudades de ver os meus pais e falar um pouco com eles… fui buscar o P … pelo caminho dei lhe conhecimento das intenções do pai dele… agradeceu a minha disponibilidade… e passou a mão dele pela minha coxa … beijou me o pescoço e disse que ia ser óptimo… íamos estar mais tempo juntos e sozinhos… o jantar foi divertido, os meus pais não falavam francês correctamente embora percebessem tudo o que se dizia, e falavam muitas palavras em português mas o P pacientemente lá ia percebendo eu nem me dava ao trabalho de traduzir achava piada aos gestos que eles trocavam e a concentração que ele fazia para os entender… já passava da meia noite quando saímos de lá … separei roupas mais praticas para levar para esta minha nova tarefa… já em casa do P quando estavamos a subir a escadaria para o piso dos quartos ele segurou me pela cintura e foi me perguntando como se dizia em português certas palavras de cariz sexual … ouvir aquele franco-italiano proferir palavras na minha língua materna com aquela voz rouca e com sotaque era de facto excitante e dito tão perto do meu ouvido… fazia me estremecer … sentir a respiração dele no meu pescoço… era no mínimo provocante … já no topo das escadas encosto o à parede aproximo os meus lábios dos dele sem os tocar … apalpei o seu membro… senti o crescer… ele continuava a pedir palavras cada vez mais sensuais… eu já escorria… infiltrei a minha mão por dentro das suas roupas… ele fervia… baixei lhe as calças… deslizei os meus lábios e língua pelas virilhas… gemeu e começou a trocar as palavras… levantou me … encostou me à parede… virou me de costas… afastou a cuequinha e entrou em mim… permaneceu quieto durante algum tempo… só queria me sentir … lambia me e beijava o pescoço… falava me ao ouvido em sussurro … os arrepios que ele me provocava faziam me contrair a vagina e eu sentia o mais duro dentro de mim, a minha anca exigia movimento… ele retinha propositadamente… a sua intenção era intensificar o meu orgasmo… instintivamente levei a mão ao clítoris … tinha necessidade de extravasar… ele pediu me para aguentar mais um pouco… sentia me perto da loucura… fui contraindo cada vez mais a vagina … apertava o mais que podia o seu pénis e ele viu se obrigado a ceder iniciando o tão desejado vai vém que nos fez explodir em uníssono…

segunda-feira, 1 de março de 2010

... Ciúmes




... Deitei me por cima do seu corpo nu... concentrei me nos batimentos rápidos do seu coração até voltarem ao seu ritmo normal... o nosso silencio tornou se pesado... os meus beijos... e as minhas carícias… não foram suficientes para o tranquilizar … a pergunta ainda pairava na sua mente mas eu sentia que ele tinha receio de a formular... e eu não estava preparada para a ouvir... levantei me e fui tomar banho ... fechei os olhos e deixei me envolver pela agua quente ... assustei me com o som da sua voz tão perto de mim... ele entrou dentro do chuveiro perguntando o que havia entre eu e o M... o seu olhar penetrou me … eu queria dizer que senti curiosidade e desejo ... e que as circunstancias ajudaram a satisfazer essa curiosidade ... foi um envolvimento passageiro ... do qual não me arrependo mas que não teve significado… mas… eles eram irmãos… preferi omitir a verdade... não valia a pena... mais uns meses e cada um seguiria a sua vida ... respondi que éramos só amigos ... "os teus olhos dizem mais que as tuas palavras" disse me ele... fiquei com um nó na garganta... custava me imenso mentir lhe mas não podia ceder... fiz me de zangada e atirei lhe à cara o período em que a mãe dele faleceu e ele me ignorou e se afastou de mim como se me culpasse pelo que tinha acontecido com à mãe e o M foi compreensivo e carinhoso... só isso... foi o ombro amigo que precisei... ele ficou um pouco confuso… dei como encerrada a discussão e comecei a ensaboar me freneticamente... senti a sua mão a deslizar pela minha pele... aproximou-se de mim até me encostar à parede… levantou me o queixo … beijou me suavemente… depois senti os seus lábios a deslizarem pelo pescoço… continuaram a descer… e quanto mais desciam mais as minhas ancas se agitavam… ajoelhou se… fez me sentir a sua língua macia e quente provocando me pequenos choques eléctricos até à explosão final… voltou a beijar me fazendo me sentir o meu gosto… ficamos abraçados com a agua a correr pelos nossos corpos… senti algo encharcado encostado a mim… aquele doido meteu se debaixo do chuveiro sem proteger a mão lesionada, as ligaduras ficaram todas molhadas… saímos do chuveiro… depois de absorver a agua com a toalha tentei secar as ligaduras com o secador de cabelo … enquanto eu barafustava com ele pela sua irresponsabilidade ele ria se acabando por me contagiar e pondo me a rir também... senti me mais leve...


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

... O abraço




... Durante a refeição o sr administrador anunciou que ia vender a casa ... ia finalmente viver a tempo inteiro com a mulher da sua vida... dona L... era lindo o amor que eles tinham um pelo outro ... será que se eles tivessem casado contra a vontade dos pais do Sr administrador ainda estariam tão apaixonados? impossível saber... foram impedidos de partilharem uma vida em comum mas ... permaneceram sempre lado a lado numa grande cumplicidade... agora que ele ficou viúvo já podiam partilhar a mesma casa.... o M já tinha a quinta …o P ia para Itália, a irmã deles que vivia em Itália cujo casamento foi adiado devido ao falecimento da mãe também não tinha ideias de regressar a França, a casa ia ficar abandonada... os filhos concordaram com a decisão do pai... afinal aquela casa abrigou um casamento de faz de conta ... todos souberam sempre da existência da Dona L ... e conseguiram conviver sem ódios... sem ressentimentos... o exemplo disso era o bom relacionamento entre o M e o P apesar de serem meios irmãos... custava me imenso que o M sentisse por mim algo mais intenso … eu não queria ser motivo de discórdia entre os dois. A seguir ao almoço o M regressaria a Reims… para alivio meu... se pernoitasse em Paris teria que partilhar a mesma casa que eu e o P e não me iria sentir bem... quando chegamos ao edifício do escritório o M despediu se de todos e deixou me para o fim... sussurrou que queria falar comigo a sós... o P ficou pensativo e o Sr administrador franziu a testa quando lhes disse para seguirem para o escritório que eu iria depois... quando ficamos sós o M olhou me bem nos olhos e perguntou se eu amava o P … respondi lhe que não sabia se era amor mas fosse o que fosse era bom e de momento era com quem eu queria partilhar os meus dias … de seguida perguntou se eu estaria disposta a ir para Itália com o P … fiquei em silencio por uns tempos … por fim respondi que não com um nó na garganta… abraçou me… soube me bem aquele longo abraço amigo… depois beijou me rapidamente nos lábios e foi se embora… aquelas perguntas do M inquietaram me... ele tocou num ponto que eu tentava não pensar muito… como iria ser quando o P fosse para Itália… sacudi a cabeça e recusei continuar a pensar no assunto… repetia mentalmente “vive o momento” … “vive o momento”… quando cheguei ao piso 12 senti o peso dos olhares do pai e do filho como se me interrogassem silenciosamente embora por motivos diferentes… ignorei e vinguei me no trabalho. À noite jantamos em silencio o P continuava a interrogar me com o olhar … senti que ele estava com medo das palavras… mais concretamente com medo das minhas respostas… nem ousou me tocar… depois de muito hesitar… perguntou se havia algum problema… não respondi … peguei na mão dele levei o até ao quarto … despi o suavemente alternando com longos beijos… deixei os meus lábios percorrer todo o seu corpo… amei o com toda a doçura … saboreei o com toda a gula … fiz lo gemer com toda a satisfação

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

... Provocação






... Chegamos ao elevador... sempre repleto aquela hora ... coloquei me de frente para o P servindo de escudo para não lhe magoarem a mão que ele tinha ao peito, apoiada numa écharpe... a sua mão esquerda segurava a pasta de executivo... senti o tão desprotegido ... e eu com uma vontade enorme de lhe fazer uma maldade... ao verificar que ele tinha as mãos praticamente ocupadas vi ali uma oportunidade de o provocar... estávamos muito próximos... ele evitava olhar para mim ... como se adivinhasse os meus pensamentos… ele sentiu que eu ia aprontar alguma... a minha mão foi directa ao ziper das calças e bem devagar abri o... olhei para o seu rosto ... a sua maçã de adão movimentou se ... os seus olhos suplicaram para que eu parasse... o meu dedo acariciava o seu sexo docemente... senti o a endurecer … trinquei os lábios para não rir com o seu embaraço ... o numero de pessoas à nossa volta ia reduzindo... retirei o dedo mas não fechei o ziper... afastei me ligeiramente dele... chegamos ao piso doze... ele não disse nada ... abri a porta do escritório já estava lá o meu ex chefe do piso oito... o P já não podia contra atacar... trabalhamos toda a manhã... quando nos estávamos a preparar para ir almoçar, chegou o Sr. Administrador, com a Dona L... foi o M que os trouxe de Reims no carro dele... o P não se mexeu... a ultima vez que esteve com o pai tinham discutido... era bem visível o brilho de emoção nos olhos do Sr Administrador ... abraçou o filho com preocupação... a seguir foi o M abraçar o irmão depois de me ter beijado no rosto... achei que já não estava ali a fazer nada e com o pretexto de ir almoçar tentei escapar, mas o Sr. administrador fez questão que almoçássemos juntos... mas antes de sairmos falou baixinho com o P... este olhou para baixo e viu o ziper das calças aberto... o P tentou fechar com a mão esquerda mas não conseguiu, ou fez de propósito para não conseguir depois olhou para mim e descaradamente pediu para eu o fechar... todas as pessoas presentes naquela sala sabiam que eu e o P tínhamos uma relação muito intima mas não consegui evitar um rubor na face quando lhe fechei o ziper com todos a olhar para nós... dirigimos nos para o restaurante... o P escolheu uma mesa de costas para uma parede e fez questão que eu me sentasse do lado esquerdo dele, enquanto esperávamos pelas refeições, quase dei um pulo da cadeira quando senti a mão dele a deslizar lentamente pela minha coxa... pouco a pouco os seus dedos se infiltraram para me tocar mais intimamente ... fiquei agitada... nervosa... estava a ser difícil me concentrar nas perguntas que o Sr Administrador me fazia ... como se isso não bastasse... o M não parava de me olhar ... os dedos do P continuavam a tocar me e a aquelas carícias eram uma tortura deliciosa… sentia me um rio … agarrei a mão do P para o impedir de continuar mas só piorou … ele encostou os seus lábios ao meu ouvido e sussurrou que me desejava fazendo me estremecer com um beijo no pescoço … o pai ficou radiante com tanta intimidade, o irmão, o M. baixou os olhos … senti a sua tristeza… senti me no meio de um conflito de emoções … sentia me quase a explodir… a única maneira de travar o P foi pisar lhe o pé com o tacão do meu sapato … ouvi o gemer e … felizmente chegou o empregado para nos servir…

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

... Sono profundo





… durante o jantar lembrei lhe que era necessário avisar o Sr. Administrador do seu estado, era necessário assinar alguns documentos importantes, com a mão naquele estado o P não o podia fazer… o seu maxilar contraiu-se … deve se ter lembrado da ultima discussão que teve com o pai … não devia estar com vontade de lhe falar pelo menos para já, eu disse lhe que não me importava de ser eu a comunicar … ele sorriu e beijou me … continuamos a falar de trabalho… quando acabamos de jantar liguei para Reims , foi o M que atendeu… reconheceu a minha voz… senti que ele ficou agitado e animado por me ouvir … o pai não estava, ele e Dona L foram convidados para jantar com uns amigos, expliquei lhe a situação do irmão e que era urgente o Sr. Administrador assinar uns documentos … depois de desligar … vieram me ao pensamento fragmentos de momentos íntimos que partilhei com o M, momentos já passados, uma página que virei e ficou devidamente arrumada na minha caixinha de memórias, mas para ele ainda não passou... senti... pelo tremor da voz dele, teria de evitar a sua presença para não o magoar... senti me exausta … o P também… fomos nos deitar bem juntinhos e só acordamos assustados com o despertador… andamos os dois atarantados a tentar encontrar aquela máquina infernal para a fazer calar e… demos uma cabeçada um no outro … e aquele toque não parava … quando finalmente se calou.. gritou o P... desligou o com a mão errada… arrepiou me só de pensar na dor que ele sentiu… mas depois só me dava vontade de rir das figuras que fizemos … e não consegui parar de rir… ele aproximou se de mim com ar ameaçador … e eu só ria ainda mais … com um braço enlaçou me pela cintura … levou me até à parede, prendeu me as pernas entre as suas coxas … olhou bem nos meus olhos … o seu olhar ficou com um brilho que eu conhecia bem … malicioso … quando ele me beijou o pescoço… e a sua mão acariciou os meus seios… o meu riso ficou mais calmo… aliás parou… e comecei a deleitar me com as suas carícias… cerrei os olhos… o meu corpo estemecia … ele sabia onde me tocar… aqueceu me… incendiou me e parou… dizendo que estava na hora de ir trabalhar… fiquei furiosa já não era a primeira vez que ele interrompia de propósito, ele adorava fazer isso … eu até podia me tocar e me satisfazer à frente dele … mas entrei no jogo dele… apalpei o… estava duro… portanto tanto excitado quanto eu … o dia ia ser animado… quem conseguiria aguentar mais tempo a excitação? Vestimos nos e fomos para o escritório… fomos em silêncio… e com um sorriso nos lábios … cada um ia a pensar na estratégia para provocar o outro…

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

... Loucuras





… O gosto a salgado foi diminuindo mas o beijo foi intensificando … a respiração ruidosa… o desejo crescente… apertamos o abraço… eu gemeu… não de prazer … mas de dor… esqueci que ele estava magoado na mão… arrepiei me só de imaginar a dor que ele sentiu… ele sorriu tentando acalmar a minha aflição… distanciei me dele e quis saber como se tinha magoado… esmurrou a parede zangado com ele próprio por ter gritado comigo no escritório… que loucura… senti me tão mal… não ia poder mexer a mão durante um mês… almoçamos… eu tinha de ir para o escritório à tarde , ele teria de ficar… fui à farmácia comprar os analgésicos que ele esqueceu quando saiu do hospital… obriguei o a tomar os comprimidos e fui trabalhar… quando cheguei ao 12 º piso já lá estava o meu antigo chefe um pouco zangado havia muito trabalho a fazer… depois de lhe explicar onde fui na hora do almoço riu-se com ar um pouco malicioso… fiquei ansiosa o resto da tarde só pensava no P … foi com alivio que vi a hora da saída chegar… fui às compras o P não tinha nada em casa para jantar… passei por casa para pegar nas minhas roupas… e fui ter com ele … recebeu me com um lindo sorriso e um doce e longo beijo desta vez tive o cuidado de me distanciar dele… depois de preparar o jantar decidi que ele tinha de tomar um banho… envolvi a mão dele com um plástico… despi o… ele deixava se conduzir… despi me… ele com ar divertido… eu muito séria no meu papel de enfermeira… passei lhe a água suavemente pelo corpo… depois ensaboei o … sentir o seu corpo estremecer ao meu toque fez me engolir em seco… concentrei me na minha tarefa… estava a ser difícil … o seu corpo reagia visivelmente… ele queria me tocar… demovi o … quando terminei de o lavar o membro dele estava completamente erecto… não resisti … baixei me… beijei o … acariciei o… deixei o passear na minha boca e... saboreei o seu néctar … fiquei excitada… mais uma vez não deixei que ele me tocasse… toquei me eu… e sob o seu olhar gemi de prazer… ele ficou novamente erecto … ajudei o a limpar se … estava na hora de cortar barba… a ideia me ver de gillete na mão não lhe agradou muito mas convenci o … continuávamos nus… sentei o numa cadeira… sentei me ao colo dele… e comecei a deslizar a lamina pelo seu rosto… perdeu a tesão… eu mordia o riso… tentando me concentrar nesta árdua tarefa … barba muito rija… para se sentir melhor ele ia me dando orientações … mas eu não precisava… eu já tinha apreciado muitas vezes o meu pai a fazer a barba … sabia como fazer… ele continuava tenso… parei um pouco…acariciei o seu membro que não demorou a reagir … fiz lo entrar em mim… e ficamos assim quietos … continuei o meu trabalho… fazendo um esforço para não baloiçar… assim tão perto dele era mais difícil… mas acabei … só lhe fiz dois cortes… pequeninos… limpei lhe a cara e passei os meus lábios por aquela pele macia… beijamos nos intensamente… e tendo o cuidado para não lhe tocar na mão …comecei a baloiçar no seu colo… até explodirmos em uníssono… de seguida fomos jantar…

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

... Emoções





… Saí dali sem rumo certo … todo o meu corpo tremia… sentia uma carga energética dentro de mim que precisava de ser consumida… e caminhei… caminhei sem destino… com passo zangado… pensamentos furiosos… por momentos dei por mim a falar sozinha em voz alta… não sei quanto tempo caminhei … só parei quando fui vencida pelo cansaço e pela fome… já me sentia mais calma… olhei em redor para me localizar… estava parada em frente ao aubergue onde estive com ele … o meu coração disparou… o meu pensamento foi povoado por belos momentos vividos com este homem… foram muitos e sempre tão intensos… já estava com saudades de sentir os seus braços à minha volta… de sentir a sua boca roçando na minha… o seu cheiro … o seu olhar que me despia… este homem punha me louca… uma dor no estômago lembrou me que precisava comer qualquer coisa … parei numa esplanada … uma voz familiar chamou por mim… era Madame Janine, a dona do quarto do pintor… mais recordações que me emocionaram… mas foi bom encontrar la... sempre bem disposta... conversa agradável… tinha historias divertidas da sua juventude… com homens claro… quando me despedi dela fiquei com vontade de ver o P … mas achei que não era boa altura para regressar ao trabalho … eu tinha o rejeitado de manhã … era melhor dar um tempo … no dia seguinte regressei ao trabalho… ia um pouco apreensiva não sabia que reacção ele ia ter… o escritório estava vazio… os processos que ele atirou pelo ar continuavam pelo chão… comecei a pôr os processos em ordem … fiquei sem saber o que fazer com as sucessivas chamadas telefónicas que esperavam por uma resposta dele… tive de recorrer ao meu antigo chefe do piso 8… gelei quando ele me informou que o P teve de ir ao hospital no dia anterior… tinha uma fractura na mão… ele não podia conduzir… fiquei confusa … que teria acontecido… já não ouvia mais nada… desliguei o telefone sem pensar bem no que estava que fazer… assustei me quando o telefone voltou a tocar… era o meu chefe do piso 8 a reclamar porque desliguei o telefone… e lá me foi dando as instruções que eu precisava… foi difícil me concentrar no trabalho… imaginei o só naquela imensa casa… sem comer… certamente com dores… reparei que as chaves do carro dele estavam em cima da secretária… queria dizer que o carro dele estaria lá em baixo… uma onda de alegria me invadiu… comecei a trabalhar com outro animo… quando chegou a hora do almoço… peguei nas chaves do carro dele… fui comprar o almoço para ele e para mim… e arranquei direcção à casa dele… foi com tremor e com o coração aos saltos que toquei à campainha … ninguém atendeu… premi mais uma vez o botão mas desta vez não despeguei o dedo… ouvi o a barafustar do outro lado da porta … sorri de alivio… abriu a porta e parou estupefacto … ele tentava falar mas as palavras não saíam… os meus olhos ficaram húmidos perante a visão daquele rosto em sofrimento e em desespero… entrei … ele continuava desorientado… fechei a porta… aproximei a minha boca à dele e beijei o com doçura … senti um gosto salgado … eram as suas lágrimas … que se juntaram às minhas…

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

... Raiva





… Nos restantes dias da semana não voltamos a tomar banho juntos… nem fizemos mais amor… no escritório o trabalho era muito, não havia pausas … o P andava frenético … imparável … nem se lembrava das horas do almoço nem das horas de saída… só relaxava na hora do jantar… sempre tardia… ele fazia questão de ser ele a cozinhar … eu ficava preguiçosamente a apreciar os seus gestos … a mestria com que ele cortava os legumes… a comida preferida dele só podia ser italiana… ele também não sabia cozinhar mais nada … mas fiquei a gostar… não me cansava de admirar o seu rosto… a sua boca… aquelas mãos… mas estava decidida a não o provocar… passávamos o serão a ver fotos de família … entretanto chegou o fim de semana o P tinha de voltar a Reims para trazer o pai de volta … não me apeteceu ir com ele… queria estar com a minha amiga E … dançar um pouco… estava a precisar de extravasar… de rir muito e consegui me divertir imenso mas claro que tive de me sujeitar ao interrogatório da E… “quem é P ?” …”como o conheceste ?” … “vais para Itália com ele ?” tive de omitir alguns pormenores, mas estava mesmo a precisar de falar um pouco com ela para me sentir mais leve… Na segunda feira a seguir entrei no escritório leve … solta… sorridente… estranhei a Dona L ainda não estar … o P já estava a trabalhar… a barba por fazer… estremeci … ficava lhe bem… sobressaía-lhe os lábios… humedeci os meus … estava com uma vontade enorme de me atirar nos seus braços… mas ele nem me olhou e estava com ar zangado… deve ter corrido mal o fim de semana… iniciamos o trabalho… ele estava demasiado tenso… um pouco rouco… lembrei me das correcções que o Sr administrador fez a certos processos e informei o … olhou para mim e explodiu… estava possesso… nunca o tinha visto tão zangado … nem quando a mãe faleceu… descarregou em mim toda a raiva acumulada porque tinha percebido o estratagema do pai para o convencer a ficar a gerir a empresa… sentia se encurralado entre a vontade de seguir o seu sonho e o amor que sentia pelo pai preocupado com o futuro da empresa… três filhos e todos eles viraram as costas à empresa… mas eu não tinha culpa de nada e não estava disposta a ouvir os desabafos dele daquela maneira… não daquela maneira… atirou os processos que pousei em cima da secretaria pelo ar… virei costas… fui ao meu gabinete … peguei nas minhas coisas com intenção de sair dali rapidamente, eu tremia de raiva não estava em condições de trabalhar … pelo menos naquele dia … quando ele se apercebeu que eu ia embora barrou me a passagem… desviei me mas ele não desistiu prendeu me contra a parede… senti me esmagada … tentou me beijar a força… desviei a boca… estava demasiado zangada para que a sua proximidade exercesse o efeito habitual em mim… aquela barba que momentos antes achei atractiva ... picava-me o rosto... debati me para me soltar ... estava a ser difícil … ele não desistia… eu não estava disposta a ceder… a força dele era superior à minha… tive de mudar de procedimento… sem intenção ele já me estava a magoar… e eu estava com vontade de o esbofetear … de lhe atirar com qualquer coisa a cabeça mas … parei de lutar… fiquei estática… ele beijou me ferozmente… não correspondi… a suas mãos percorriam o meu corpo com alguma pressão… eu continuava fria … sem um estremecimento… sem um sinal de calor… sentia me um corpo morto… finalmente ele percebeu… parou incrédulo… olhar confuso… pediu desculpa… não lhe respondi… virei costas e fui embora… quando cheguei ao elevador… relaxei … o meu corpo começou a tremer e as lágrimas rolaram descontroladamente pelo meu rosto... eu queria ser amada com paixão ... não com raiva...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

... O colo





… Saímos da casa de banho com as toalhas a cobrir os nossos corpos … o P abraçou me por tràs... aproximou a sua boca ao meu ouvido e perguntou se podia dormir na minha cama … queria adormecer encostado a mim e sentir o meu cheiro… nesse preciso momento tinham chegado ao primeiro piso o Sr. Administrador mais os convidados que iriam passar lá noite, não pude disfarçar o rubor que invadiu a minha face com todos aqueles olhares divertidos focados em nós... principalmente o olhar de satisfação do Sr. Administrador convencido que o plano dele tinha resultado… o P hesitou mas fiz lhe sinal que podia entrar no meu quarto… trocamos alguns beijos aconcheguei me a ele e adormeci imediatamente… estava cansada … foram muitas emoções fortes vividas nos últimos dias… quando acordei o P já não estava na minha cama … já era quase meio dia, dei um pulo da cama e vesti me a correr… estavam todos no alpendre…menos o P e o Sr administrador… senti os olhares maliciosos… deviam estar a imaginar eu e o P nas mais rebuscadas posições, mal eles sabiam que eu dormi toda a noite como uma pedra... entretanto o P chama por mim… o pai decidiu ficar uma semana com dona L. naquela casa, o P ficaria de novo à frente da empresa e eu teria de substituir Dona L… mais um estrategema do Sr. Administrador para eu e o P ficarmos mais próximos… anotei todas as recomendações de Dona L sobre os assuntos da empresa, a seguir ao almoço preparamos nos para a viagem , despedi me do M com tranquilidade a minha curiosidade em relação a ele já estava satisfeita, a sua presença já não me excitava … todos os meus sentidos voltaram a ficar centrados no P… a nossa química era perfeita … perfeita demais para durar para sempre… mais uma vez neguei olhar para o futuro só queria viver o presente… a viagem foi tranquila… paramos em alguns sítios pitorescos para apreciar a paisagem… deixou me casa … demorou alguns minutos a partir como se me quisesse pedir algo e não tivesse coragem… não reflecti e deixei o seguir viagem. Foi um fim de semana muito intenso sentia me exausta. No dia seguinte foi estranho entrar no elevador que me levaria ao 12º piso, lembrei me da primeira vez que vi o P … fechei os olhos e enquanto era transportada revivi aquelas sensações maravilhosas que ele me fez sentir … foi a suspirar que entrei no escritório o P já lá estava, sorriu quando me viu mas senti o abatido, começou logo a falar de trabalho… só paramos para almoçar e à tarde voltamos a trabalhar com ritmo acelerado, ele estava frenético tive de lhe lembrar que já estava na hora de ir embora… percebi que algo se passava ... ele dormiu no escritório,... desde que a mãe faleceu foi a primeira vez que ele entrou em casa... não conseguiu ficar lá sozinho… perguntei se queria que eu ficasse a dormir com ele enquanto o pai estivesse em Reims… não precisei de ouvir a resposta, o brilho do seu olhar disse tudo. Os meus pais já se estavam a queixar de nunca me verem em casa .... sempre preocupados com a falta de descanso e a minha magreza… eu entrava acelerada dava lhes muitos beijos e abraços e saía a correr… fiquei uma semana em casa do P … nos primeiros dias evitamos a casa de banho onde encontramos a mãe dele caída sem sentidos... até a mim me fazia confusão, mas a casa de banho do piso 0 era minúscula para fazermos amor e quase sempre acabava em risada e alguns acessórios partidos eu ainda continuava com o período… a meio da semana decidimos utilizar a outra casa de banho… estávamos um pouco constrangidos ... a imagem do corpo inerte da mãe dele não nos saía da cabeça... demoramos algum tempo a tocarmos nos… ele não conseguiu a erecção … beijei o com toda a ternura possível … nessa noite não fui eu que dormiu no colo dele … foi ele que dormiu no meu…

quinta-feira, 30 de julho de 2009

... À flor da pele




… Os convidados eram amigos de longa data do Sr. Administrador e Dona L… estavam ligados a vinicultura… o assunto discutido à mesa só podia ser sobre as colheitas… fiquei a saber pela primeira vez o que motivava o P a ir para Itália, ele queria se dedicar à vinicultura … os terrenos pertenceram ao seu bisavô, segundo ele era uma boa casta mas o bisavô teve que desistir por razões politicas na época do Mussolini, teve de abandonar o país e o P sentiu o apelo para seguir as pisadas do bisavô… fiquei triste… pensativa … por uns momentos abstrai me daquelas conversas … só via os rostos… a Dona L e Sr. Administrador com semblante triste… o P muito empolgado a falar no seu projecto com os convidados… o M estava calado… ora olhava para o irmão ora olhava para mim… travava uma luta entre o amor que sentia pelo irmão e o desejo que sentia por mim… eu … sentia me embriagada… mesmo sem beber… levantei me da mesa precisava tomar ar… saí para o exterior… para o silencio da noite… algum tempo depois senti alguém perto de mim… era Dona L…. sentiu a minha tristeza … queria saber o que eu sentia pelo P. … não soube o que responder… falamos sobre o plano do Sr. Administrador para convencer o P. a ficar… avisei Dona L. que nunca forçaria o P a desistir do seu sonho… só nos conhecíamos há menos de dois meses o que estava acontecer entre nós era muito bom mas podia ser passageiro… eu não queria pensar no futuro… só queria viver o momento… se a conversa à mesa me entristeceu a conversa com Dona L. não foi melhor… ficamos um pouco em silencio que foi interrompido pelo P que nos veio chamar… tinham decidido jogar bilhar… Dona L seguiu à frente … o P atrasou o passo e beijou me longamente… senti o calor da sua mão no meu seio… seguimos para um subterrâneo da casa que eu desconhecia, foi uma divisão que criaram no tempo da invasão alemã , onde escondiam “les partisans” os elementos da resistência francesa contra os nazis, essa divisão foi transformada em salão de jogos… no centro do salão estava uma mesa de bilhar… nunca tinha jogado… o Sr. administrador tratou logo de formar pares … e incumbiu o P de me ensinar a jogar… e claro aquela cabecinha do P ficou logo com ideias… ele sabia que as minhas costas eram um ponto erógeno muito forte… um leve toque nas costas conseguia me dar mais prazer que um toque nos seios… e quanto mais leve era o toque mais louca de desejo eu ficava… um simples sopro me fazia estremecer… com o pretexto de me ensinar a jogar ele usou e abusou discretamente desses toques que me punham ao rubro… mesmo os toques por cima da roupa me provocavam… para mim estava a ser mais difícil o provocar… mas sempre que ele se aproximava de mim por traz desde que o ângulo me protegesse da visão dos outros eu tocava lhe no sexo… eu adorava estes jogos de provocação… sozinhos ou com gente por perto eram sempre excitantes… era um jogo de resistência … quase sempre ficávamos empatados… e eu humedecia … aliás comecei a achar que estava demasiado húmida… mais que o habitual… decidi ir a casa de banho… estava com o período… nem me lembrei que estava na altura de vir, e como preparei o saco a correr nem vim preparada para tal… tive que improvisar… já não ia haver a desejada noite de amor com P… em quinze dias só fizemos uma vez no prado à tarde como aperitivo a prever uma longa noite só para nós… depois da decepção a minha mente perversa começou a funcionar... o P ainda não sabia … ele ia continuar a provocar me … e eu ia tentar o provocar ainda mais… e na hora de ficarmos sós … iríamos cada um para o seu quarto… senti que fiquei com um sorriso maquiavélico… regressei ao salão estavam à minha espera , era a minha vez de jogar… estava a participar em dois jogos… o do bilhar e o da sedução… íamos ficar os dois sedentos e sem nos podermos saciar … mas era mais forte que eu … sempre que havia oportunidade… continuava a provocar o P com mais intensidade… ele também não perdia uma… acho que o jogo ficou tão intenso que nos esquecíamos que estávamos acompanhados… já estávamos no ponto em que se ficássemos sozinhos iríamos cair nos braços um do outro com fúria… claro que perdemos todos os jogos de bilhar… a nossa concentração estava noutro jogo… até que ele me disse ao ouvido: “ vamos sair daqui ?” aproveitei para falar discretamente à Dona L sobre o período, prontificou-se logo a sair comigo do salão para me ajudar … depois dirigi me para o meu quarto … fiquei à espera dele … eu sabia que ele vinha… estava excitadíssima e ao mesmo tempo divertida … ele entrou feito louco abraçou se a mim … beijamos nos com loucura … sedentos… as nossas mãos frenéticas passeavam por cima da roupa… quando a mão dele me ia arrancar as cuecas segurei a … olhou para mim sem perceber … aproximei a minha boca do seu ouvido e disse lhe baixinho que estava com o período… ele sentia se a explodir de desejo… andou para a frente a para trás … inquieto… o volume do seu sexo era bem visível através das calças … eu mordia os lábios para não rir .. mas toda eu tremia de excitação … como eu desejava aquele homem… encostei me a ele… beijei o … deixei que a minha boca percorresse o seu pescoço… o seu peito … fui descendo … libertei o eu sexo mais duro que nunca… saboreei o … ele interrompe… queria entrar em mim … precisava de me sentir … compôs se… pega na minha mão e leva me até a casa de banho… entre beijos sedentos fomos tirando a roupa… encaminhamos nos até ao chuveiro… e tocamos nos sem receios… sem pudores… senti tudo com maior intensidade… entrou em mim mais desejoso que nunca … e delirei intensamente … senti naquele momento que ele era importante para mim… nossos fluidos misturam –se na agua corrente com alguma cor…

quarta-feira, 22 de julho de 2009

... O cio




… Fiquei mais um pouco à entrada de casa… dei um tempo para eles tomarem banho … tínhamos de partilhar a mesma casa de banho… e eu não queria ficar muito perto deles… entretanto subi para o primeiro piso… a casa de banho ainda estava ocupada… entrei no meu quarto e fui logo agarrada pelo M…. ainda estava molhado do banho gotas de agua escorriam do seu cabelo… aquele contraste frio quente arrepiou me… estremeci… eu já não pensava em mais nada… precisava de aliviar o fogo que me queimava… correspondi aos seus beijos e às carícias frenéticas … a toalha que o cobria caiu e senti o seu sexo bem duro no meu ventre… estávamos demasiado acesos para preliminares… era urgente a satisfação imediata… estávamos sedentos e esfomeados … ele pegou me ao colo … entrou em mim… abracei o pela cintura com as minhas pernas … agarrou me a cabeça e enquanto me beijava com fúria as suas ancas iam de encontro às minhas como um mar revolto contra as rochas… gememos em uníssono tentado abafar o ruído mordendo os lábios… os nossos corações pareciam tambores e ficaram mais acelerados ainda quando ouvimos a porta da casa de banho abrir era o P…. fui a correr fechar a porta do quarto à chave… ele era bem capaz de entrar no meu quarto só para me provocar … em que loucura eu estava metida… desde que conheci o P sentia me um animal com cio permanente e como se isso não bastasse o irmão dele também tinha que mexer comigo… esta situação já me estava a preocupar … durante anos fiquei indiferente a todos os homens que me abordavam e agora tinha de me interessar logo por dois irmãos… eu tremia sentada no chão… encostada a porta… e senti o P a mexer discretamente na maçaneta da porta… ele queria me apanhar de surpresa… o M. olhava para mim também preocupado… pedi lhe para manter distancia de mim enquanto estivéssemos juntos naquela casa … eu não sabia como me ia aguentar mais um dia naquela casa naquele clima … demos um tempo para o P entrar no quarto dele … espreitei para o corredor … dei sinal para o M. sair… de seguida fui tomar banho… fiquei um longo momento a sentir a agua a cair no corpo… e a reviver os acontecimentos daquele dia que ainda não tinha terminado… ri ao lembrar me quando rebolei no prado com o P… fiquei séria quando revivi os momentos amorosos de Dona L com o Sr. Administrador… e fiquei preocupada porque mais uns segundos e o P dava comigo e com o irmão enrolados… continuei debaixo de agua como se isso bastasse para limpar a memória… mas não me tranquilizava… sentia me exausta … dirigi me ao meu quarto enrolada na toalha… atirei me para cima da cama e sem dar por ela adormeci… não sei que tempo decorreu… só sei que fui despertando com pequenas comichões por varias partes do corpo… eu sacudia os braços e mexia o corpo como que para sacudir algum mosquito… depois essa comichão concentrou se nas minhas coxas bem perto do meu sexo … já não era bem comichão mas uma sensação muito boa que me começava a excitar… o meu corpo ondulava com o prazer que estava a sentir… então uma boca se aproximou da minha roçou nos meus lábios e me despertou de vez… era o P… riu se e mostrou me uma pena de pássaro … depois tranquilamente passou a pena pelo meu rosto e disse que estavam todos a minha espera para jantar… dei um pulo da cama e fui me vestir à pressa … olhei para o espelho o meu cabelo estava horrível deitei me com ele molhado ficou todo levantado… voltei à casa de banho molhei novamente o cabelo e fiz um rabo de cavalo e tudo isto sobre o olhar atento do P que se divertia da minha azafama… sentia me afogueada com toda esta correria… quando cheguei à mesa acompanhada pelo P vi que haviam mais convidados senti me incomodada porque estavam a minha espera para servir o jantar… como se isso não bastasse para me pôr nervosa fiquei sentada entre o Sr. Administrador e o P e com o M em frente… sentia as mãos a tremer… e saber que o P ia me provocar menos tranquilidade me dava…

sexta-feira, 17 de julho de 2009

... Apreciando...





… Acompanhei o P até a estrebaria … beijou me longamente depois montou o cavalo e partiu em direcção às vinhas…adoraria ir vindimar mas era demasiado desgastante estar na presença dos dois irmãos… o M já não me olhava discretamente como fazia naquele fim de semana que nos conhecemos… desde que fizemos amor no escritório, no dia do funeral da mãe do P, ele não conseguia ser discreto … eu tinha receio que o P percebesse … eu não queria que eles se aborrecessem por minha causa… eu não devia ter vindo com o Sr Administrador e Dona L… absorta nos meus pensamentos dirigi me à traseira da casa onde almoçamos, à procura de um lugar fresco … ouvi o Sr. Administrador a falar de mim… parei curiosa a tentar perceber o assunto… fiquei gelada quando percebi … o Sr. Administrador estava a utilizar todos os meios ao seu alcance para convencer o P a desistir de ir trabalhar para Itália e ficar a liderar a empresa e eu fazia parte desse plano … ele estava esperançado que o P se apaixonasse por mim… ele não fazia a mínima ideia que nós já estávamos envolvidos… a Dona L guardou segredo e percebi um riso disfarçado dela … e se o P se apaixonasse mesmo por mim? e me pedisse para eu ir para Itália com ele? e se eu aceitasse? lá se ia o plano do Sr. Administrador por água abaixo… se ele se aperceber que há qualquer coisa entre nós de certeza que me vai pedir para o convencer a ficar em França… isso eu nunca faria… tinha de me distanciar do P na presença do Sr. Administrador. Mesmo assim fiquei com pena dele… a sua intenção era finalmente vir viver com Dona L para esta casa onde o M morava e deixar a empresa… se o P não ficar a empresa será vendida… depois de ouvir esta conversa voltei para trás … procurei um lugar fresco dentro de casa e sentei me a ler um livro… não sei bem ao fim de quanto tempo… ouvi respirares ofegantes e gemidos sensuais perto de mim… levantei ligeiramente a cabeça e vi o Sr. Administrador e Dona L a beijarem se e a acariciarem se… devem ter pensado que eu fui para as vindimas… escondi me mais um pouco … não ousei os interromper … evitei olhar … incomodou me estar a invadir a privacidade deles… mesmo que de forma involuntária… desejava com todas as forças para que eles não me descobrissem… a excitação deles contagiava me … as vezes olhava na direcção deles… que energia que eles ainda tinham … no meu campo de visão só conseguia ver o corpo dele… ainda tinha um corpo interessante … fazia me lembrar o P… e a minha mente ficou povoada com as nossas sessões de sexo no escritório… humedeci… fiquei completamente excitada… e eles nunca mais paravam… estavam a matar saudades já não estavam juntos desde que ele viajara e fora obrigado a regressar por causa da mãe do P… esta imagem dos dois estava a pôr me doida… eu já não conseguia ficar quieta… finalmente acabaram … mas nunca mais se iam embora… a minha única saída era passar por eles… mais uns beijinhos …. mais umas palavras amorosas… e eu a desesperar… acabaram por subir ao primeiro andar… quando tive a certeza que não seria vista saí rapidamente para fora de casa… sentia um desejo incontrolável de fazer amor … sentia me a queimar por dentro… andei sem rumo pelas redondezas só regressei a casa quando avistei ao longe os cavalos do P e do M… chegamos quase ao mesmo tempo… se eu já estava em chamas o olhar dos dois ateou ainda mais o fogo… e isso devia ser bem visível no meu rosto… no meu olhar… porque o P. já me conhecia bem… e eu percebi o seu olhar… se naquele preciso momento os dois me agarrassem eu não iria conseguir resistir… o M passou por mim ... apertou o maxilar e seguiu ... o P veio por trás de mim colocou as mãos na minha cintura... beijou me o pescoço... estremeci... passou os labios pelas minhas costas ... fiquei com as pernas bambas... deixou me ali atordoada... e seguiu... ele sentiu que eu estava em chamas ... ia se vingar por eu lhe ter metido o pé entre pernas na hora do almoço... iria me provocar toda a noite... só esperava que o Sr. administrador não percebesse...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

... No Prado







… Quando regressei o P e o M já tinha chegado… avistei os ao longe… os meus batimentos cardíacos pareciam tambores… fiquei com um nó na garganta quando me apercebi que os dois já me tinham avistado e não paravam de olhar na minha direcção… tentei disfarçar o meu nervosismo olhando para a paisagem … mexendo numa planta ou outra evitando olhar na direcção deles… não pude evitar a aproximação estavam mesmo na porta da entrada… o P estava mais moreno… uma semana ao ar livre fez realçar o seu aspecto latino… tinha o rosto e o peito brilhantes do suor … estava mesmo muito quente … que vontade que eu tinha de o abraçar… beijar… de o cheirar … fazer amor ali naquele exacto momento, sentir lhe a pele salgada… mas tentei me manter fria… limitei me a dizer bom dia sem os cumprimentar com os tradicionais quatro beijos… falei do calor como que para justificar o rubor que sentia na minha face devido aos olhares persistentes dos dois… senti que a minha voz tremeu e ficou rouca do nervosismo … enfrentar o P ao fim de quinze dias ainda para mais na presença do M provocou em mim um caos emocional… felizmente chamaram para almoçar… aproveitei para escapar à presença deles com a desculpa de ir lavar as mãos… fechada na casa de banho soltei a pressão camuflada dentro de mim… tremi descontroladamente por uns minutos… respirei fundo… lavei o rosto… demorei um pouco para que todos se sentassem e eu ficasse bem longe dos dois… quando cheguei à mesa o único lugar livre era em frente ao P… e ao lado do M… de quem teria sido a ideia de reservar aquele espaço livre para mim… tinha de me concentrar no prato… estávamos a almoçar debaixo de um alpendre … daquele lado da casa já fazia sombra corria uma brisazinha suave... mas eu sentia me arder … o olhar do P queimava me … ele fazia questão de me pedir ou o pão ou o vinho ou a travessa só para me forçar a olhar para ele… mas eu evitava olhar directamente nos olhos … de vez em quando sentia o braço do M a roçar no meu… estremecia … ele também… não percebi se era acidental … a comida custava a passar na garganta… assustei me quando ouvi o Sr. Administrador a perguntar se eu não gostava da comida… gaguejei um pouco ao dizer que estava óptima mas que estava com pouco apetite… que raiva estava tudo a olhar para mim… o P tocou me na perna com o pé … o que fez com que eu o olhasse nos olhos… estava a divertir se com a situação… como ele gostava de me ver nervosa… isso fez com que eu ficasse zangada vinguei me na comida… limpei o prato todo e ainda fui buscar mais a travessa… quando me zangava conseguia ter aquela barreira no olhar que me protegia … comecei a olhar para ele com ar de desafio … olhei bem em redor para ver se alguém estava a olhar para mim principalmente o Sr. Administrador … estava entretido a falar com Dona L. … o M. falava com o seu vizinho de mesa… e eu aproveitei para meter o meu pé entre pernas do P… não com muita força… engasgou se … trinquei um pouco de pão para não desatar a rir as gargalhadas… depois de se recompor… fitou me com ar ameaçador… mas isso não me assustava embora eu soubesse que a vingança ia ser terrível … ia tentar manter distancia dele… bem comidos e bem bebidos a conversa estava animada alguns trabalhadores tinham almoçado na nossa mesa e começaram a contar algumas peripécias ao Sr, Administrador … o M aproveitou a distracção e pôs a mão dele na minha coxa… engoli em seco … fiquei perturbada ainda bem que o P estava distraído com a conversa… decidi me levantar da mesa … era desgastante conter aquela situação… o P seguiu me e disse que me queria mostrar qualquer coisa no campo… caminhamos por uns tempos em silêncio … um pouco constrangedor… desde do incidente com a mãe dele que não falavamos… quando chegamos a um prado lindíssimo com flores do campo que são as minhas preferidas… agarrou me pela cintura olhou bem nos meus olhos e disse que morria de saudades do meu cheiro… das minhas carícias …. dos meus beijos… e sofregamente nos entregamos com urgência … em pleno sol escaldante … ao ar livre … ao som da natureza… rebolamos … deliramos … depois ficamos inertes olhando um para o outro matando saudades … fomos despertados por uma cavalgada era o M a regressar para as vindimas … mas a vegetação escondeu nos… vestimo nos estava na hora de ele regressar para ajudar o irmão…

terça-feira, 7 de julho de 2009

... O olhar




… Estava com imensas saudades do P já há duas semanas que não o via… a presença do Sr. Administrador ajudava a lembrar me constantemente… eles eram muito parecidos… tinham o mesmo olhar penetrante… aquele olhar que nos invade o intimo e nos percorre em busca da porta onde escondemos o verdadeiro eu… com um olhar destes só temos duas opções ou desviar o olhar … ou deixar mo nos hipnotizar por ele… existe uma terceira opção uma luta de olhares criando uma barreira protectora mas comigo só funciona quando estou zangada ou quando odeio essa pessoa… quando amo ou quando gosto fico frágil e deixo que entre em mim… foi óptimo trabalhar com o Sr. Administrador… ainda não o conhecia bem… aprendi muito profissionalmente… devido à falta de experiência do P fizemos alguns erros que foram detectados pelo Sr. Administrador… orientou me com respeito e sabedoria de mestre… a minha admiração por ele foi crescendo dia após dia… o olhar dele não era um olhar de desejo… apesar de penetrante … nem eu o via dessa maneira … para mim era o meu chefe que merecia todo o meu respeito… mas ele não parava de me olhar como se me estivesse a ler… intrigava me essa leitura… no ultimo dia de trabalho dessa primeira semana com ele a Dona L veio falar comigo... ela e o Sr. Administrador iam passar o fim de semana a Reims e traziam o P de volta… pediram me para ir com eles… fiquei dividida entre a vontade de estar com o P e a vontade de não me encontrar mais com o M e muito menos estando os dois irmãos juntos… recusei… vi uma suplica no olhar dela … como ia explicar aquela mulher que me envolvi ao mesmo tempo com o filho e o enteado e que ia ser complicado estar novamente na presença dos dois… o Sr Administrador fazia muita questão que eu fosse… ela não sossegou enquanto não me convenceu… e lá fui eu… porque razão queria ele que eu fosse? Em que estaria este homem a pensar? Preparei as minhas coisas a correr como já vinha sendo habito… e saímos no sábado bem cedo … à medida que a distancia encurtava o meu coração aumentava o ritmo… tinha de arranjar forças para resistir aqueles homens… entrei um pouco em pânico teria de estar atenta ao Sr. Administrador algo me dizia que ele andava com alguma coisa em mente… quando chegamos nem o M nem o P estavam em casa … tinham ido para as vinhas… respirei um pouco de alivio… acalmei um pouco o meu nervosismo… indicaram me um quarto … vesti uma roupa mais leve … estava muito quente… ainda faltava uma hora para almoçar… decidi relaxar um pouco com uma caminhada pelas redondezas …

quinta-feira, 2 de julho de 2009

... Omissão ou mentira?


... Continuei no colo do M. durante algum tempo até os meus soluços acabarem e o meu corpo parar de estremecer… olhei nos seus olhos e beijei o com ternura … ele era um misto de satisfação e constrangimento… eu sabia que ele estava a pensar no irmão… tranquilizei o … eu não era propriedade de ninguém … apesar de tudo ter acontecido num momento em que eu me sentia frágil… intimamente eu já o desejava… não com a mesma intensidade que desejava o P. mas a curiosidade era grande e só não o fizemos em Reims porque ele não quis… já mais relaxada e consciente do momento senti vontade de o saborear melhor… os seus problemas de consciência ofereciam resistência mas a minha boca ia descendo e ele ia cedendo… mergulhei o seu sexo na minha boca… ele estremeceu … ficou húmido e escorregadio… suguei o … deslizei a língua bem lentamente … percorri cada milímetro daquele membro erecto e irrequieto… sentir o seu prazer a cada gesto meu… humedecia me … a minha tesão aumentava… e o seu membro cada vez mais duro… não aguentei e enquanto a minha boca o devorava … a minha mão foi acariciando o meu clítoris… impus o mesmo ritmo aos dois gestos… mas o meu orgasmo chegou primeiro… entreguei me aquele prazer não conseguindo conciliar o prazer dele… ele percebeu e rapidamente põe me de quatro entrando em mim ... fazendo me perpetuar o orgasmo… senti o gemer perto do meu ouvido ... esse som intensificou o meu prazer... quando descemos à terra beijamo nos longamente como se fosse uma despedida e prometemos não contar nada a ninguém … nunca… por causa do P … apesar de eu ser livre de fazer o que bem entendesse eles eram irmãos e podia ser motivo de discórdia entre eles … o M levou me a casa… era um bom conversador… em certos movimentos fazia me lembrar o P … tinham o mesmo jeito a franzir a testa… como o pai deles o Sr administrador… enquanto o olhar do P era tão intenso como o do pai… o olhar do M era idêntico ao da Dona L… cheguei a conclusão que eram os genes do Sr. Administrador que me faziam sentir esta atracção pelos dois irmãos… ainda bem que viviam em cidades diferentes ia ser muito complicado gerir este desejo pelos dois.
No dia seguinte quando chego ao piso 12 estava o Sr administrador a assumir o comando da empresa … Dona L informou que o P foi com o irmão para a quinta em Reims… durante uma semana…

terça-feira, 23 de junho de 2009

... A perda


…durante toda a semana não vi mais o P… não fui mais ao hospital ele já não precisava de mim … tinha o pai … a irmã e outros familiares que entretanto foram avisados… o estado clínico da sua mãe piorou e ao fim de uma semana faleceu… desde a ultima vez que estive com o P desliguei as emoções … só funcionava profissionalmente… ia sabendo o desenrolar dos acontecimentos pela Dona L ... o P só saía da beira da mãe para comer ou tomar banho… o Sr administrador voltou a controlar a empresa. No dia do funeral sentia me um pouco em baixo… apesar do controlo que a E fazia nas minhas refeições eu pouca vontade tinha de comer… vi o P abatido e mais magro… não ousei me aproximar estava rodeado de muita gente só quis que ele me visse para o caso de precisar de mim… senti um nó na garganta , senti uma vontade enorme de chorar mas as lágrimas não saiam... estavam presas … vejo a Dona L chegar como seu filho … o M… o meio irmão do P que conheci em Reims … cumprimentou me com os tradicionais quatro beijos bem demorados … depois abraçou me longamente… não reagi… não senti nada … continuei fria… dirigiu se ao irmão e abraçaram se… ficaram os dois com as lágrimas nos olhos… e eu continuava sem conseguir verter uma lágrima… No fim do funeral o P foi para casa com os seus familiares … Dona L sofria … morria de vontade de abraçar o homem da sua vida… o Sr administrador… mas ele acabava de enterrar a sua mulher legitima… o momento não era adequado embora os olhares dos dois já falassem tudo… disse lhe que podia ir para casa que eu fecharia o escritório por ela…. O M deixou a mãe em casa depois ofereceu se para me levar ao escritório… fomos em silencio no carro … continuamos em silencio no elevador… não me apetecia falar… ele não parava de me olhar… dentro do escritório encostou me a parede e beijou me como um louco … continuei fria… mas ele não parava … dizendo que eu não lhe saia da cabeça … que me queria … que me desejava… não ofereci resistência… mas não sentia nada como se estivesse anestesiada… deixei que ele me beijasse … me acariciasse … fechei os olhos precisava se sentir qualquer coisa … que algo em mim acordasse… enquanto me despia… a sua boca percorria o meu corpo… ele continuava sôfrego… sedento… ansioso… e teve o orgasmo antes de me penetrar... jorrando involuntariamente contra o meu ventre… o seu gemido despertou me … ele continuou a beijar me mais calmamente e eu comecei a ficar mais solta … o desejo começou a crescer… estava a precisar de mimos e aqueles estavam a saber muito bem… deixei me ir… entreguei me aquelas carícias… mas de olhos fechados… sempre… deixei me amar por aquela boca… aquelas mãos … aquele corpo colado ao meu… que me invadiu e me fez soltar as lágrimas… há muito presas… que explodiram junto com o prazer que aquele vulto me proporcionou… enquanto o M jorrava desta vez dentro de mim as minhas lágrimas continuavam a rolar descontroladamente pelo meu rosto que ele lambia e sorvia alternando com beijos no rosto…

quarta-feira, 17 de junho de 2009

... Sentimento de culpa


… Os dias que se seguiram foram angustiantes… o diagnostico era muito reservado … mesmo que ela ultrapassasse o coma as mazelas seriam imensas… dilacerava-me o coração ver o sofrimento do P. o sentimento de culpa perseguia o … eu não sabia como o aliviar desse peso… nada do que eu dissesse iria mudar o seu pensamento… a raiva dele assustava me … sempre de punho cerrado como se fosse esmurrar algo ou alguém a qualquer momento… eu queria lhe dar mimos compensar o seu sofrimento de alguma maneira… mas sentia que a minha presença lhe lembrava ainda mais a razão da sua dor… se não tivéssemos ignorado aquele barulho a mãe dele teria sido socorrida mais cedo e… talvez fosse mais fácil ela recuperar… já me estava a sentir culpada… não era justo… não podíamos prever que naquele momento de entrega total um ao outro, alguém estaria a precisar do nosso auxilio… sempre que ele olhava em minha direcção o seu olhar era neutro… indecifrável … arrepiava-me a ideia de ele me achar culpada… sentia me tão mal… passamos o sábado todo no hospital… os médicos aconselharam nos a ir embora ele nada podia fazer mas…ele não queria sair dali … não queria abandonar a mãe… não tive coragem de o deixar sozinho… o pai e a irmã estavam no estrangeiro… fiz lhe companhia pela noite dentro… acabamos por adormecer exaustos, sentados nas cadeiras … quando acordei ele estava debruçado sobre ela como à espera de um sinal … senti me fraca não consegui comer nada o dia todo… ele também não comeu nada mas senti o com uma energia inesgotável … era a raiva que o alimentava… mas eu estava a ficar sem forças … lembrei me de Dona L… liguei lhe … ela achou melhor avisar o Sr. Administrador e a sua filha e veio ter ao hospital… o P abraçou a… deixou que ela o confortasse… fiquei com os olhos húmidos mas as lágrimas ficaram presas porque ele não quis que eu o confortasse… que eu o abraçasse… deixei os e fui com a E para casa dela… tomei um banho quis chorar mas as lágrimas não saíam … tentei a muito custo comer alguma coisa … tentei conversar uma pouco com a minha amiga E mas não me sentia bem… regressei ao hospital …sugeri à Dona L que o levasse para casa eu ficava ali na vez dele…mas ele não aceitou … fiquei com ele novamente toda a noite … segunda feira de manhã acordei cedo com dores no pescoço, ele já estava perto da mãe … aproximei me … dei lhe a mão … ele apertou a e sem me olhar pediu me para ir trabalhar dou me instruções sobre os processos a tratar… dei-lhe um beijo no rosto e dirigi me ao metro mais próximo… demorei um pouco a entrar no ritmo do trabalho mas consegui preparar os processos para Dona L os levar ao hospital para o P assinar… a E veio almoçar comigo queria se certificar que eu comia alguma coisa… grande amiga… a irmã que nunca tive…

quarta-feira, 20 de maio de 2009

... Amor ou paixão?



… Acordei envolta no seu abraço… os nossos corpos nus estavam colados do suor… virei me para ele … abriu os olhos… ficamos um tempo naquele silencio olhando um para o outro… comecei a questionar mentalmente se o que estava acontecer entre nós era amor … paixão… atracção … naquele momento não conseguia ver os limites que separavam aqueles sentimentos… eu só sabia que desejava imenso aquele homem mas não sabia até onde estaria disposta a ir por ele… senti uma vontade enorme de o mimar... beijei o com ternura… lentamente… depois com muito ardor… passei por cima dele e encostei me a ele por traz … colei o meu corpo ao dele e abracei o… beijei o seu pescoço… perto da orelha … percorri as suas costas com a língua … o seu corpo estava salgado… deitei o de barriga para baixo… deitei me por cima dele…. continuei a saborear aquele gosto a sal … encostei o meu sexo às suas nádegas … as minhas unhas deslizaram suavemente pelas suas costas… fui descendo… mordisquei as suas nádegas ele estremeceu… virei o de frente… seu sexo erecto ficou agitado com a proximidade da minha boca… rondei por perto… ele gemeu quando beijei o seu sexo … aconcheguei o com a minha boca … suguei o… lambi o… dar lhe prazer excitava me ... sentia me húmida… o seu sexo não podia estar mais duro… sentei me em cima dele de costas viradas para ele… fiz lo entrar em mim … as suas mãos apoiaram se nas minhas ancas acompanhando o meu baloiçar e dando me sinal para acelerar o movimento… ouvimos um barulho fora do quarto de um objecto de vidro a partir se , não era o momento para nos preocuparmos com barulhos externos… estávamos noutra dimensão… quase a chegar ao êxtase … e não paramos aquela dança que nos levou ao delírio comum e nos fez esquecer rapidamente aquele barulho. Ainda ficamos um pouco abraçados depois ele vestiu o robe abriu os braços dirigi me a ele subi para cima dos seus pés… abracei o por dentro do robe… ele cobriu me com o seu abraço e fomos assim em direcção a casa de banho eu de boleia em cima dos seus pés… quando chegamos à casa de banho quase que caiamos por cima de um corpo inerte… a mãe dele estava desmaiada no chão… enrosquei me numa toalha e enquanto ele tentava acordar a mãe chamei os serviços médicos… ficamos os dois a tremer ela não voltava a si, a pulsação era débil, a espera foi angustiante, vesti a mesma roupa do dia anterior, o saco com a minha roupa para o fim de semana tinha ficado em casa da E. Entretanto chega a ambulância, eu fui acompanhar la enquanto o P nos seguia com o carro. Foi diagnosticado um derrame cerebral… ficou em coma…